domingo, 30 de maio de 2021

Cearenses criam cineclube com objetivo de arrecadar fundos para associações de combate à fome

O sinal de alarme está ligado: 19 milhões de brasileiros estão passando fome, e 43,4 milhões não têm alimentos em quantidade suficiente, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.

Com o intuito de arrecadar fundos para associações que estão no combate a essa situação, a equipe do curta-metragem cearense “Do tanto de telha no mundo” lança essa semana um cineclube com viés social, o CineTelhinha.

Aberto ao público, o projeto semanal terá início na sexta-feira (28), às 18h, na plataforma Twitch, com a exibição de filmes e debates. A proposta inicial é apresentar um mercado existente e pouco conhecido, com uma programação de curtas e médias-metragens. Doações poderão ser feitas durante a live ou diretamente para o coletivo.

A cada duas semanas uma nova instituição/associação será escolhida para receber o apoio, e a primeira delas será o “Coletivo ArRUAça”. Criado em 2017, ele tem como foco  trazer dignidade para as pessoas em situação de rua, principalmente por meio da arte, da educação e da cultura. 

curadoria do cineclube, constituída por Bruno Brasileiro, José Osmar e Lila Almeida buscou, inicialmente, produções relacionadas ao trabalho “Do tanto de telha no mundo”, que estão tocando desde 2020, com uma perspectiva independente e regional.

“A premissa continua, mas iremos restringir a filmes locais para possibilitar a exibição e evidenciar artistas cearenses”, destaca Bruno, estudante de Cinema e um dos idealizadores do CineTelhinha.

O primeiro filme exibido será “O auto da camisinha” (2009) de Clébio Ribeiro, seguido por “JUS” (2013), de Marcelo Dídimo e “Joaquim Bralhador” (2014), de Márcio Câmara. “Longas-metragens podem aparecer em um futuro próximo”, adianta Bruno.

OUTRAS EXIBIÇÕES

Também previsto para ser exibido na programação do cineclube, “JUS” fala sobre a vida de um dos animais mais simbólicos do Nordeste brasileiro, o jumento. Lançado em 2013, por Marcelo Dídimo, trata-se de um docu-drama e a maior parte das suas locações foram concentradas no município de Santa Quitéria, distante 220 km de Fortaleza. 

Já “Joaquim Bralhador”, de Márcio Câmara, baseado na obra de Juarez Barroso, traz, por meio da riqueza de detalhes de um contador de estórias do sertão, a estranha trajetória de Joaquim. 

O filme perpassa desde a doença do menino, aos oito anos de idade, a como isso transformou a vida dele para sempre, construindo a fama de ter tido duas naturezas: a de homem e a de cavalo.

PROCESSOS

O CineTelhinha é uma ação paralela  à produção do filme “Do tanto de telha no mundo”. A ideia surgiu em setembro de 2020, com o intuito de buscar referências e aproximar a equipe do curta-metragem.

Em novembro de 2020, o projeto do curta-metragem arrecadou 6 mil reais por meio de contribuições. Um total de 89 pessoas ajudaram a solidificar a ideia. Atualmente, a produção tem 23 integrantes na equipe, 3 no elenco, sendo mais de 20 afetadas diretamente pela suspensão das atividades e incontáveis outras que já apoiaram de alguma forma.

“Pretendemos gravar em julho deste ano. Assim feito, a pós vai até dezembro. A estreia do filme está prevista para janeiro de 2022. Por conta da pandemia, as datas estão sujeitas a alterações”, conclui Bruno.

SERVIÇO

CineTelhinha: Estreia dia 28/05, às 18h

Instagram: @telhinha_
Email: telhinhafilme@gmail.com

Doações diretas:

Verônica Castelo Branco
Pix: 85 996143888

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