sábado, 17 de abril de 2021

Isolamento social rígido agrava a mobilidade dos doentes de Parkinson

Tremores, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. As pessoas que convivem com o diagnóstico da doença de Parkinson lidam com esses sintomas diariamente, e um programa de exercícios tem valor singular.

Com o isolamento social rígido, “a falta de atividade física pode provocar uma piora da movimentação dos pacientes por diversos fatores, como atrofia muscular e o próprio avanço da doença subtratada”, segundo o neurocirurgião e fundador do Grupo de Apoio a Portadores de Parkinson e Distúrbios do Movimento, Rafael Maia.

O decréscimo ou até mesmo interrupção das terapias de reabilitação agrava a mobilidade dos pacientes, aumentando a probabilidade de queda. “Quedas podem ocorrer em até 60% nos portadores de Parkinson, e estamos vendo uma ampliação dessa realidade”, afirma Rafael Maia.

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre as consequências das quedas em idosos, a fratura no fêmur é uma das mais graves. Cerca de 30% a 40% dos idosos que quebram o fêmur não conseguem recuperar totalmente sua capacidade funcional.

Como reduzir os impactos da pandemia

Em meio à pandemia, em que o isolamento tem sério impacto na qualidade de vida das pessoas, a continuidade dos tratamentos e o não cancelamento das consultas de rotina são fundamentais para reduzir os impactos em doentes de Parkinson.

“Essa é uma doença progressiva, e o cuidado tem que ser ininterrupto. A abordagem deve ser multidisciplinar, com o trabalho de profissionais como fisioterapeutas e fonoaudiólogos em primeiro plano, ao lado do tratamento médico especializado”, ressalta o especialista.

Fonte: O Estado 

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