terça-feira, 13 de abril de 2021

Ao invés de evitar, lockdown pode causar mortes, diz estudo

 

Estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco diz que o lockdown (fechamento total) das atividades econômicas pode ser uma das causas de aumento de mortes pela covid-19.

Eles levam em conta o registro de internações e mortes pela doença entre 30 e 40 dias após a adoção da medida no Amazonas. A pesquisa aponta que houve resultado quase inverso à intenção de reduzir o contágio diário e, consequentemente, as mortes.

A pesquisa é assinada pelo doutor em psicologia Bruno Campello de Souza e pelo PhD Fernando Menezes Campello de Souza. A avaliação é baseada em dados do Mapa Brasileiro da Covid-19, do Google Mobility Reports sobre Geolocalização, e OpenDataSUS, mantido pelo Ministério da Saúde.

Segundo os pesquisadores, esses compilados formaram um banco de dados de 82.241 brasileiros que morreram de covid-19 entre março de 2020 e julho do mesmo ano e de mais de 60 milhões de pessoas no Brasil que baixaram aplicativos monitorados pela localização.

O estudo aponta três períodos distintos de “excesso de mortes” pela covid-19 no Brasil. O primeiro parece acompanhar o aumento do isolamento social, após a implementação de medidas restritivas. Ele dura até que o percentual de indivíduos que ficam em casa caia para menos de 46%.

O segundo coincide com a chegada da pandemia ao Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e o terceiro vem depois de um segundo período de aumento no isolamento social, que começou em outubro de 2020. Neste caso, houve aumento no Brasil como um todo, incluindo a Região Sul.

“A evidência disponível indica claramente que, ao menos no Brasil, uma tendência do maior distanciamento social se faz acompanhar de um aumento substancial nas futuras mortes”, dizem os pesquisadores.

Tem explicação?

O processo, segundo os pesquisadores, teria a ver com a alta contagiosidade do Sars-Cov 2, sigla científica para o novo coronavírus. Esse fator, combinado com a interação prolongada entre pessoas numa mesma casa, tornaria a carga viral entre esses habitantes mais alta e, consequentemente, também maior a taxa de transmissão domiciliar.

Em outras palavras, se um morador da casa sai e se contamina, ele passa a transmitir o vírus exclusivamente para outros moradores da mesma casa, que ficam expostos a uma “quantidade maior” da doença já que a carga viral não é “compartilhada” com mais pessoas. 

Fonte: Livre

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