terça-feira, 24 de novembro de 2020

"Não há nenhum motivo para essa união contra mim", diz Capitão Wagner sobre apoio de partidos a Sarto

O Grupo de Comunicação O POVO planejou a promoção do primeiro debate do 2° turno eleitoral com postulantes à Prefeitura de Fortaleza. No entanto, apenas o candidato Capitão Wagner (Pros) esteve nas dependências do O POVO na noite desta segunda-feira, 23 de novembro. Para explicar a ausência, o candidato José Sarto (PDT) alegou problemas relacionados a agenda. Com isso, conforme foi comunicado às campanhas previamente, o debate tornou-se uma entrevista com o postulante presente no local. Participaram os jornalistas do O POVO Adailma Mendes, Carlos Mazza e Érico Firmo, com mediação do também jornalista Marcos Tardin.

Perguntando sobre o bloco de partidos que manifestaram apoio a Sarto, Capitão Wagner afirmou que lamenta a “salada de frutas” vista neste segundo turno. “Você vê no mesmo palanque PSOL e PSL, PT e PSDB. É importante para quem nos assiste agora entenda que há uma tentativa de evitar que uma pessoa que não tem padrinho político se torne prefeito da Cidade. Não há nenhum motivo para união contra mim", disse Wagner alegando que “A família Ferreira Gomes é uma oligarquia e há a possibilidade dessa família ser destroçada aqui na capital”.

Dos oito partidos que saíram derrotados no primeiro turno em Fortaleza, sete manifestaram apoio à candidatura de Sarto. Apenas o PSL, de Heitor Freire, não se posicionou. A principal justificativa apresentada explicitamente pelas legendas é o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à candidatura de Wagner.

Sobre posicionamento acerca da chacina do Curió, em 2015, onde PMs são investigados, Wagner ressaltou que defende a punição dos membros da corporação, caso seja confirmado envolvimento. “Nunca defendi policial que usa farda para cometer delito. Esse policial que está matando inocente tem que ser expulso da corporação” pontuou. “Eu defendo que os reais responsáveis da chacina sejam presos. Quem conhece os autos dos processos sabe que existem bodes expiatórios. Quero que a apuração seja feita a rigor” completou.

Durante a entrevista Wagner também falou sobre a retomada das aulas na rede municipal: "A Prefeitura de Fortaleza, até hoje, não apresentou planejamento de retorno das atividades (...) Na transição, isso será uma prioridade nossa e além disso estruturar com todo o aparato para que as escolas recebam os alunos". E citou avanço da gestão RC relacionado a política das Areninhas, mas com uma ressalva. "Hoje quem dita o funcionamento das areninhas são as facções. Elas (as facções) infelizmente invadiram a educação, as praças e esse fato precisa ser lembrado", declarou.

Fonte: O Povo

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