quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A esperança está na propaganda eleitoral, mas o tempo é exíguo para convencer o eleitorado

 

A campanha eleitoral deste ano, embora há pouco tempo nas ruas, apesar das mudanças introduzidas pela Legislação Eleitoral, e as restrições impostas pela pandemia do coronavírus, continua igual, na sua essência, às últimas realizadas em Fortaleza: os candidatos distribuem suas agendas e nelas estão as carreatas, adesivaços, encontros com representantes de segmentos da sociedade e gravações dos programas de rádio e televisão para o horário da propaganda eleitoral a partir desta sexta-feira (09). O eleitor, em razão da mesmice, e por estar mais tempo em casa por conta das recomendações de se evitar contatos desnecessários com o mundo externo, por certo guarda alguma frustração de ainda não conhecer as ideias dos que pretendem governar a Capital cearense nos próximos quatro anos.

Não estão sintonizados com o momento atual os candidatos a prefeito que já participaram de outras eleições em Fortaleza. Heitor Férrer, Capitão Wagner e Luizianne Lins estão com o mesmo tipo de campanha feito em tempos normais passados. Os demais, veteranos em disputas: Roseno, Sarto, Célio Studart, Heitor Freire, todos detentores de mandatos eletivos, assim como Anízio Melo, Samuel Braga, José Loureto e Paula Colares, em nada inovaram na luta pela perseguição do voto.

O horário destinado aos candidatos, na chamada propaganda eleitoral, que é de fato para eles falarem com clareza e objetividade ao eleitor sobre seus projetos e propostas para uma Fortaleza melhor, também pela exiguidade do tempo, será mais uma oportunidade de frustração para o eleitor interessado em escolher, dentre os onze postulantes, aquele que lhe pareça o melhor. Tem candidato com tempo tão limitado que só vai poder imitar o candidato a presidente da República que só podia dizer: “Meu nome é Enéas”. Assim, mais uma eleição transcorrerá sem que os eleitores sejam bem esclarecidos para ter convicção em quem votar, optando por um outro postulante pela influência de um terceiro, que, sabe-se lá por qual interesse defende o nome que aponta.

Mas, se quase tudo está igual a todas as outras campanhas eleitorais, nesta, pelas razões das mudanças de hábitos impostas pela pandemia, a reta final pode ser muito diferente daquelas que, mesmo o eleitor sabendo quase nada ou muito pouco sobre as ideias e projetos dos candidatos, ia às urnas cumprir uma obrigação, não praticando um ato cívico. E a diferença entre a disputa atual e as pretéritas está exatamente no fato de o eleitor, por não estar motivado, deixar de comparecer às urnas por conta do temor de contrair o apavorante vírus e pela quase certeza de nada sofrer por sua ausência à seção eleitoral, ou, mesmo que não seja aprovada uma lei isentando os faltosos da pequena multa, decidir pagá-la quando a oportunidade o exigir.

A ausência dos eleitores, ampliando o número de abstenções, prejudica sim os candidatos majoritários, mas nunca como os postulantes a vagas na Câmara Municipal, embora estes sejam os que mais contribuem para o eleitor ir votar. O candidato a vereador, em todas as circunstâncias, é o político que sempre está mais próximo do eleitor. O voto dado a ele é quase sempre por gratidão ou por amizade, bem diferente daquele depositado para o candidato a prefeito. Este, precisa ter um discurso diferente para sensibilizar o eleitor. Ainda é possível mudar, sobretudo na boa utilização dos espaços das redes sociais.

Fonte: Blog do Edison Silva 

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