segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Com cesta básica mais cara, supermercados e Procons pedem medidas do governo


A cesta básica está sob pressão. Produtos como feijão, leite, óleo de soja e carne acumulam altas e o arroz já é encontrado 80% mais caro em alguns supermercados. O cenário tem preocupado entidades, que cobram medidas governamentais para controlar a situação. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) fez um alerta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o cenário, além de ter enviado comunicado sobre o reajuste de preços à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Enquanto isso, a Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil), o Ministério Público do Consumidor (MPCon) e a Comissão de Defesa do Consumidor da OAB Federal pediram o monitoramento do mercado e providências que garantam ao brasileiro acesso aos itens básicos da sua alimentação.

 O atendimento diário dos Procons oferece um termômetro preciso das preocupações dos consumidores. Neste momento, o que buscamos é evitar o agravamento do cenário que está já está sendo indicado pelas reclamações dos consumidores — explica Filipe Vieira, presidente da Procons Brasil, que enviou o ofício ao governo federal.

O Procon Paraná foi o primeiro a alertar sobre o número de queixas sobre aumentos de preços de produtos como óleo, leite e carne:

 Começaram a pipocar muitas queixas, com fotos de prateleiras de supermercados, com óleo a mais de R$ 6, entre outros produtos muito básicos na alimentação do brasileiro. Procuramos a associação de supermercados local e fomos pesquisar e identificamos que se trata de um problema macro e não de uma prática de preço abusivo, por isso fomos buscar auxílio da Secretaria Nacional do Consumidor — diz Cláudia Silvano, diretora do Procon Paraná.

Juliana Domingues, titular da Senacon, realizou nesta sexta-feira, uma primeira reunião com representantes dos ministérios da Economia, da Agricultura e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para apurar as causas dos aumentos e discutir de que forma poderia reduzir o impacto para o consumidor.

Para a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, isso teria ocorrido por conta de um aumento das exportações dos itens de cesta básica e matérias-primas, aliado a diminuição das importações, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real.

A Abras afirmou que o setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país, mas isso pode ser difícil se os preços continuarem subindo. A associação garantiu, porém, que vai continuar "buscando oferecer aos consumidores, opções de substituição dos produtos mais impactados por esses aumentos".

Fonte: O Globo
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