sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Furdunço em Poranga deixa servidores e comerciantes desanimados


Com a volta de Cárlisson Assunção à Prefeitura de Poranga, depois de ficar afastado por 12 meses, por determinação da Justiça, o desespero tomou de conta da população, especialmente dos servidores públicos municipais.

Moradora do município, na sede, que se apresentou como Maria José da Silva Soares, acredita que a volta de Cárlisson não é positiva. "Eu creio que o retorno dele não é bom. Se fosse bom pra cidade não teriam tirado ele antes. Agora, ele voltou e vai voltar a mesma situação de antes: pagamentos atrasados e muita coisa errada", lamenta.  

"É muito desanimador você começar a ver as coisas se ajeitando, entrando no rumo, e de repente você ficar sabendo que quem causou todo essa desorganização voltar para a Prefeitura. A gente até perde a esperança de que um dia nossa cidade cresça", diz uma professora municipal, que só deu a entrevista caso não fosse identificada.

Segundo a professora, os servidores estão tensos com a volta dos atrasos nos salários de Poranga. "A gente fica com medo, sim. Antes, era normal receber o salário com atraso", destaca.

Além dos servidores, os comerciantes também não estão nada satisfeitos com o retorno de Cárlisson. "Pelo menos eu vou cortar a venda no prazo. Como vou vender se não sei quando vou receber? A situação de briga entre os gestores, entre os políticos é uma coisa que só desanda para nós. A corda só arrebenta para o lado mais fraco, que somos nós, a população", desabafa o jovem comerciante, do ramo de alimentação, que vê dias piores com o retorno do antigo gestor.

Na tarde desta quinta-feira (13/8), um grupo de pessoas ligadas ao ex-prefeito Cárlisson Assunção realizou uma passeata. Aglomerados, e descumprindo o decreto governamental, o grupo de umas 30 pessoas, juntamente com Cárlisson, invadiu o prédio da Prefeitura, provocando quebradeiras e causando terror nos poucos servidores que estavam trabalhando. "Quando a gente viu a barulheira, chutes nas portas, nos móveis, gritaria, a gente até pensou no pior. Deus me livre", disse um dos homens que estavam na sede da Prefeitura durante a invasão de Cárlisson com os correligionários.

O então prefeito Carlos Antonio procurou se inteirar dos detalhes do recurso dado pela Justiça, e seguiu para Fortaleza, a fim de tomar conhecimento de como deve se posicionar. "Só vou me pronunciar após saber dos detalhes, mas lamento pela nossa cidade, pelo nosso povo", disse, por telefone, Carlos Antonio.

Com o novo cenário, o grupo político ligado a pré-candidata Erineuda Bernardo parece ficar discreto e com receio do que possa acontecer. Um apoiador de Erineuda, que pede para não ser identificado, admite que a situação pode prejudicar a pré-candidata. "Quando a população ligar o apoio que ela tem do Cárlisson a candidatura dela, ela pode perder votos. O nome do Cárlisson está queimado, seria melhor o apoio dele mais escondido", explica.
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