sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Frigoríficos negam que haja frango com coronavírus no mercado brasileiro


A China anunciou que encontrou coronavírus em frango importado do Brasil. Há risco de que frango vendido no mercado brasileiro também esteja contaminado?

Uma pesquisa publicada em março na revista científica New England Journal of Medicine indicou que o vírus pode permanecer até três dias no plástico onde é embalado. Em alguns casos, o produto acaba chegando às prateleiras dos supermercados horas após o abate. Para os consultados, o risco é pouco provável.

O diretor-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, afirma que não há perigo para o consumidor local ou internacional ao consumir carne de frango - ou de outro animal - de empresas brasileiras. "O frigorífico é tão limpo quanto um hospital. Não tem risco."

A transmissão pela carne também foi descartada por ele, já que o vírus não encontra condições de sobrevivência. "A própria Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já disse que, por ser um vírus, precisa de células vivas para replicar e que não consegue se replicar em células mortas ou congeladas. O vírus precisa de célula receptora, que no frango não tem", salienta o diretor-executivo da associação. 

Ainda não se sabe onde o vírus foi encontrado na China - se na embalagem ou na carne. Para o especialista em segurança de alimentos e professor da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Eduardo Cesar Tondo, mesmo que a embalagem do frango transporte o vírus, a carga viral é insuficiente para contaminar uma pessoa. "A possibilidade de acontecer é muito baixa, as próprias condições de produção vão matando o vírus."

Mesmo com baixo risco de contaminação, a orientação dos especialistas é lavar as embalagens de carne logo após chegar do supermercado.

Fonte: UOL
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