domingo, 5 de abril de 2020

Plasma de pacientes curados de Covid-19 vai ser usado como tratamento experimental em São Paulo


O uso de plasma de pacientes curados de Covid-19 para realizar tratamento experimental em casos graves da doença foi autorizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para o consórcio dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Universidade de São Paulo. As unidades vão poder fazer os testes clínicos com o material, já utilizado nos Estados Unidos e na China com demonstração de eficácia, segundo informações do G1.

O plasma se trata da parte líquida do sangue, que vai ser retirada de pacientes recuperados.  
Esse método já foi usado em outros surtos de doenças, como a pandemia do vírus influenza H1N1, que ocorreu entre 2009 e 2010; a epidemia de Síndrome Aguda Respiratória (chamada de Sars-CoV-1), em 2003; e a epidemia de síndrome respiratória do Oriente médio (Mers-CoV), de 2012, de acordo com enção dos pesquisadores é diminuir o fluxo de doentes nas Unidades de Terapia Intensivas (UTI), o que pode provocar um colapso no sistema de saúde, umas das principais preocupaç ões das autoridades competentes à frente das ações de combate ao novo coronavírus.  PROMISSOR
A Agência Naional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconhece que o plasma tem potencial para o tratamento da Covid-19. No entanto, alerta que não existem evidências científicas conclusivas sobre a eficácia da técnica.  
O Ministério da Saúde, por sua vez, avalia se há dados suficientes a respeito da eficácia. O órgão mantém contato com centros hemoterápicos que deram início aos protocolos de pesquisa. Se houver evidência da efetividade de novas terapias, deve compartilhar orientações para o uso delas pelo serviço de saúde. 
Médico oncologista e pesquisador do Albert Einstein, Alessandro Leal, falou em entrevista ao programa Fantástico que “o soro, cumprindo esses anticorpos, eles podem ser administrados, de maneira profilática, para prevenir a infecção em casos de alto risco como, por exemplo, indivíduos idosos, ou vulneráveis, pacientes com doenças cardiovasculares e até prestadores de cuidados de saúde, com exposição de casos já confirmados de covid-19”.

Para ele, "é um tratamento promissor".

Nos Estados Unidos, o uso do plasma foi autorizado pela agência que regulamenta medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA) para uso emergencial, em pacientes graves.

"Embora promissor, o plasma convalescente não demonstrou ser eficaz em todas as doenças estudadas", revelou a agência.

Na China, a substância foi usada em cinco pacientes que apresentaram pneumonia grave. Os resultados são parte de uma pesquisa feita por um hospital da China, e divulgada nesta segunda (30) pela revista de pesquisa científica Jama.

Todos os pacientes apresentaram melhora, alguns em menos tempo do que outros.

Fonte: DN
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