segunda-feira, 13 de abril de 2020

Fluxo de pessoas no comércio cai mais de 70% no Ceará, diz Google


Os sinais na economia cearense relacionados ao novo coronavírus são visíveis e já começam a ser mensurados. Segundo relatório da Google, entre os dias 16 de fevereiro e 29 de março, a movimentação em locais relacionados ao comércio e entretimento (shoppings, cinemas, cafés e livrarias) caiu cerca de 76%. A comparação foi feita ante um período de tempo semelhante ainda em 2020, entre os dias 3 de janeiro e 6 de fevereiro.
Até mesmo nas farmácias, a movimentação de pessoas também caiu com o decreto de isolamento social aplicado pelo Governo do Estado. Neste setor, a redução foi de 34%.
Nos espaços públicos, a Google também apontou uma redução de fluxo de pessoas. Considerando parques, praias e marinas, a movimentação de pessoas no Ceará teve uma queda de 71% ante a referência usada para o cálculo de base. Nos locais de transporte público, a queda foi de 68%, com a análise sobre paradas de ônibus e terminais, além das estações de metrô.
Segundo o economista e professor de Economia da Universidade de Fortaleza, Allisson Martins, o baixo nível de atividade econômica causado pelo surto de coronavírus deverá ter impactos duros no mercado cearense. Ele aponta que, conforme pesquisa econométrica realizada pelo departamento na Unifor, a previsão mais otimista é que a economia estadual perca R$ 2,5 bilhões em 2020. O número representaria um crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto do Estado (PIB).
Perspectivas menos positivas apontam para uma queda de até 2,1% a 3% do PIB, e perdas entre R$ 7,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões ao Ceará, com o segundo trimestre de 2020 acumulando a perda mais significativa do ano.
“Em um cenário mais positivo, a gente prevê poder até crescer 0,7% em 2020, mas essa queda, em relação ao que era antes, que iria crescer 2,5%, é bem menor e teríamos uma perda econômica de R$ 2,5 bilhões”, disse Martins.
Recuperação
Contudo, a recuperação da economia cearense deve começar ainda neste ano. A previsão é que nos terceiro e quarto trimestres, a economia local já comece a registrar números positivos, ainda que não seja suficiente para reverter as perdas causadas pela crise.

Martins destacou que será preciso um bom suporte de medidas pelo Governo Federal, fazendo com que o dinheiro chegue na ponta, apoiando pessoas e empresas.
O economista destacou projetos como a renda básica emergencial de R$ 600 e as linhas de crédito com suporte do Governo para que empresas mantenham empregos. Ele destacou, contudo, que o Governo, o Ministério da Economia e o Banco Central precisarão ser mais ágeis para operacionalizar essas medidas. “Uma coisa é lançar uma linha de crédito em momento normal. É de se esperar que se demore, mas dentro desse contexto, a marcha precisa estar mais acelerada”, disse.
Allisson Martins ainda disse que a perspectiva atual é que o próximo ano já seja considerado como período pós-crise, com a economia voltando a crescer.
Fonte: DN
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