terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

"Tapeações", este é o diálogo que o governo tem mantido com os agentes de segurança pública do estado do Ceará


Enquanto o governador Camilo Santana discursava durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira (03), policiais e bombeiros militares reivindicavam melhorias salariais. De acordo com as categorias, o reajuste salarial não chega a 3%, aumento este, abaixo da inflação, sendo escalonado até 2023 e não acrescentando nenhuma valorização à corporação.

A desvalorização salarial dos militares estaduais afeta a tropa e deixa os servidores da segurança pública desmotivados. Em live feita em frente à Assembleia Legislativa na manhã dessa segunda-feira, o deputado estadual Soldado Noélio (PROS), debochou do tapete vermelho colocado na entrada do parlamento estadual para receber o governador. “Tudo não passa de teatro, entretanto, os profissionais de segurança pública estão revoltados com o governo, enquanto isso, mentem para população com a proposta ridícula de aumento que o governo está dando aos profissionais de segurança pública”, ironizou o parlamentar.

Apesar das promoções ofertadas pelo governo, o entrave ainda continua sendo a reestruturação salarial. O Ceará tem vivido um paradoxo estatístico, enquanto os índices de criminalidade caem mais da metade e as finanças do estado estão em dia, os militares estaduais não tem tido a devida valorização.

A política salarial para os agentes segurança pública tem ficado em segundo plano na gestão do governador Camilo Santana, deixando a corporação inteira descontente, e esta mesma corporação sempre cumpriu com o seu papel, defendendo e protegendo a sociedade.

O desrespeito ao cidadão trabalhador militar traz à tona neste estado uma realidade de insatisfação e discordância no interior dos Batalhões. Diuturnamente, policiais militares garantem a segurança de seus cidadãos e autoridades, mas não são respeitados e valorizados.

Há algum tempo as Associações que representam a categoria , vem alertando aos seus associados sobre o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a corporação, sobretudo no desrespeito aos direitos deste profissional, materializados no aumento pífio que o governo concedeu. A indignação da tropa é legitima.  

Redação Primeira Coluna

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