sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

TCE premia ferramentas digitais criadas por jovens para otimizar divulgação de dados dos municípios


O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) premiou, nesta quinta-feira (30), três equipes de especialistas em tecnologia da informação, que desenvolveram plataformas que ajudam a melhorar a análise de dados públicos dos municípios cearenses.
A premiação faz parte do primeiro Hackaton desenvolvido pelo órgão, competição que busca encontrar soluções de combate à corrupção por meio da inteligência colaborativa. Com o tema, estudantes e desenvolvedores tiveram que criar plataformas para ler dados abertos dos municípios cearenses e do Governo do Estado, para encontrar indícios de fraudes e permitir a checagem pela própria população. 
As plataformas premiadas ficarão à disposição do Tribunal de Contas, que pode aprimorá-las ou não. Também fica a critério do TCE-CE a implementação das ferramentas. 
De acordo com presidente do órgão, conselheiro Valdomiro Távora, as iniciativas devem complementar mecanismos já utilizados pelo TCE-CE para controle de contas. Além disso, outros campeonatos do tipo devem ser realizados ao longo deste ano, por serem, segundo ele, uma "importante ferramente de incentivo à pesquisa" e de "estímulo para a sociedade civil se engajar" em melhorias para órgãos públicos.
Ao todo, oito equipe com 33 especialistas participaram da competição, mas só três foram premiadas. O primeiro lugar ficou com a Baião de Dados, que desenvolveu uma plataforma chamada "Macashare", que centraliza informações dos portais das transparências dos municípios, com o objetivo de monitorar em tempo real as informações sobre receitas e depesas. Além disso, a plataforma ainda elenca as prefeituras com melhores índices de transparência, com base nas informações e no tempo em que elas estão disponíveis.
A equipe é formada por Felipe Maciel, 31 anos, Albert Florencio, 24, Valmiro Ribeiro, 27 anos, Samir Braga, 20 anos, Paulo Costa, 28 anos. Todos são pesquisados e desenvolvedores do laboratório em sites da Universidade Federal do Ceará (UFC). Eles receberam R$ 15 mil de premiação.
O segundo lugar ficou com a equipe Graúna, formada por Artur Rodrigues, 28 anos, Marilene Lima, 25, e Luiz Leite, 24. Todos fazem parte de pesquisa em computação na UFC. Eles desenvolveram uma plataforma que identifica indícios de fraudes e irregularidades em licitações municipais, com base em critérios desenvolvidos em uma pesquisa de um auditor fiscal da Controladoria Geral da União (CGU).
Dentre os pontos estão reclamações sobre a empresa; preços incompatíveis com mercados, ausência informações sobre almoxarifados, repetição da mesma empresa em várias licitações, entre outros.
O terceiro lugar ficou com a Digimon, formada pelos universitários e pesquisadores em computação Cezario Luiz, 19 anos, Francisco Mateus, 22, Luis Carlos, 23, e Anderson Cláudio, 21. Eles criaram um robô virtual capaz de identificar indícios de fraudes em licitações, que compara os preços dos produtos nos contratos com os do varejo. O ViniBot, como eles nomearam o robô, análisa ofertas na internet para comparar preço e envia a técnicos por meio do Telegram. 

Fonte: DN
Postagem anterior
Próximo Post

Postado por:

0 comentários:

As opiniões expressas aqui não reflete a opinião do Blog Primeira Coluna.