quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Policiais e bombeiros protestam na Assembleia Legislativa por reajuste de salário


Aos gritos de protesto por aumento de salários, um grupo de policiais militares e bombeiros esteve nas galerias da Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (5). O governo alega que criou duas comissões para estudar o impacto financeiro do reajuste para policiais militares e civis, ainda sem previsão.
Segundo o deputado Soldado Noélio (PROS), a categoria tem o segundo pior salário do Nordeste. “Um sargento do Ceará está recebendo R$ 2 mil a menos do que a maioria dos estados do Nordeste, por exemplo, Alagoas, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Norte. Todos esses estados pagam R$ 2 mil a mais a seus sargentos do que o estado do Ceará. A gente precisa corrigir isso”, disse. Ele disse ainda que foram realizadas reuniões com o Governo do Estado que, segundo ele, não tiveram resultado. O deputado federal Capitão Wagner (PROS) e o vereador Sargento Reginauro também estavam presentes.
Líder do governo na Assembleia, o deputado Júlio César Filho argumentou que o estado vem tratando “distorções que historicamente havia na corporação”.
“Obviamente que nós, todos os anos, queremos dar melhorias salariais para todos os servidores, independentemente de ser da segurança pública ou não. No caso de policiais militares, o governador já determinou, já publicou no Diário Oficial uma comissão pra estudar o impacto financeiro, pra ver a possibilidade de um incremento salarial, ou seja, um reajuste”, salientou.
Os reajustes reivindicados variam conforme as funções. Mas o salário pago a um soldado no Ceará é em torno de R$ 3.250, de acordo com os manifestantes. Os profissionais pedem aumento pra R$ 4.700.
“A categoria está tendo que se matar de trabalhar na folga pra poder compensar a perda do salário. O governo deixou de pagar a reposição. Isso tá gerando problemas de saúde física e mental. Nesse último mês, a gente chegou ao número de quase 200 policiais de licença psiquiátrica”, disse Noélio.
Pedindo “bom senso”, o deputado Júlio César afirmou que a comissão vai apresentar resultado em breve, levando o governo a anunciar o reajuste.
“Lembrando que o estado do Ceará é um dos únicos estados que não atrasou um dia sequer o salário do servidor público. Não adianta a gente sair dando aumento e daqui a alguns meses atrasar o salário. A gente tem que fazer uma coisa com responsabilidade, com cuidado para que passe longe da possibilidade de descontrole das contas públicas”, frisou.
Quando perguntado sobre a data para divulgar o reajuste, o deputado informou que a previsão é para o próximo ano.
“O governador espera que pro próximo ano possa anunciar, agora a data limite vai depender de todo o estudo do impacto financeiro que tá sendo realizado”, acrescentou.
O que diz a Secretaria da Segurança
Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que foram implantadas duas comissõesque finalizam os trabalhos para apresentar propostas de reajuste para policiais e bombeiros militares e para policiais civis e peritos. As comissões são presididas pela SSPDS, com participação da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp). "Projeções relacionadas a economia estadual e nacional estão sendo levadas em conta na confecção do trabalho", diz a nota da pasta.
"A política de valorização dos servidores do Sistema de Segurança já alcançou, de 2015 a 2018, um investimento de R$ 599,6 milhões. Em seu primeiro governo, o governador implantou a média do Nordeste, que gerou um impacto de R$ 389,6 milhões, em 2017 e 2018. Foi criada ainda a Lei de Promoções, que garantiu, de 2015 até dezembro de 2018, a mais de 15 mil militares progressão em suas carreiras, totalizando um investimento de R$ 98,6 milhões", diz a secretaria na nota enviada ao Sistema Verdes Mares.
A mensagem diz ainda que "a reestruturação e a média do Nordeste para policiais civis, de 2016 a 2018, significaram um aporte de R$ 49,5 milhões e R$ 49,9 milhões, respectivamente. No caso dos profissionais da Pefoce, foram cerca de R$ 12 milhões". 

Fonte: DN
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