sábado, 23 de novembro de 2019

"Carroça Vazia" e o discurso de um sindicato








Nos últimos dias a população Ipueirense assistiu o ensaio de um movimento sindical que girava em torno de um projeto do executivo municipal propondo  alterações no plano de custeio do fundo de previdência municipal. Mesmo após ter participado de uma reunião de apresentação do projeto de lei (ocorrida no dia 16 de outubro), reuniões com assessores do município e discussões nas comissões permanentes da Câmara Municipal, o que se viu foi um discurso "castelo de areia" da presidente do sindicato. Frágil, efêmera, falsa e ilusória, a manifestação sindical evidenciou o que há tempos se percebia: a falta de conteúdo, um discurso vazio de argumentos, uma carroça vazia que precisou apelar para os mais rasteiros e reprováveis expedientes, tudo isso por não ter conhecimento suficiente para debater o que de fato interessava: o conteúdo do projeto. Muito barulho e tentativas frustradas de atingir as instituições envolvidas no processo por meio de discursos filosóficos com fisiologismo partidário e argumentos ad hominem, justamente porque a carroça está vazia de conteúdo para o debate. 

Fato é que, tamanha eram as falsas verdades fabricadas pela presidência do órgão classista que esta fora até mesmo desafiada em algumas oportunidades, a apresentar um único direito que estaria sendo retirado. Sobre esse ponto, caro leitor, o silêncio do sindicato foi ensurdecedor! Jamais este direito "retirado" fora apresentado. Todavia, um castelo de areia facilmente se desfaz, assim como as inverdades propagadas que virão à tona quando os servidores receberem a próxima remuneração e perceberem que nada mudou e que aqueles que deveriam os representar preferiu falsear a verdade para incitá-los a lutarem contra um projeto que busca um equilíbrio atuarial e resguardar a aposentadoria de seus segurados. A ferida do sindicato está exposta: uma entidade sem conhecimento para debater os projetos que dizem respeito a categoria que "representa" com um discurso vazio que chegou a uma única conclusão: "polêmico!".

Sobre a postura da direção sindical vereadores questionaram a forma antidemocrática com que o sindicato muda seus dirigentes entre marido e mulher, transformando a respeitada entidade em "negócio conjugal" e ainda, se seria legal o poder público financiar essa família sem que ambos em contrapartida prestem um único dia de serviço à municipalidade? Aos servidores cabe a reflexão quanto a qualidade da sua representatividade. E ao sindicato, prestar os devidos esclarecimentos,  sobretudo, sobre o desafio: qual direito ou benefícios serão retirados?
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