quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Exclusiva - Dívidas trabalhistas: Ceará zerado; Fortaleza pagou R$ 482 mil em 2019 e prevê quitação total ano que vem


Quem acompanhou de perto a vida financeira de Ceará e Fortaleza sabe: ambos sofreram muito com dívidas trabalhistas em anos anteriores. Administrações equivocadas geraram passivos enormes nos caixas - e também impostos devidos - e por pouco não comprometeram de vez as instituições, que tinham grande dificuldade de planejamento.
O tempo passou e ambas diretorias entenderam que era preciso dar um fim na perigosa situação. O Ceará, em 2010, sob o comando de Evandro Leitão (presidente) e Jocélio Alves (então diretor jurídico), elaborou uma estratégia, parcelou, fez acordos com reclamantes e no fim de 2013 o clube já equacionava cerca de R$ 10 milhões em dívidas. Eram dezenas de processos (cerca de 60) e diversos foram julgados à revelia, para se ter uma ideia da situação. 
Hoje a diretoria jurídica do Alvinegro é comandada por Jamilson Veras. O advogado tomou posse em dezembro de 2017 e implementou um compliance trabalhista, ou seja, um controle interno com diretrizes e regras claras para que o clube não dê motivo para novas ações. E é o que tem ocorrido. As ações que eventualmente apareceram nos 20 meses recentes - de funcionários e não de jogadores - foram ganhas pelo Ceará e em outros casos especiais o clube fez acordos antecipados homologados posteriormente pela justiça.
O Fortaleza ainda não está livre das dívidas trabalhistas, mas o clube projeta zerá-las até o meio do ano que vem. Apenas em 2019 - até outubro - foram pagos R$ 482 mil de acordos na Justiça do Trabalho. São valores que foram descontados direto das rendas positivas dos jogos realizados no Castelão no limite de 15% do valor líquido total.
De acordo com o departamento jurídico do Tricolor, comandado pelo advogado Germano Palácio, as ações pendentes são antigas e não há novas reclamações porque o time tem feito o possível para não gerar demandas. Restam aproximadamente R$ 800 mil de dívida e o clube prevê que em julho de 2020 tudo estará pago.
Não é por acaso que Ceará e Fortaleza estão na Série A e hoje possuem orçamentos recordes em suas histórias. Evidente que ficar na primeira divisão é extremamente relevante, mas os controles financeiro e jurídico são fundamentais para que uma queda eventual não seja o caos e, sim, apenas um passo atrás para o retorno entre os melhores clubes do país.
Fonte: O Povo
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