terça-feira, 13 de agosto de 2019

Tasso aponta tendência autoritária de Bolsonaro e que o melhor para aprovar a Previdência é o presidente calado


Relator da nova Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB) avalia que quanto mais o presidente Jair Bolsonaro se mantiver calado melhores as chances de a reforma fluir “com mais tranquilidade”. “Acho que a postura que ele deve ter é quanto mais calado, melhor”. A declaração do tucano foi em entrevista à Folha.
Para Tasso, declarações polêmicas e “algumas iniciativas” por parte do presidente deveriam ser suspensas para “não contaminar o ambiente”. O senador cita como exemplo de iniciativa a ser suspensa a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, para a Embaixada do Brasil nos EUA. “O Senado é que vai respaldar ou não uma possível indicação para embaixador nos Estados Unidos. Qualquer coisa que venha contaminar o ambiente não é bom que venha do Poder Executivo”.
Um ponto em especial mereceu comentário de apoio de FHC. Na entrevista, o senador declarou ser “absolutamente claro que o presidente tem uma tendência autoritária”. Em função disso, é preciso “ter muita cautela em conduzir, criar e evitar crises no país”. Para Tasso, é necessário “cautela para preservar os Poderes para que esse equilíbrio não seja quebrado” e completou: “O homem está eleito. E parece que ele não melhora, só piora. É só notar do recesso [de julho] para cá. Ele disparou uma quantidade de frases absurdas”.
Respeitado no Senado, TJ avalia que é preciso conviver com as características de Bolsonaro. “Impeachment, não existe essa palavra mais. Então, vamos ter que conviver com ele. O país não aguenta mais um terceiro impeachment. Votei pelo impeachment de Dilma, mas tenho que reconhecer que nós ainda estamos pagando um preço por isso”.
Em seu Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou: “Vale a pena ler o senador Tasso na Folha: crítica de forma equilibrada o que é erro, sabe que impeachment não cabe. Coincide comigo: é preciso ter paciência histórica, crítica política e nenhuma subserviência ao governo. A Oposição não é ao país, mas aos desmandos de quem manda”.
Fonte: Focus
Postagem anterior
Próximo Post

Postado por:

0 comentários:

As opiniões expressas aqui não reflete a opinião do Blog Primeira Coluna.