quinta-feira, 27 de junho de 2019

Filme "Turma da Mônica: Laços" promete agradar diferentes gerações


Quando, na fila do cinema, o coração já acelera é sinal de que o material exibido nas telonas ocupa espaço na memória afetiva do espectador. É assim com "Turma da Mônica: Laços", primeiro longa em que as figuras de Maurício de Sousa ganham forma de gente. Quem foi alfabetizado lendo os gibis da turminha, assim como a geração mais nova, que conhece Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão como animação audiovisual, pode ter grata surpresa ao ver elenco expressivo dando vida a aspectos antes subjetivos de cada personagem.
Da caracterização à direção, os tons dados ao filme evidenciaram a reverência do diretor, Daniel Rezende, à obra de Maurício. A cenografia também foi pensada de forma a transportar quem está na poltrona direto para o mundo dos quadrinhos. Durante a montagem do longa, o criador da turma da Mônica foi muitas vezes a medida adotada para dosar a evolução do processo. "A gente sabia que não iria agradar a 200 milhões de brasileiros, então focamos em uma pessoa só, o Maurício. Nosso termômetro era o olho dele. Se estivesse brilhando, a gente imaginava que estava indo num caminho certo", narra o diretor do filme.

Brilharam forte. Não só os olhos de Maurício de Sousa, mas os de muitos fãs que já puderam conferir as pré estreias Brasil adentro. É bonita a experiência de poder ver revelando-se, ao longo do enredo, as personalidades de cada um dos protagonistas. Ao mesmo tempo em que se confirmam clichês já conhecidos, como a fome desarvorada de Magali ou a repulsa à água de Cascão, ficam visíveis também nuances mais sensíveis de cada um deles. Ao longo da trama, os quatro vão vencendo fragilidades em nome da forte relação que têm uns com os outros e de um objetivo em comum: salvar Floquinho, o animal de estimação de Cebolinha.
Potência jovem
As interpretações dos atores que dão vida à turma de amigos de Mônica merecem destaque. Com destreza e maturidade de veteranos, eles vão entregando ao público atuações críveis que geram envolvimento tanto na plateia infantil, que com certeza vai compreender e se divertir com o filme, quanto nos mais velhos, que podem enxergar ali uma concretização satisfatória do que fora imaginado quando liam as histórias em quadrinho.
É clara a diversão que envolveu o elenco durante as gravações, ratificada pela atriz Laura Rauseo, intérprete de Magali: "A gente nunca ficava triste. Eu não considero como um trabalho, era pura diversão. A gente brincava, criava música, se divertia muito". Giulia Benite, que vive a Mônica no filme, entende a responsabilidade que envolve uma personagem tão icônica na cultura brasileira. "É uma honra representar a Mônica, está sendo incrível tudo isso para mim. É novidade, mas eu estou amando muito", comemora.


A busca protagonizada pelas crianças vai jogando luz sobre outros personagens também conhecidos do público como o Louco, interpretado com brilhantismo pelo ator Rodrigo Santoro, que encontra-se com Cebolinha durante a saga. Ganham contornos humanos também as famílias dos quatro pequenos, que tantas vezes compõem as histórias dos gibis, a exemplo de Dona Cebola, vivida no filme por Fafá Rennó, que parece ter sido a inspiração para a personagem dos quadrinhos graças à tamanha fidelidade da caracterização. Outros rostos conhecidos do grande público figuram no núcleo familiar, como Mônica Iozzi (Dona Luísa, mãe de Mônica) e Paulinho Vilhena (Seu Cebola, pai de Cebolinha).
História continuada
Entusiasmado com o resultado do trabalho que chega às telonas de todo o Brasil hoje, o diretor da trama garantiu, em entrevista ao Sistema Verdes Mares, que a equipe por trás das câmeras está preparada para transformar em filmes diversas histórias de Maurício de Sousa. "A gente quer muito fazer o segundo, o terceiro e muitos filmes e está trabalhando para isso, mas depende um pouco do sucesso do primeiro. Se o brasileiro for ver a turminha, a chance de a gente ter muitos filmes do universo do Maurício aumenta muito", pondera Daniel Rezende.
"Turma da Mônica: Laços" promete acarinhar corações de todas as idades. A história simples deve prender a atenção dos mais jovens espectadores, enquanto a força dos personagens garante fisgar os fãs mais antigos que poderão sentir, de uma forma diferente, o conhecido prazer de folhear um gibi.

Fonte: DN
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