quinta-feira, 20 de junho de 2019

Falha em programa deixa sem remédios pacientes de doenças raras ou crônicas


O mais barato, o Lamotrigina 0,25 miligramas (mg), custa R$ 15 no mercado. É usado por pacientes com epilepsia. O mais caro, o Tysabri (Natalizumabe), chega a R$ 6.690 no preço médio. É para tratar casos de esclerose múltipla, enfermidade que compromete o sistema nervoso central e tem ação degenerativa.
Uma lista de 16 medicamentos que deveriam ser repassados gratuitamentepelo Hospital Geral de Fortaleza (HGF) a pacientes com doenças especiais - raras, crônicas ou incuráveis - estão em falta ou tendo problemas frequentes de estoque, dentro do programa de distribuição executado na unidade. São remédios que não podem ter o uso interrompido pelo paciente, sob risco de comprometer o tratamento ou até levar a óbito.
O POVO Online esteve no HGF na segunda-feira, dia 17, pela manhã, e atestou a falta dos 16 medicamentos naquela data. Para indicações diversas: tratamento de tumores, Doença de Parkinson, Alzheimer, falta de ar, para controle de hepatites, transtorno de ansiedade ou até para controlar o nível de cobre no organismo ou osteoporose (enfraquecimento ósseo). Participam do programa pacientes cadastrados, a maioria avaliada em consulta no próprio HGF.
A ausência no estoque foi confirmada a partir de lista obtida por um familiar de paciente atendido pelo programa e repassada ao O POVO Online. Sem se identificar, o repórter entrou na fila e perguntou sobre a disponibilidade dos remédios. A informação foi confirmada por um atendente do setor da Farmácia do Hospital.
O problema foi depois reafirmado em nota pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Alguns dos itens já estariam faltando repetidamente desde março, conforme relatos de mais familiares ouvidos pela reportagem. Também por telefone, em contatos feitos à Farmácia do HGF na manhã de terça-feira, 18, alguns dos medicamentos, escolhidos aleatoriamente, continuavam sem previsão de serem repostos.
Fonte: O Povo
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