terça-feira, 30 de abril de 2019

Consórcio de governadores do Nordeste quer ressuscitar a Sudene


Dinossauro das políticas de desenvolvimento regionais, a Sudene é o órgão que os governadores do Nordeste planejam fazer uma, digamos, ressuscitação cardiopulmonar. Os governadores dos nove estados nordestinos são de partidos de esquerda cujo cotidiano no Congresso Nacional e nos diversos campos de atuação política é fazer oposição cerrada ao presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, a Sudene é uma autarquia federal. Seu presidente é o engenheiro baiano Mário Gordilho, que assumiu a superintendência em outubro de 2018, ainda sob os auspícios de Michel Temer.
O órgão não é hoje nem a sobra do que foi entre as décadas de 1960 e 1990, quando tudo o que era de importante para o Nordeste passava pela entidade com sede em Recife. Sua decadência começou justamente com o fim de um modelo de financiamento estatal do desenvolvimento econômico, a partir da década de 1990.
A articulação em torno da Sudene é parte de um projeto denominado de “consórcio” que envolve os governadores do Nordeste. Inclua-se no rol o chefe do Executivo do Ceará, Camilo Santana (PT). A ajuda militar ao Ceará que veio da Bahia e de Pernambuco na crise de segurança de janeiro passado gerou a semente da ideia.
“Desde o começo do ano, os nove governadores já se reuniram três vezes para discutir a atuação conjunta. Na pauta estão desde estratégias para agir politicamente em grupo até o lançamento de uma força regional de segurança e a união das redes de TVs públicas dos estados”, lembra reportagem do O Globo.
A inusitada articulação só mantém semelhança com as famosas reuniões de governadores na Sudene nos tempos áureos do órgão. Porém, o momento é delicado: “O Nordeste, pela primeira vez na história da República, não teve nenhum representante na formação inicial de uma equipe ministerial. Bolsonaro já fez oito viagens no país e quatro ao exterior. A região ainda não entrou no roteiro. Até agora, não houve um aceno a uma pauta de importância especial à região”, relata a reportagem.
O fato é que o projeto Sudene tem data para ser lançado: “Em 24 de maio, os governadores deverão, com Espírito Santo e Minas Gerais, relançar a Sudene. O projeto pretende criar 41 polos de desenvolvimento. No que diz respeito à autarquia, falta só consultar a Presidência da República. Eis o problema.
Redação Primeira Coluna
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