quarta-feira, 27 de março de 2019

Uma bela história contada em 3 minutos


Histórias contadas pelos mais velhos se transformam em contos e crônicas. Hoje pela manhã no mercado público de Ipueiras, na merendeira do Ivanir, conheci um “senhorzinho” bom de prosa. Pedro Guilherme é morador da localidade de Grossos, fiquei encantado com a sua lucidez e capacidade de contar um bela história aos 79 anos cheio de garra e determinação.

Segundo “seu Pedro”, a Dona Úrsula, ou simplesmente “Dona Ursa”, conhecida desta forma pela plebe, tinha “mãos de ferro”. Era mãe do Cel. Alexandre Mourão, um dos medalhões da nossa história. Destemida e temida pelos seus algozes, “Dona Ursa” resolvia seus problemas com seus desafetos na “bala”.

Possuidora de vários predicados, “Dona Ursa” certa feita encomendou uma pisa num parente que morava na “Fazenda Curtume”, hoje, Nova Russas. O motivo? O infeliz não quis mais casar com uma de suas filhas.

“Dona Ursa” não era mulher de mandar recado, mas desta vez o sujeito ia só levar uma surra pra aprender a ter palavra. Como o Cel. Alexandre Mourão era o único filho homem, este, foi incumbido de executar o pedido da matriarca. Ao ser convocado pela mãe pra resolver a situação, o Coronel foi logo se pronunciando, “mãe em homi não se bate, se mata”. Diante da negativa do filho, “Dona Ursa” amenizou – mas meu fi, “não é pra matar, é só pra dar uma pisa, pois o cretino ainda é da família”.

Ao finalizar a história do quase genro, que quase morria, seu Pedro Guilherme  riu, e com muita serenidade disse: “meu fi, deixa eu ir, tenho que cortar meu cabelo e depois pintar, tá muito branco” . . .  e saiu aos “olhos perder de vista”.

Carlos Moreira 
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