quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Presídios do Ceará estão superlotados, com 10 mil presos além da capacidade


Os presídios cearenses estão mais superlotados em relação ao fim do ano passado. Em dezembro de 2018, as unidades estavam com 16.147 presos, 65% acima da capacidade.
Em janeiro deste ano, o excedente foi de 109,6%, com 10.671 presos a mais. As 9.736 vagas do sistema prisional estavam ocupadas por 20.407 internos.
O crescimento foi registrado após o fechamento, no início de 2019, de mais de 80 cadeias públicas no interior e a transferência de, aproximadamente, 3.600 detentos para os presídios.
O Centro de Triagem apresentou o maior excedente em dezembro, com 958 presos ocupando 376 vagas, 154% a mais que a capacidade. Em janeiro, a unidade estava com 1.241 internos, excedente de 230%. Já o presídio feminino Auri Moura Costa, que tem 374 vagas, estava com 1.073 mulheres, 186,9% a mais, no mês passado.
Segundo o presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, Cláudio Justa, os números a mais de presos representam descumprimento das leis de execução penal e riscos na segurança das unidades. Hoje, com a presença de agentes penitenciários federais nos presídios, a situação é considerada dentro do controle. A preocupação é quando este reforço não estiver mais por aqui.
Ao contrário dos presídios, o problema de superlotação nas delegacias de Fortaleza está sendo resolvido, principalmente após a medida de retirada dos xadrezes das unidades. Hoje, apenas quatro delegacias ainda mantém as celas e reúnem apenas 14 detentos.
Por enquanto, a desativação de xadrez é concentrada nas delegacias não plantonistas. Os polos que funcionam 24 horas ainda estão com 129 presos. O prazo para a desativação dos xadrezes terminou no primeiro semestre de 2018.
Fonte: Tribuna do Ceará 
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