segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Deputados fazem as contas dos votos para as suas eleições


Nos últimos dias de campanha, deputados estaduais candidatos à reeleição aumentam as incursões nos municípios onde são votados, ao mesmo tempo que calculam os votos necessários para continuarem com os mandatos. Nas contas de alguns da base governista, entrevistados pelo Diário do Nordeste, eles precisarão alcançar, no mínimo, 45 mil votos, para se manterem “no páreo” e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa dentro de suas coligações. Já entre as siglas pequenas, a “linha de corte” estipulada é menor, ainda assim, com a apatia do eleitorado em geral, todos são unânimes em dizer que a estratégia nessa reta final da campanha é intensificar o corpo a corpo.

Há três meses, quando as coligações, inclusive do grupo governista, ainda não tinham sido oficializadas, parlamentares dos principais partidos de sustentação do governo Camilo Santana já projetavam que precisariam alcançar uma média de 40 mil votos, considerada alta por eles, para serem reeleitos na Assembleia. Agora, diante de um quadro próximo do real, eles projetam um “teto” maior de, no mínimo, 45 mil votos, em razão dos candidatos “fortes” na coligação, que prometem atrair grande número de votos.

O deputado Evandro Leitão (PDT), líder do governo na Casa, vai além e diz que trabalha com uma “linha de corte” de 50 mil votos que ele e outros candidatos dentro da coligação com o PP, DEM e PR, precisarão alcançar para disputar uma cadeira na chapa. Ele frisa que nessa reta final da campanha, no entanto, vai intensificar a consolidação dos seus apoiamentos nos municípios.

“Eu acho que, na minha avaliação, a renovação aqui (na Assembleia) será em torno de 30%. Toda e qualquer eleição, independente de qualquer conjuntura, sempre terá o (apelo pelo) novo, a mudança, é algo muito forte no ser humano, ele tem uma vontade sempre do novo, em qualquer processo. A minha avaliação é que esse trabalho dos últimos dias é um trabalho de consolidação, na realidade, eu sempre digo que na eleição você tá celebrando um trabalho que você fez durante quase 4 anos”.

O deputado Leonardo Pinheiro (PP), por outro lado, frisa que demais candidatos da sua coligação são “fortes”, o que faz aumentar o número de votos a ser atingido para concorrer a uma cadeira. O parlamentar é um dos que não obteve êxito na disputa de 2014, ficando na primeira suplência da coligação governista e só foi efetivado após a morte do ex-deputado Wellington Landim.

Na coligação formada pelo DC e PSL, a projeção do deputado estadual, Ely Aguiar, que preside o Democracia Cristã, é de que os candidatos obtenham, no mínimo, 25 mil votos para concorrer a uma vaga nas eleições proporcionais. O primeiro objetivo, segundo ele, é alcançar o quociente eleitoral, que é o resultado da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras na Assembleia, depois com o total de votos recebidos pela coligação, que serão divididos pelo quociente eleitoral, obter um resultado que, pelo menos, garanta duas cadeiras para eles.

“Quem chegar aos 25 mil votos tem chance dentro dessa coligação, que é uma coligação pequena, independente e o cálculo que nós fazemos é o cálculo para atingir o quociente pra fazer dois (deputados), enfrentando a desproporcionalidade (com outros partidos), que é muito grande”.

Fonte: Blog do Edison Silva 
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