terça-feira, 19 de junho de 2018

TiTe: O professor


E se o Tite é El Profesor de Casa de Papel? E premeditou os erros da Seleção Brasileira com antecedência maquiavélica? E somente criou pistas falsas?

Se ele imaginou os desdobramentos da partida com a Suíça? Se ele previu que Neymar seria caçado e sofreria dez faltas - e fez questão que ele, o seu comandante na Casa da Moeda, o seu Berlim, monopolizasse a atenção dos seus defensores?

Se ele pediu para Neymar mudar o corte de cabelo, assim formaria um novo fato, um golpe publicitário, e desviaria o foco do que aconteceria em campo?

Se ele planejou os erros de arbitragem para denunciar que nada adiantaria a retaguarda do juiz de televisão porque quem manda é o árbitro em campo? Se foi uma armação inclemente, enquanto todos só elogiavam a tecnologia, para mostrar que o futebol não é exato? Curioso que o goleiro Alisson (Oslo) não tenha saído na pequena área (será que ele recebia ordens?).

Se ele treinou o chute indefensável de Philippe Coutinho, o seu Rio, de fora da área para demonstrar o poder bélico?

Se ele mandou Paulinho, o seu Denver, desaparecer para as suas infiltrações não serem mais manjadas?

Se não foi ansiedade, mas nervosismo calculado de atores?

Se ele deixou intencionalmente o lado direito do Brasil capenga com Danilo, para que os adversários tentem atacar por lá nas próximas partidas e ele possa articular ciladas?

Se ele forçou o empate com a Suíça para tirar o favoritismo das costas da seleção e surpreender com mais eficácia no restante dos confrontos? Afinal, não pôs nada a perder, era o oponente mais difícil do grupo; ganhando da Costa Rica e da Sérvia ainda obtém a liderança da chave. Melhor do que treino fechado para preservar segredos é o jogo aberto e ensaiado para confundir.

Se ele arquitetou o tropeço para readquirir a liberdade de ação, usou do blefe com o objetivo de diminuir as expectativas e elevar a confiança do plantel?

Se ele, ciente dos pontos perdidos dos favoritos como Alemanha, Argentina e Espanha, não quis se destacar demais para não aumentar a pressão?

Se ele fez um país inteiro de refém para ter mais tempo para produzir a réplica da taça de ouro da FIFA?

Se ele está sabendo de tudo com os seus mapas e máscaras, já pensou nisso?

Não farei spoiler, acompanhe o próximo episódio na sexta.

Fabrício Carpinejar é jornalista
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