quarta-feira, 2 de maio de 2018

Desconstruindo a fala do 1º de Maio de Lula preso


“É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder”.
(Foi o PT que escolheu Temer para vice de Dilma. Precisava dos votos do PMDB e do seu tempo de propaganda no rádio e na televisão. Ao votar em Dilma, o eleitor sabia que o vice dela era Temer.)
“O desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa. Em uma força de trabalho superior a 100 milhões de pessoas, apenas 33 milhões têm carteira assinada, o número mais baixo em 6 anos”.
(Os quase seis anos de Dilma no poder produziram a maior recessão econômica da história do país. Temer recebeu uma herança maldita que continuará pesando por muito tempo nas costas dos brasileiros.)
“É com tristeza que vemos a economia patinar, conquistas democráticas serem revogadas e a maioria da população fazendo sacrifícios diariamente. O direito ao trabalho, a proteção da lei, ao estudo, ao lazer tem sido cada vez mais restritos”.
(Por indicação de Lula, Dilma nomeou o primeiro ministro da Fazenda do seu segundo governo para aplicar um duro ajuste nas contas públicas. Nada muito diferente do que Temer fez. Mas o ministro caiu porque o PT negou-lhe apoio.)
“Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos. Quando o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava o tempo inteiro. Agora o Brasil vai mal e os mesmos falam em retomada da economia”.
(Todos os indicadores apontam uma retoma da economia – tímida, sujeita e idas e vindas, mas uma retomada. Em 2002, Lula recebeu uma economia em ordem. E governou com o vento soprando a favor.)
“[Queremos] um Brasil onde os trabalhadores tenham direito a ter direitos. Onde os trabalhadores possam ter uma vida digna. Onde as crianças possam ter uma boa educação. Onde nenhum menino ou menina passe fome ou fique pedindo esmola em um farol”.
(Quem não quer? Até Bolsonaro assinaria embaixo. O Brasil que a esmagadora maioria dos brasileiros não quer é o da corrupção que subtrai direitos, educação, saúde, segurança, e corrói a esperança em uma vida mais digna.) 
Ricardo Noblat é jornalista 
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