quarta-feira, 21 de março de 2018

Lava Jato será julgada pelo eleitor

A chance que procuradores, policiais federais e a Justiça está concedendo ao cidadão brasileiro, revelando em sucessivas operações o grande esquema de criminalidade instaurado em segmentos os mais diversos da vida pública, e privada, brasileira, está dando ao eleitor a oportunidade de chegar à seção de votação em outubro e expurgar, para as calendas do inferno uma lista enorme de privilegiados,  que se escondem por detrás da vários privilégios, em detrimento ao interesse maior da Nação.
Não há qualquer dúvida de que o aval do eleitor, em outubro, tirando de circulação muita gente que busca o voto apenas para acobertar o exercício ilegal de suas atividades, é que vai sancionar o que de bom a Lava Jato vem fazendo no país.
O golpe a partir das urnas, para tentar se manter no poder, vem de todas as formas, mas não atinge apenas o Legislativo, apesar de ser o mais visível de todos, e se o eleitor votar mandando para a casa – ou para a prisão – quem hoje detém mandato parlamentar apenas como escudo contra a lei, ou fabricando mecanismos capazes de gerar isenção,aí sim será possível imaginar que os outros segmentos entendam que acabou a brincadeira que gerou privilégios prejudiciais ao país.
Recentemente escrevi que o eleitor não pode se dar ao luxo da desinformação. Hoje, mais que em qualquer outro período da nossa vida eleitoral, o volume, a velocidade e o poder de mostrar às claras o que vem acontecendo, atingindo atores os mais diversos, é impossível que ainda não tenha formado uma consciência do eleitor em ter de mudar, especialmente de tirar de cena quem há tanto tempo comanda a política, inclusive cá entre nós rondonienses.
Com certeza na vida política deste país nunca o eleitor teve tanta responsabilidade no uso do voto. Compete, a partir de agora, formar uma corrente que leve a pensar de forma real que não vale a pena mais, como ocorre a cada eleição, continuar chorando sobre o leite derramado e culpar apenas os políticos e outros senhores do poder, por tudo que de absurdo vem sendo cometido e mostrado, às claras, com a Lava Jato.
Lúcio Albuquerque é jornalista 
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