quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Preocupação com a formação dos grupos em 2018


A eleição de 2018 será a última com coligações proporcionais, ou seja, na eleição para deputados federais e estaduais. Esse tipo de aliança, ao longo dos últimos anos, beneficiou tanto legendas maiores quanto menores, daí sempre motivarem discussões nos momentos antecedentes à composição das chapas. Para o próximo pleito, já são vários os questionamentos, principalmente na base governista, pela grande quantidade de agremiações. Na eleição municipal de 2020 não mais haverá a coligação para vereadores.

O Partido dos Trabalhadores (PT), no Ceará, está avaliando a possibilidade de não se coligar com partidos da base governista, no pleito próximo ano. A agremiação acredita que saiu prejudicada da disputa eleitoral de 2014, quando se coligou com outras legendas que deram apoio ao governador Camilo Santana, pois elegeu apenas dois deputados para a Assembleia Legislativa.

Deputados do PDT, o maior partido da coligação que apoiará a postulação de Camilo Santana à reeleição, no entanto, defendem um maior número de agremiações coligadas proporcionalmente sob a alegação de que, com todos os maiores partidos aliados, a base a ser eleita para a Assembleia, na próxima legislatura, será mais expressiva que a vitoriosa em 2014.

Blocão

Em 2014, quando o governador Camilo Santana foi eleito para seu primeiro mandato, partidos aliados se uniram em um blocão partidário que elegeu 22 deputados estaduais, sendo que o PROS, agremiação comandada pelo grupo liderado por Cid e Ciro Gomes, na época, elegeu 12 parlamentares.

Já PSD, SD e PT elegeram dois, cada um deles. PRB, PSL, PHS e PV elegeram um. Somente o PTB não elegeu representante para a Casa Legislativa. Estiveram reunidos nesse blocão os seguintes partidos: PRB, PT, PTB, PSL, PHS, PV, PSD, SD e PROS.

O Solidariedade, embora fizesse parte da aliança de apoio a Camilo Santana, de fato mudou o seu entendimento depois da convenção partidária e passou a defender a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB), adversário de Camilo. A coligação, portanto, foi de direito, mas não de fato.

De acordo com o deputado Elmano de Freitas (PT), se a legenda tivesse enfrentado as eleições proporcionais daquele ano sozinha, teria eleito pelo menos quatro parlamentares. Atualmente, na Assembleia, o PT é representado por quatro parlamentares, em razão da efetivação de suplentes.

Enquanto o PT estuda ir para o pleito de forma isolada, o PDT defende repetir o blocão de 2014 para eleger o máximo de aliados da gestão no próximo ano. Essa ideia do grupo pedetista, porém, não agrada àqueles parlamentares com capacidade eleitoral de menos votos.

Por conta disso, outros blocos com pretensos candidatos de menor potencial de votos podem ser formados para que toda a base seja contemplada. Outras legendas, por conta do peso de muitos dos postulantes filiados, hoje, ao PDT, também estão estudando possibilidades distintas de irem para a disputa, seja de forma isolada ou se atrelando a agrupamentos menores.

“A aliança proporcional que o PT fez em 2014 foi um erro, porque nós sozinhos poderíamos ter feito quatro deputados estaduais e elegemos apenas dois. O PT teve um prejuízo eleitoral muito grande em virtude de ter feito a coligação”, disse Elmano de Freitas.

De acordo com ele, é preciso garantir a reeleição do governador Camilo e eventual eleição de Lula para presidente da República, mas também é necessário garantir os interesses do partido. O presidente da agremiação, Francisco De Assis Diniz, já se reuniu com a bancada estadual do PT para tratar desse assunto.

No entanto, no início de dezembro a agremiação deverá se reunir com seu diretório para tomar um rumo quanto à coligação proporcional.

Fonte: Blog do Edison Silva 
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