sábado, 19 de agosto de 2017

A mercearia do Pezão


Quando pensamos em um ambiente descontraído, alegre e cheio de causos, imaginamos logo de cara a mercearia do Pezão. Há 34 anos, Francisco Araújo da Silva, de 67 anos, conhecido como Pezão, negocia na rua Vicente Ferreira Lima - 260, centro da cidade, ponto de encontro dos amigos ipueirenses. O comerciante mantém a tradição, ainda anota os gêneros alimentícios e bebidas na velha e boa caderneta, lá o papel não migra para o computador. Pezão é um sujeito boa praça, guarda os gostos dos seus clientes até na cabeça, conhece seus frequentadores como ninguém.

O ipueirense mantém um dos pontos comerciais mais tradicionais da cidade. Na mercearia do Pezão, é possível encontrar de tudo um pouco e o freguês conta sempre com o bom atendimento do proprietário. “Na venda você vai encontrar paçoquinha a hollywood, bomba de matar mosquito, tem peneira, furadeira, tem palito, comprimido pra tonteira, bola, camisa e apito e espelho pra o cabôco ficar bonito.”

Na mercearia do Pezão a aguardente de cana não pode faltar, os adeptos desta bebida genuinamente brasileira tem cadeira cativa no recinto. Uns ficam sentados confortavelmente nos bancos e cadeiras espalhadas pela venda, outros, adoram mesmo é “tomar uma no pé do balcão e ofertar pra o santo.”


Há mais de três décadas, a mercearia do Pezão se destaca pela sua tradição boêmia, tudo isso graças ao seu público fiel. Zé Arteiro, Véi Zé Lira, Tony Aragão, Burrego, Geraldo, Elton Luís, Batéia, Gaúcho, Divórcio e tantas outras personalidades marcam o dia a dia sempre com uma boa história.

Carlos Moreira é radialista 
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