quinta-feira, 13 de julho de 2017

CE está entre os estados mais vulneráveis à seca


Se a estiagem já atinge cerca de 70% dos municípios do País, a situação tende a se agravar até 2040. O estudo elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Organização Não-Governamental (ONG) WWF Brasil mostra que a tendência é haver o aumento da frequência e severidade das secas em praticamente todo o território nacional. Nessa projeção, o Ceará é um dos quatro estados com maior vulnerabilidade aos efeitos da mudança do clima no que se refere às estiagens.
Para chegar ao Índice de Vulnerabilidade aos Desastres Naturais Relacionados à Seca, foram analisados os fatores climáticos, socioeconômicos e físico-ambiental. De acordo com o consultor da WWF Brasil, Eduardo Canina, o fator socioeconômico tem uma forte contribuição para essa vulnerabilidade.
"Quanto pior os indicadores econômicos, mais difícil será a capacidade de resposta desses municípios. Índices ruins implicam em fragilidade que acabam dificultando a resolução dos impactos da seca", explica Canina. Uma melhor distribuição de renda impacta na aquisição de infraestrutura capaz de diminuir os estragos da seca. O estudo pondera que o Ceará possui média, baixa ou muito baixa capacidade de adaptação ao enfrentamento dos desastres provocados pela falta de água.
Desertificação
Além dos fatores climáticos, o estudo considerou ainda a questão físico-ambiental. Nesse contexto, o Município de Irauçuba, na Região Norte do Ceará, é apontado como uma das áreas de desertificação, após passar por um processo de modificação ambiental ou climática. A desertificação aumenta a temperatura e o nível de umidade do ar diminui, agravando ainda mais a estiagem. O consultor Pedro Camarinha completa que essa região que já possui o problema poderá adquirir um solo ainda mais seco ocasionado pela degradação do espaço.
Esse cenário é semelhante na região Nordeste, que apresenta "sensibilidade extremamente alta às secas". O estudo elabora os dados a partir de informações de taxa de mortalidade infantil, taxa de indigência e densidade demográfica, uso do solo, demanda e oferta de água. O objetivo do estudo é contribuir para a elaboração ou revisão de iniciativas e políticas públicas relacionadas ao tema. "Nós precisamos priorizar as áreas mais afetas para entender a problemática e traçar políticas públicas", pontua Eduardo Canina.
Fonte: Diário do Nordeste
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