quinta-feira, 16 de março de 2017

Há 35 anos, Chacrinha investia em malícia e pisava no politicamente correto

Reprodução/Globo

A TV nos anos 1980 era muito mais desprendida de valores morais e regras de conduta social do que a de hoje. Boa parte dessa "anarquia" vinha do Cassino do Chacrinha. O programa, que estreou há 35 anos na Globo, tinha um pouco de vários elementos do entretenimento popular na TV, como concursos, dançarinas de roupas mínimas, números musicais e brincadeiras sem muito pudor. Só não tinha ordem e pretensão de seriedade.
Nos seis anos em que ficou no ar, de março de 1982 até a morte de José Abelardo Barbosa, o Chacrinha, em junho de 1988, o programa marcou a história da TV brasileira com seus concursos de calouros, os bordões do apresentador e a irreverência dos convidados.

Ao contrário dos roteiros bem elaborados das atrações atuais, o Cassino do Chacrinha não seguia regras muito rígidas: jurados falavam o que queriam, cantores corriam pelo palco e até tiravam a roupa, a plateia agarrava os convidados e o próprio apresentador tirava sarro dos participantes de seus quadros e atirava bacalhau no auditório.
*PC
Texto publicado originalmente no portal UOL

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