sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TOMIE OHTAKE NÃO MORREU, PORQUE A FELICIDADE É ETERNA - Por Ricardo Viveiros
Sigmund Freud, a grande personalidade que marcou a virada do século XIX para o XX, certa vez aconselhou a um paciente comunista: “Não tente fazer as pessoas felizes. Elas não querem isso.” Embora concluído em 1899, seu primeiro e revolucionário livro “A Interpretação dos Sonhos”, foi lançado apenas em 1900. O editor, homem inteligente e empresário bem sucedido, é muito provável que embora ansioso para faturar com o belo texto do “pai da Psicanálise”, tenha reservado momento mais importante para a obra — o primeiro ano do esperado século XX. 

Naquele pedaço da História, o mundo vivia um trecho determinante e desafiador: o progresso industrial cobrou o preço do surgimento da poluição; Karl Marx mostrou que havia a miséria; a ciência fazia milagres com suas descobertas, mas os médicos nazistas torturavam e matavam nos campos de concentração. O aparente pessimismo de Freud seria uma realidade? As pessoas não gostam de ser felizes? Talvez, exista exceção à regra... 

Também no começo do século XX, o Brasil recebia a primeira leva de imigrantes japoneses. Em princípio, homens e mulheres que vieram para trabalhar na agricultura no interior paulista. Essa ordeira, atuante e inteligente raça acabou por revelar ao mundo, a partir da terra brasileira, alguns artistas e escritores de inquestionável qualidade e significativa importância. Sua contribuição, portanto, transcendeu o alimento da vida para dar, também, o sustento da alma. Afinal, o zen, embora seja uma experiência tanto quanto uma disciplina, tem mais afinidades com a emoção do que com o intelecto. 

Dentre os principais imigrantes japoneses que se destacaram na cultura brasileira, está a artista plástica Tomie Ohtake, que morreu dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos de idade. Nascida Tomie Nakakubo, em 21 de novembro de 1913, na cidade de Quioto — o mais importante centro histórico e espiritual do Japão —, chegou ao Brasil em 1936 para visitar um irmão que vivia em São Paulo. A guerra sino-japonesa não lhe permitiu voltar. Ficou para sempre no Brasil, casou-se com o engenheiro-agrônomo Ohtake, com quem teve dois filhos, os arquitetos Ricardo e Rui. 

Tomie, como ela mesma contava com muita simplicidade, “rabiscava” desde pequena. Ainda no Japão, teve aulas de arte no ginásio. Contrariando os princípios da tradição zen-budista, gostava de desenhar figuras ao invés de apenas algo linear, frio, traços finos e sem nenhuma emoção interior. Lembra que “havia pintura japonesa tradicional, com tinta de terra, mas eu não gostava daquilo, da linha fina e dos muitos detalhes”. Dentro de si fervilhavam movimentos, cores, formas. Quando iria liberta-los? 

Isso não lhe importava tanto naquele momento, tal era a certeza da arte na sua vida. A sabedoria oriental ensinara-lhe que não se encontram folhas, quando não é tempo de frutos. Portanto, cabia esperar o momento certo. Primeiro devia ser esposa e mãe. E foi, exemplar. Depois, aos 40 anos de idade, com os filhos educados, era chegada a hora de mostrar ao mundo o seu refinado trabalho na pintura, na gravura e na escultura. 

O mesmo movimento Expressionista Abstrato, estabelecendo conotações com o Existencialismo, surgido na segunda metade dos anos 50 nos Estados Unidos e na Europa, já se havia manifestado no Japão uma década antes, em expressiva tradução da vida. Os artistas japoneses souberam, com absoluta elegância, dar liberdade à abstração num perfeito equilíbrio entre vivência interior e realidade externa. 

Assim aconteceu com outros pintores orientais também imigrantes para o Brasil: Tadashi Kaminagai, Manabu Mabe, Flávio Shiró e Tikashi Fukushima. Entretanto, essa sensação pura e suave, radicalmente sincera, de explorar as formas geométricas revelando marcantes linhas e cores — como que resgatando os “rabiscos” presos no coração e na mente por tantas décadas — acontece apenas na pintura de Tomie Ohtake. 

Você já segurou um peixinho vivo dentro da mão? Esta é a impressão que se tem ao ver um trabalho de Tomie, seja pintura, gravura ou escultura. É o pulsar da vida, frescor e emoção. E não poderia ser diferente. Ela, até os 101 anos, foi menina — e, respeitosamente, sapeca. Um ser humano surpreendente. Pequena grande mulher sempre bem humorada, terna, mas, ao mesmo tempo, forte e poderosa. Ela é a mais pura tradução do que significa ser autêntica. Mulher animada para viver, com toda a intensidade possível, saboreou cada novo segundo de sua profícua existência. 

Ao mesmo tempo, foi a pessoa mais “zen” que se pode definir como tal. Ela não queria ser assim, ela era assim. E produziu sua obra dentro dessa agitada paz, um trabalho pleno da mais pura sensibilidade, desenvolvido sob harmônicos princípios de uso do espaço, com liberdade para intuir a geometria capaz de traduzir sentimentos. A luz é que nos apresenta, em construtivas cores, a arte de Tomie. “Eu estou interessada em transparência e profundidade”, revelou-me a artista em uma de nossas muitas conversas. 

A cidade de Quioto, que viu nascer a Tomie, está cercada de montanhas, das quais descem rios que a atravessam. O clima na região é de verões quentes e chuvosos, e invernos com muito frio. Seu povo é culto e deu dimensão às tradições da “cerimônia do chá”, da “ikebana” e do teatro “nô”. Não será por mera coincidência que a artista tenha se identificado com São Paulo. Japão e Brasil, países tão distantes e também tão distintos... 

“As diferenças estabelecem semelhanças, o contraste é o elo”, filosofava a artista com os olhinhos brilhando e um divertido sotaque que insistiu em nunca desaparecer, um charme plenamente justificado na mulher e na profissional que ela foi. Na verdade, Tomie era econômica ao falar. O tempo é, a cada novo dia, algo ainda mais precioso e ela sempre foi muito ativa, produzia intensamente, sob rígidos critérios de qualidade. “Tempo é o que sinto mais”, diz a artista que conseguia pintar mais de um quadro simultaneamente, sem se confundir. Em alguns casos, levava idéias de uma para a outra obra. 

Pode-se perceber na observação de sua produção artística, ao longo dos tempos, que há uma preocupação em atualizar a linguagem. Ela fez esculturas, cenários, gravuras, instalações e muitas pinturas que se renovam nas diferentes fases da artista. Obras de todas as dimensões, porque sentimentos não têm tamanho, não têm limites, simplesmente saltam para o mundo exterior. 

Embora demonstrando contenção, algo que pontua em todos os artistas nipo-brasileiros dessa mesma época, o estilo de Tomie obedece a uma ordenação livre. Como a sua criatividade que é plural e se manifesta em diferentes linguagens. Percebe-se nos trabalhos da artista uma luta santa entre o lírico, originado no informalismo da sua essência, e os limites da geometria demarcados nos espaços cromáticos. Não há preocupações com escolas, tendências, movimentos. Criar e expressar em alguma forma de arte foi, para Tomie, puro prazer. Poesia e encantamento. Algo tão fascinante como estar viva. 

Os trabalhos admirados e premiados de Tomie estão, hoje, em acervos públicos e privados de vários países por todo o mundo, uma justificada consagração de sua arte. Estão, até mesmo, em movimentadas avenidas, parques e outros espaços urbanos. Dentro das comemorações de seus 90 anos de idade, em 2003, foi inaugurado na cidade de São Paulo o Instituto Tomie Ohtake, parte integrante do complexo arquitetônico Ohtake Cultural. Ali se encontra, em exposição permanente, representativa mostra do conjunto de seu trabalho. 

Tomie Ohtake — mais de um século de profícua existência. Um exemplo de mulher, de profissional, de ser. Uma lição de amor à vida. Comprometida com a felicidade, ela não apenas foi feliz mas, com sua obra, também faz as pessoas felizes. Freud até poderia ter razão quando afirmou que as pessoas não querem ser felizes, mas Tomie é exceção à regra como o próprio psicanalista nunca discordou ser possível... Freud explica. Tomie justifica. 

*Ricardo Viveiros é jornalista e escritor. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) é autor de 32 livros, entre os quais “Da Arte do Brasil” (Clemente & Gramani Editora).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Decadência da cultura brasileira - Por Luis Fernando Verissimo



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. 

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. 

O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE. 

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. 

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. 

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. 

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!! 

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. 

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). 

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…. , estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… ,•visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

PC

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Hipertensão: como tratá-la sem remédios? - Por Bruna Mello
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença multifatorial, que pode levar a complicações, como acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica, doença vascular de extremidades. 

Entretanto, todos os riscos trazidos por essa doença podem ser amenizados pelo tratamento não medicamentoso, permitindo aos portadores da hipertensão levar uma vida normal. Para isso, são necessários alguns cuidados, como os listados abaixo: 

Controle o peso: mantenha o peso corporal na faixa normal (índice de massa corporal entre 18,5 e 24,9 Kg/m2) e a medida da circunferência da cintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres. Consuma alimentos benéficos: alguns alimentos são essenciais na luta contra a hipertensão. Veja: 

Alho: tem o poder de aumentar a elasticidade dos vasos. Ideal consumi-lo cru, para ter essa propriedade. Estudos comprovam que um dente de alho por dia é suficiente. 

Canela: ajuda a reduzir o colesterol, e por sua vez, ajuda a baixar a pressão arterial. Uma porção de 2g/dia é o suficiente. 

Linhaça: reduz a pressão arterial. Ideal consumir de uma a duas colheres de sopa/dia e triturar a semente de linhaça no momento do consumo, ou armazenar em pote escuro na geladeira por três ou quatro dias, para não oxidar. 

Cacau: é fonte de flavonóides, que entre as suas funções promove relaxamento dos vãos sanguíneos e, consequentemente, diminui a pressão arterial. Ideal consumir chocolate a partir de 70% de cacau para ter os benefícios, e não consumir mais do que de 20g/dia. 

Azeite de oliva: estimula a produção de óxido nítrico (substância vasodilatadora), que é um importante agente regulador da pressão arterial. Uma colher de sopa por dia é suficiente para estimular a produção de óxido nítrico. Ideal escolher sempre o azeite extra virgem, com acidez menor e com potes escuros. Armazenar longe da luz e do oxigênio. 

Castanha-do-Brasil: ótima fonte de magnésio, um excelente ativador de óxido nítrico, que tem efeito direto na diminuição da pressão arterial. Ideal consumir duas unidades/dia no lanche, junto com uma fruta. 

Chá de hibisco: flavonóides presentes no chá proporcionam benefícios para diminuição da pressão arterial. A melhor forma de prepará-lo é em infusão das folhas. Ideal consumir de uma a duas xícaras ao dia. Semente de girassol: ótima fonte de potássio, que exercer efeito positivo no tônus vascular pela redução da pressão arterial. Ideal consumir torrada e sem sal. 

Suco de uva integral: fontes de resveratrol e antocianinas, poderosos antioxidantes, que neutralizam os radicais livres e relaxam os vasos, auxiliando no controle da pressão arterial e prevenindo doenças cardiovasculares. Ideal consumir um cálice pequeno por dia. 

Semente de chia: fonte de ômega 3, um vasodilatador suave, que auxilia no controle da agregação de plaquetas. Atua na prevenção e controle de doenças cardiovasculares, aterosclerose e hipertensão arterial. Ideal consumir uma a duas colheres de sopa/dia. 

Reduza o consumo de sal: É comprovado que a restrição de sódio está associada à redução dos níveis pressóricos, sendo que os efeitos são mais evidentes entre indivíduos hipertensos, quando comparados com indivíduos normotensos. 

O sal de cozinha (NaCl) é a principal fonte deste mineral. Reduza o sal adicionado aos alimentos e evite o saleiro à mesa. Substitua o sal comum por salgante (livre de sódio, controla a pressão arterial, diminui a retenção de líquidos e é à base de cloreto de potássio) ou por temperos naturais e reduza os alimentos industrializados, como conservas, embutidos, toucinho defumado, queijos salgados, margarinas e manteigas com sal, bolachas, pães com coberturas salgadas, sopa e temperos prontos. Ideal consumir no máximo 5g/dia de sal. 

Pratique exercício físico: habitue-se a praticar regularmente atividade física aeróbica por, pelo menos, 30 minutos por dia, de três a cinco vezes por semana. Tenha hábitos saudáveis. Lembre-se que seu estilo de vida hoje, vai determinar a sua qualidade de vida amanhã. 

Bruna Mello é nutricionista e consultora do Bio Salgante, primeiro sal sem sódio do Brasil. 

Sobre o Bio Salgante: www.biosalgante.com.br / (11) 4858 0507 

O Bio Salgante é o primeiro sal sem sódio do Brasil. 

O produto, que foi testado pela Unifesp, é um importante aliado na luta contra a hipertensão, já que sua fórmula é à base de cloreto de potássio. 

Com um paladar agradável e extremamente próximo ao do sal, muitas vezes seu uso nem foi percebido em testes cegos. 

Sua única restrição é que não deve ser submetido a temperaturas superiores a 180 graus ºC. 

Informações para a imprensa: InformaMídia 

Comunicação Juliana Colognesi juliana@informamidia.com.br (11) 2834 9295/ 98393 3689 

Ricardo Chiorino ricardo@informamidia.com.br (11) 2834 9295/ 96444 9725