quarta-feira, 26 de junho de 2013

CDL realiza reunião do movimento "Santa Quitéria clama por segurança"  - Por Thiago Rodrigues / Santa Quitéria

 Foto: Thiago Rodrigues

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Quitéria realizou na noite desta terça (25/06), mais uma reunião do movimento "Santa Quitéria clama por segurança", com o intuito de chamar a atenção do secretário de segurança estadual Cel. Francisco Bezerra, para que ele receba a comissão de segurança quiteriense.

A reunião, realizada na sua sede, contou com a presença do presidente da entidade Marcelo Magalhães, representante do prefeito Douglas Lira, presidente da Câmara Municipal Miúdo Ferreira, delegado Kim Barreto, juiz da Comarca Valdeci Braga, secretário de segurança Raimundo Nascimento, representante do comandante da 3ª Cia / 7º BPM Sub-Tenente Evangelista, secretários municipais, vereadores, políticos, comerciantes e público em geral.

Inicialmente, o presidente Marcelo Magalhães fez os agradecimentos e falou da 1ª reunião do movimento. Em seguida, Douglas pronunciou-se sobre as providências tomadas pelo Executivo, em relação aos equipamentos necessários das Polícias Civil e Militar. Depois, foi a vez do delegado Kim, que falou do grande trabalho da Polícia Civil, que vem sendo executado em Santa Quitéria.

Outro que se pronunciou foi o juiz da Comarca Valdeci Braga, que falou de uma portaria que foi baixada ontem (25/06), a respeito da presença de menores em bares e estabelecimentos comerciais, que valerá a partir do dia 10/07.
Valdeci falou também da construção de um abrigo para menores em risco no município, que deve funcionar a partir de 2014.

Em seguida, houve os pronunciamentos do secretário Raimundo Nascimento, Sub-Tenente Evangelista, secretária de ação social Alice Furtado e do estudante de história Jardson Rodrigues.

Em um acordo com os presentes, ficou decidido que será aguardado mais 15 dias, por parte da Prefeitura. Assim que a Prefeitura cumprir a sua parte, será solicitada a audiência com o secretário.

Texto publicado originalmente no site a Voz de Santa Quitéria.

Thiago Rodrigues 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Frase do dia
"Eles mostraram uma incapacidade muito grande de entender a pauta do momento, falaram que vão estudar e abriram este canal de diálogo que a gente considera importante."

Marcelo Hotimsky, um dos líderes do Movimento do Passe Livre, depois de se reunir com Dilma e seus principais assessores. Ele saiu do encontro, como disse, com a impressão de que a presidência de República é despreparada

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Estudantes são impedidas de utilizar transporte público em Ipueiras - Por Clecio Farias / Ipueiras


Duas estudantes do ensino médio, com idade de 14 anos, residentes no distrito de Charito, em Ipueiras, a 306 km de Fortaleza, iniciaram o ano letivo impedidas de utilizar o transporte público municipal, sem justificativa legal.

O episódio se deu com a opção das alunas estudarem em escola na sede do Município, porém, logo nos primeiros dias de aula, não puderam fazer uso do ônibus que faz o trajeto de 12 km, ligando o distrito à área urbana. Segundo as estudantes, o motorista barrou a entrada das adolescentes. Procurado, o condutor do veículo escolar afirmou que cumpriu determinação da Secretaria de Educação do Município de Ipueiras.

O comerciante e ex-vereador do Município, Eurico Farias, pai de umas das alunas, procurou a Secretária de Educação, Marlúbia Sampaio, a qual justificou que todas as escolas estão no mesmo nível de ensino e que no distrito funciona a mesma série, sendo desnecessário o deslocamento. Não convencido, o pai da estudante pediu uma justificativa legal e a Secretária finalizou que se trata de uma determinação.

Para Márcia do Vale, mãe da outra aluna, o ato causou indignação. “Não há explicação para tamanha arbitrariedade, sendo que outra estudante com a mesma opção das impedidas se matriculou no turno da tarde e foi permitida ir e voltar no ônibus”. Na insistência em fazer uso do transporte, Márcia foi procurada pelo motorista para reafirmar a decisão da Secretária e que o mesmo poderia se complicar, caso as alunas ainda entrassem no ônibus sem autorização. “É tão estranho, porque permitem outras pessoas que não são estudantes ir e voltar todos os dias, e as meninas não podem ir” completa a mãe muito chateada.

“O que queremos é dar mais opções de aprendizado para nossas filhas, no Município tem biblioteca melhor, trabalhos acadêmicos, apoio tecnológico, enfim, são vários fatores. Os danos causados pelo constrangimento às duas adolescentes, são irreversíveis, mas vamos até aonde a justiça e o bom senso nos permitir ter esperança” finalizou Eurico Farias.

O caso foi levado à Justiça. Já se encerra um semestre sem solução para o problema. As estudantes estão pagando ou pegando carona para fazer o trajeto de ida e volta.

Clecio Farias é publicitário

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Frase do dia
"Em vez de assumir seu papel de presidente, Dilma pega um avião para se aconselhar com Lula. Fica claro quem é que está no comando."

Deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE) sobre a reunião de Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula para discutir os protestos no país.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Eu o Poeta e o Menino - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro
Foto: Dalinha Catunda

Aquele antigo sobrado
Que eu via e achava belo
Mais parecia um castelo
Onde tudo era encantado
Onde um poeta afamado
Cheio de sonhos vivia
A musa e a fantasia
Povoavam sua mente
Ali plantou a semente
E viu brotar poesia.
*
O antigo casarão
Inda hoje me fascina
Guardo no olhar de menina
O castelo com emoção
Saudosa recordação
De um poeta inspirado
Que ali viveu no passado
Falando de pirilampos,
Das borboletas nos campos
E do luar prateado.
*
Nesse castelo encantado
Eu conheci um menino
Com seu jeitinho ladino
Ele sentava ao meu lado
Com o violão afinado
Ao cantar me seduzia
Era tamanha a magia
Que de cantiga em cantiga
Fui ficando sua amiga
E ainda sou hoje em dia.
*
O castelo ainda me encanta,
Esta no céu o poeta.
O menino tem sua meta
Tanto compõe como canta
A minha emoção é tanta
Pois sei também versejar
Quero minha terra cantar
Mostrar o meu universo
Cantando em cada verso
Como meu mestre mandar.
*

 Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

segunda-feira, 17 de junho de 2013

“Fortaleza Apavorada”: reação e efeito - Por Avelar / Fortaleza

Nas últimas semanas, a cidade tem sido contagiada pelo movimento “Fortaleza Apavorada”, que nasceu da insatisfação popular com o atual estado das coisas, no âmbito da segurança pública. A iniciativa espontânea despertou a reação de algumas figurinhas, acostumadas a pautar movimentos sociais. Elas não reconhecem, ao movimento, o básico direito à existência e acusam-no de ser individualista e burguês, visando retirar-lhe a legitimidade, já que não conseguiram cooptá-lo, para servir a seus interesses.
Assim, os detratores vociferam que o movimento “é da burguesada!”, recorrendo à velha falácia conhecida como argumentum ad hominem: atacam-se as pessoas e não o conteúdo de seus argumentos!

Ora! Ainda que o grupo fosse restrito à classe média (nem é o caso, haja vista a amplitude alcançada, consubstanciada na diversidade dos participantes), por que o estrato intermediário não teria direito a se manifestar? Respondo: porque manifestação boa é aquela que serve à “causa”, né, camaradas?

Também é possível constatar o viés antidemocrático de certo pensamento pretensamente igualitário, avesso às ideias de fora da “cartilha” e expresso, reiteradas vezes, por pessoas de abastada estirpe econômica, que de pobres só têm a visão de mundo!

Na esteira dos acontecimentos, contraposto ao “Apavorada”, surge outro grupo, chamado “Fortaleza da Paz e Igualdade”, cuja eclosão foi provocada pelo primeiro, ao colocar em relevo o problema da segurança pública. Embora empunhe bandeira pela melhoria das políticas públicas, em áreas como educação e emprego, o “Paz e Igualdade” é um fenômeno reativo ao “Apavorada” e não à precariedade social e econômica enfrentada pela maior parte da população. Mas o importante é que a semente plantada já está germinando e, desse modo, estimulando outras ações!

Ao fim e ao cabo, endosso as sóbrias palavras do jornalista Fábio Campos, que podem ser lidas aqui: http://www.opovo.com.br/app/colunas/fabiocampos/2013/06/15/noticiasfabiocampos,3075183/a-forca-dos-acontecimentos.shtml

Fiquem todos em paz!

Paulo Avelar

segunda-feira, 3 de junho de 2013

SOZINHO O MÉDICO RESOLVE O PROBLEMA DA SAÚDE? - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia
Convenhamos: com 6 mil médicos, cubanos ou de qualquer outra nacionalidade, resolve-se o problema de saúde no Brasil?

A resposta, certamente, será negativa desde que se tenha um pouco de coerência e se pense de forma global na questão de saúde.
Bom, antes de tudo é preciso ficar bem claro que eu também entendo que faltam médicos no Brasil – e possa falar com conhecimento de causa, pelo menos em relação a Amazônia, porque já andei praticamente a região toda, inclusive em longas viagens de barco,e não conheço o inferno verde apenas de ouvir dizer.

Ao anunciar que serão contratados 6 mil médicos estrangeiros, e considerando que estamos a menos de dois anos da próxima eleição presidencial, não há como deixar de pensar que a proposta, agora, quando o partido que está no Governo comemora pelo menos 10 anos na cadeira presidencial e quer ficar pelo menos mais quatro, é de se perguntar: Eles só agora descobriram isso? Ou estão novamente jogando para a platéia em busca de fortalecer seus nichos de votos?

Claro, e porque entendo ser importante o contraditório, haverá quem alegue que sou contra apenas porque se trata do PT. Danem-se os partidos que estão aí. Entendo que o problema de saúde não é só de falta de médicos (já escrevi sobre isso várias vezes), assim como não se resolve o problema da Educação apenas com contratação de professores, construção de escolas ou dando um  lap-top para cada aluno.

No caso dos médicos é preciso ver que apenas eles não irão resolver nada. Quanto ganha um médico? E quanto ganha um enfermeiro, um nutricionista, um fisioterapeuta, um odontólogo, um bioquímico. A diferença é astronômica, ainda que o leitor alegue que compete ao médico a última palavra – e eu entendo que assim  seja e por isso eles devam ganhar mais. Mas sem a participação de uma equipe multiprofissional, cujo exercício exige formação  superior, o médico pouco fará. E todos são muito importantes quando o assunto seja saúde. Imagine um ortopedista sem um fisioterapeuta, um gástrico sem o bioquímico, um cirurgião sem um enfermeiro – e por aí afora.

Mas os governos quando tratam de saúde só enxergam uma parte da pirâmide, como se os outros não tivessem qualquer importância, aliás o que parece ser prática nos cursos de formação, nos quais os futuros médicos sejam condicionados a que só eles sejam importantes.

O problema da saúde não é restrito só à falta de médico ou de outros profissionais da área. Passa também pela falta de condições de trabalho, pela estrutura burocratizante, pela incapacidade do poder público em mudar o método de sua política do setor, uma política que não pode continuar dependendo do humor ou do interesse eleitoral dos donos do poder.

E pode anotar: Do jeito que está não se pode ter muita dúvida de que a próxima investida do Governo será contratar não sei quantos mil professores: de Química, de Física, de Matemática, de Português – e por aí afora.
Inté outro dia, se deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. É presidente da Academia de Letras de Rondônia. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.