terça-feira, 5 de novembro de 2013

Contas Gotas - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia

FRASES SOLTAS E MAL DITAS
Em muitos anos como repórter anotei algumas frases pelo menos interessantes, extraídas de discursos ou, então, daquilo que me chegou ao conhecimento e até do que presenciei. Algumas delas vão a seguir e eu destaquei ou troquei nomes apenas para não criar constrangimentos.
Reunião na Assembléia Legislativa. Discursa um deputado conhecido por usar muito a tribuna e não ter muita preocupação com a gramática.  De repente ele solta a “pérola”, para espanto de todos nós que estávamos ali:
“Presidente, comunico que um imenso rebanho de peixes está subindo o Rio Madeira”.
Outro deputado estadual, Cloter Mota, conhecido pela fina ironia da qual era usual, aparteou: “Excelência, quando um cardume de vacas chegar a sua fazenda também registre nos anais desta Casa”.
O governador visitava as cidades da BR-364 e parou primeiro, como fazia sempre, na porta da casa que servia de quartel e de delegacia, cuja autoridade maior era um cabo. Ele desce do carro e chama: “Cabo!”. Semi-deitado numa cadeira, as pernas sobre uma mesa, os pés nos coturnos com os cadarços abertos, a gandola toda desabotoada, o cabo nem se mexe, mas responde:  “Que é, porra!”. O governador repete, aí com mais autoridade: “Cabo!”. O cabo desperta, nem sabe se amarra os cadarços, se fecha a gandola, se beija o chão ou se pede perdão.
PERGUNTAR NÃO OFENDE
Quando houve as privatizações do FHC os “compañeros” foram à loucura. Agora, privatizam nosso petróleo e eles?
Inté outro dia, se Deus quiser!
José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. É presidente da Academia de Letras de Rondônia. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo. Com um dos currículos mais completos do jornalismo rondoniense, Lúcio Albuquerque, graças ao seu diligente trabalho de apuração, ganhou prestigio e credibilidade na imprensa regional. Pela relevância do seu trabalho escreve para uma rede de sites e jornais de todo o Estado, honrando o gentedeopinião, com artigos de sua lavra. Jornalista e historiador, Albuquerque é testemunha ocular da explosão rondoniense, seja como repórter, ou fundador da primeira entidade representativa dos jornalistas, ainda no final dos anos 70.
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