domingo, 7 de abril de 2013

Novo perdão - Agora é 4 Bi - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia

O ministro dos Esportes Aldo Rebelo não nega que a política principal do neo-Partido Comunista seja, como sessentão PC cubano e dos patrões dele, os petistas, essa política seja clientelista e populista, tudo na base do fazer benemerência com dinheiro do trabalho dos outros, enquanto arrotam a balela de que esse (Deus que nos perdoe) governo que está aí lute a favor dos interesses nacionais, e não de amealhar mais votos para as próximas eleições.

Vejamos só: o senhor Aldo Rabelo já se posicionou favorável a que o Brasil perdoe os débitos que clubes de futebol tenham com o fisco, com a previdência e outros, proposta apresentada pelo deputado federal do PT (tinha de ser...) Vicente Cândido, da bancada paulista.

Em troca, a mesma cantilena de outras benesses já cedidas em outros agrados: investimento em projetos de esporte-educação, cessão de instalações esportivas para escolas, etc, o que realmente não acontece, mas a Timemania está aí mesmo para provar (apenas uma prova) que a receita já foi testada e não funciona.

Ah! Mas às vésperas da Copa do Mundo vale tudo, inclusive, como sites noticiaram nesta quinta-feira, o Senado atropelar a legislação e permitir que obras para a Copa possam receber recursos sem passar pelos processos normais de fiscalização. Dane-se a lei, vale o circo!

Ora, o projeto, que conta com a adesão imediata do ministro dos Esportes permitirá que clubes devedores fiquem zerados, para começar tudo de novo e, como todas as outras vezes, daqui a alguns anos, outro deputado federal, ou senador, e outro ministro, batam palmas para essa benemerência que não sai de seus bolsos, mas do cidadão que trabalha e paga todos seus impostos e, a quem, não lhe é nada perdoado – é só lembrar que estamos na época de prestar contas ao “leão”.

A imprensa está cheia de denúncias envolvendo jogadas ilícitas de dirigentes esportivos (não só deles, claro, mas o assunto agora é com eles). Mas que ninguém se iluda: quem vai advogar mesmo a proposta com certeza vai ser o senhor Luiz Inácio (que conforme noticiário já teria se posicionado a favor). E com a falta de coragem política de senadores e deputados federais, o Congresso do sim senhor não terá coragem de ser contra. Duvido muito que a proposta não passe, porque ninguém vai querer desagradar o grande soba se ele for a favor.

4 bi para os clubes. Pois é: mas quando é para dar um salário melhor ao trabalhador aí o rombo na previdência é a alegação contínua para justificar o posicionamento contrário do governo. Agora, para fazer benemerência e mandar a viúva de Cabral dê seu jeito isso eles sabem.

Para finalizar, sugiro ao leitor a leitura da música Caixinha Obrigado!, do poeta,  cantor e compositor Juca Chaves:

Caixinha, obrigado!

"A mediocridade é um fato consumado
Na sociedade onde o ar é depravado
Marido rico, burguesão despreocupado
Que foi casado com mulher burra, mas bela
O filho dela é político ou tarado
Caixinha, obrigado!
A situação do brasil vai muito mal
Qualquer ladrão é patente nacional
Um policial, quase sempre, é uma ilusão
E a condução é artigo racionado
Porém, ladrão, isso tem pra todo o lado!
Caixinha, obrigado!
O rock'n'roll, nesta terra é uma doença
E o futebol, é o ganha-pão da imprensa
Vença ou não vença, o Brasil é o maioral

E até da bola, nós já temos general
Que hoje é nome de estádio municipal
Caixinha, nacional!
A medicina está desacreditada
Penicilina, já é coisa superada
Tem curandeiro nesta terra pra chuchu
Rio de Janeiro tá pior que Tambaú
E de outro lado, onde está o delegado
Caixinha, obrigado!
Dramalhão, reunião de deputado
É palavrão que só sai pra todo lado
Se um deputado abre a boca, é um atentado

E a mãe de alguém é quem sofre toda vez
No fim do mês, Cento e Vinte de ordenado
Caixinha, obrigado!"


Inté outro dia, se Deus quiser!
José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. É presidente da Academia de Letras de Rondônia. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.
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