terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mulher também faz cordel - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


O cordel antigamente
Era coisa masculina
Mas a mulher nordestina
Que já cantava repente
Sem achar que era imprudente
Deu uma de menestrel
Resolveu fazer cordel
E cultura propagar
Pois muito tem pra contar
E faz bem este papel.
*
Hoje fazem recitais,
E peleja virtual
O seu folheto é real
Com histórias geniais
Não tem só suspiro e ais
Em folheto de mulher
A fêmea sabe o que quer
No repassar da cultura
Coisa que a literatura
Atualmente requer.
*
É com gosto e competência
Que a mulher entra na roda
Canta verso e vira moda
E até passa a ser tendência
Pois com jeito ou imprudência
Ela ocupa o seu lugar
Porque bem sabe rimar
A sua sabedoria
Já deixou de ser Maria
Vivendo apenas pro lar.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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Um comentário:

  1. Anônimo7:33 PM

    A Rainha do sertão. Parabéns minha poetisa.
    Vc nos enche de alegria com os seus textos.

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