sexta-feira, 1 de junho de 2012

1º de Junho – Dia Nacional da Imprensa



Até o ano de 1999, o dia da imprensa era comemorado no dia 10 de setembro. Mas você sabe por que a data mudou?

Foi em 10 de setembro de 1808 que circulou pela primeira vez a Gazeta do Rio de Janeiro, um periódico oficial que servia à Corte. Até esse ano, eram proibidas a circulação e a impressão de qualquer tipo de jornal ou livro. Porém, havia um jornal que, antes da criação da Gazeta do Rio de Janeiro, já circulava clandestinamente: era o Correio Braziliense, produzido pelo jornalista gaúcho Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.

Se na época as publicações brasileiras eram proibidas porque a Corte Portuguesa temia que os brasileiros fossem influenciados pelas ideias de liberdade, igualdade e fraternidade que circulavam pela Europa, o Correio Braziliense tinha que permanecer clandestino porque simpatizava com tais pensamentos.

O Correio Braziliense foi lançado em junho de 1808, ou seja, três meses antes da Gazeta. Somente em 1999 foi reconhecido oficialmente como pioneiro na história da imprensa brasileira e então foi criada a Lei número 9831/99, que definiu a data oficial da Imprensa Brasileira no dia 1º de junho, data do primeiro número do Correio Braziliense.

Devido à censura Régia no Brasil, Hipólito José da Costa lançou em Londres, no dia 1º de junho de 1808, o Correio Braziliense ou Armazém Literário, cujo conteúdo despertou o ódio e o revanchismo dos políticos corruptos e do clero retrógado.

Hipólito José da Costa, através do seu periódico, apontou os erros da administração portuguesa no Brasil, lutou pela liberdade de expressão, combateu a nobreza parasitária e a escravidão. Os ideais liberais foram a força motriz do seu jornal e prepararam a geração politicamente responsável pela concretização da nossa independência em setembro de 1822.

As edições variavam de 80 a 140 páginas, sendo que o número de agosto de 1812 circulou com 236 páginas. O mensário circulou, de junho de 1808 a dezembro de 1822, somando 175 edições agrupadas em 29 volumes. O exemplar avulso no Rio de Janeiro custava a importância de 1.280 réis.

O Periódico circulou durante 14 anos e meio, mantendo-se sempre fiel aos objetivos para os quais foi criado: lutar pela liberdade de pensamento e combater o despotismo dos poderosos.
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