sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

População brasileira acima dos 80 cresce 70% nos últimos dez anos - Por Regiane Monteiro / Brasília
Brasil possui 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Destes, 3 milhões estão acima dos 80
População brasileira acima dos 80 cresce 70% nos últimos dez anos.

Brasil possui 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Destes, 3 milhões estão acima dos 80
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os Estados com maior percentual de idosos, com 14,9% e 13,5% respectivamente.

Em média, o idoso brasileiro visita o médico 9 vezes por ano; na população geral, o número de consultas cai para cinco. Idosos usam três vezes mais prescrições de medicamentos que os jovens.
Como está a saúde do idoso brasileiro na última década? Como o idoso se comporta no trânsito?

Idosos e sexualidade, o que dizer dessa combinação? Qual a fórmula da longevidade? Essas e outras questões serão debatidas durante o XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que ocorre entre os dias 28 e 31 de julho, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).O evento reunirá mais de 2 mil médicos de diversas áreas especializadas, incluindo pesquisadores, profissionais e gestores de saúde, além de convidados internacionais, com o objetivo de atualizar as informações e criar novas ferramentas que tragam mais soluções para o desenvolvimento dos segmentos da geriatria e da gerontologia.
Entre os assuntos abordados, destaque para:

• Envelhecimento: funcionalidade, participação e sustentabilidade;
• O idoso no trânsito;
• Como fica a sexualidade do idoso na era dos estimulantes sexuais?
• Como envelhece a população da Região Norte: Projeto Idoso da Floresta.

O geriatra e presidente do XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, Dr. João Senger, destaca a importância da edição 2010 do encontro em Belo Horizonte: “O tema do evento reflete a mensagem que gostaríamos de transmitir. O envelhecimento requer funcionalidade, participação e sustentabilidade. É uma oportunidade valiosa para qualificar a geriatria e a gerontologia brasileiras, referencialmente já reconhecidas, principalmente pelo embasamento científico do corpo técnico que estará presente”.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Frase do dia
"Não estou fugindo de nada. Tenho o que falar e o que mostrar. Quem faz este tipo de acusação é quem não tem o que falar, o que mostrar, o que apresentar."

Dilma sobre os debates entre os presidenciáveis

terça-feira, 27 de julho de 2010

R$ 1 milhão para projetos destinados às mulheres indígenas - Por Alex Rodrigues / Brasília



O Comitê Gestor da Carteira Indígena, formado por MDS, Ministério do Meio Ambiente (MMA), representantes de outros órgãos federais e do movimento indígena, lançou chamada pública de projetos que envolvam as mulheres indígenas. Os planos, que terão investimentos de R$ 1 milhão, deverão ser entregues até 4 de outubro.

A ideia é fortalecer a participação dessas mulheres na promoção da segurança alimentar e nutricional de suas comunidades, na gestão ambiental de suas terras e na revitalização de atividades e técnicas tradicionais desenvolvidas pelas mulheres. Promover atividades culturais relacionadas ao manejo tradicional e uso sustentável da biodiversidade local e apoiar o fortalecimento institucional e político das organizações e associações das mulheres indígenas são outros dos alvos da chamada.

A coordenadora-geral de Promoção de Desenvolvimento Local da Sesan, Luana Arantes, explica que a chamada pública foi elaborada de acordo com políticas públicas voltadas especificamente para as mulheres indígenas, como a promoção de equidade, autonomia, justiça social e participação e controle social. “Essa é a primeira vez que apoiamos propostas junto aos povos indígenas com recorte de gênero. A chamada pública foi preparada de acordo com os princípios do II Plano Nacional de Política para as Mulheres”, diz.

Conquista – Para a representante da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, Ceiça Pitaguary, o ineditismo deste edital é um reconhecimento de anos de luta. “É uma conquista nossa. As mulheres indígenas são atuantes, trabalham e chegam a sustentar famílias nas aldeias. O edital valoriza isso”, afirma.

A coordenadora da União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira, Leticia Yawanawa, destaca a oportunidade da chamada. “A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) fez uma pesquisa sobre a saúde da mulher indígena, apontou dados preocupantes e os projetos para o edital devem observar o tema”, prevê. Ela se refere ao I Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, publicado recentemente pela Funasa, que aponta um quadro preocupante quanto à saúde das mulheres, com o crescimento de doenças como hipertensão e diabetes, altos índices de anemia, sobrepeso e obesidade, em decorrência de alimentação inadequada.

A pesquisa apontou que a incidência dos problemas nas mulheres indígenas, varia de acordo com a região: cerca de 47% das mulheres do Norte (mais rural) tinha anemia e 22,4% das índias das regiões Sul e Sudeste (mais urbanizadas) sofriam com obesidade e 12% com pressão arterial.
Desde 2004, o MDS já investiu mais de R$ 11 milhões em projetos desenvolvidos por instituições indígenas ou indigenistas. Apoio a criação de hortas comunitárias, agricultura de subsistência, criação de animais, artesanato e construção de equipamento de alimentação são alguns exemplos. Cerca de 15 mil famílias já foi beneficiada em 16 estados brasileiros.

Alex Rodrigues

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Frase do dia
"Lamentavelmente estamos vendo uma subtração do debate. Eu quero aqui afirmar nossa disposição de debater e de achar que o eleitor tem todo um direito de conhecer as propostas."

Marina Silva, candidata do PV à sucessão de Lula, ao criticar candidatos que se negam a debater

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Deu tudo certo - Novo livro de Frota Neto


Do jornalista e escritor Bergson Frota, recebo, via sedex, a obra Deu tudo certo de Frota Neto, sob o título Deu tudo Certo, Rio de Janeiro, Livraria Francisco Alves, 2009.

Na folha de rosto, amável dedicatória do livro do tio, Frota Neto, ao amigo. Juntos, fomos crianças em Ipueiras. Em 1955, fomos, os dois, enviados para a Serra dos Órgãos, no distrito de Correas, em Petrópolis. Depois, Frota Neto deixou o Seminário N. Sra. do Amor Divino, não nos acompanhando, a Mataruna e a mim, para Campinas (SP).

A obra, Frota Neto a dedica à esposa, Maria Stela, partícipe do mundo diplomático, ora sediada na Suíça. Vasta obra literária, de 15 livros publicados, alguns deles encontráveis na Biblioteca dói Congresso dos Estados Unidos, em Washington, e na Biblioteca Pública de Nova York.

Em seu currículo, a função de professor universitário, correspondente de diversos jornais brasileiros, tendo ocupado as funções de Secretário de Imprensa da Presidência da República no governo Sarney, Presidente da Radiobrás, além de Presidente da Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa (FUNTEVê).

Residindo, depois, em Genebra (Suíça), em Washington e em Santiago do Chile e em Paris, vive atualmente na Suiça, em Berna.

Na contracapa, um pouco da apresentação:

DEU TUDO CERTO, o novo livro do escritor
Frota Neto, nos traz contos onde personagens
Predominantemente femininos, ajustam contas
Consigo mesmo ou com seu passado.
Contos que falam de amor, medo, família e morte.
E sobretudo de vida.
Um livro sensível que certamente envolverá
o leitor até a última linha”

O livro (acreditamos) poderá ser adquirido
Na Livraria Francisco Alvez Editora S.A
Praça Mahatma Gandhi, 2/1202 – Cinelância –
Rio de Janeiro (RJ) 20031
Tel.; (21) 2240-7989

terça-feira, 20 de julho de 2010

Frase do dia
"A ligação do PT com as Farc, isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico. Isso não significa que o PT faça o narcotráfico."

José Serra

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ceará - Cid tem 47% e Lúcio 26% no Datafolha



Pesquisa O POVO/Datafolha mostra que a campanha começa tendo na liderança os mesmos dois candidatos que polarizaram a disputa de quatro anos atrás. Estreante na disputa pelo Executivo
estadual, Marcos Cals tem 7%

A primeira pesquisa sobre as eleições deste ano no Ceará feita após a definição dos candidatos mostra que, no atual cenário, o governador Cid Gomes (PSB) seria reeleito no primeiro turno.

A pesquisa do instituto Datafolha, contratada pelo Grupo de Comunicação O POVO, foi realizada nos últimos dias 14 e 15, nono e décimo dias de campanha eleitoral permitida por lei. O primeiro turno das eleições será no dia 3 de outubro.

A pesquisa O POVO/Datafolha mostra Cid Gomes com 47% das intenções de voto, enquanto os adversários, somados, aparecem com 36% na pesquisa estimulada.

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa ter mais votos que a soma dos adversários, ou seja, mais da metade dos votos válidos. E Cid aparece com 56% dos votos válidos – percentual obtido por ele quando são desconsiderados votos brancos, nulos, aqueles que dizem não votar em nenhum e os que não sabem em quem votar.

A principal ameaça à reeleição do atual governador, segundo a pesquisa, é o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), justamente o homem que, há quatro anos, perdeu a chance de se reeleger ao ser derrotado por Cid. Ele aparece com 26% das intenções de voto – 31% quando se consideram só os votos válidos. O candidato apoiado pelo senador Tasso Jereissati, Marcos Cals (PSDB), obteve 7% das intenções de voto.

Francisco Gonzaga (PSTU) aparece com 2%, enquanto Soraya Tupinambá (Psol) tem 1%. Marcelo Silva (PV) e Maria da Natividade (PCB) foram citados, mas não atingiram 1% das menções.

A pesquisa O POVO/Datafolha ouviu 912 eleitores de 40 municípios do Ceará, entre os dias 14 e 15 de julho. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Publicado originalmente no Blog do Ricardo Noblat

sexta-feira, 16 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Frase do dia
"Tenho certeza que a partir da minha eleição, as meninas deste país terão os mesmos sonhos que os meninos. Elas poderão ser, sim, presidente da República."

Dilma Rousseff

terça-feira, 13 de julho de 2010

O tempo do trem em Ipueiras - Por Bérgson Frota / Fortaleza



Circundando montes e cruzando pontes, cuja água abaixo, vindo de várias fontes inundava os diversos rios. O trem corria, rasgando as verdes matas, quando era inverno.

No verão, era a caatinga que pintava o quadro amarronzado, e verde, as carnaúbas uma e outra, feito pequenos pontos lá longe a parecerem alto oásis, alentando a esperança dos que no trem fitavam a aridez temporária no sertão.

Dentro, em contínuo sacolejar, os passageiros faziam uma viagem que durava um dia.
Vindo de Crateús, o trem chegava à Ipueiras entre quatro às cinco da manhã.

No bairro da Estação, vendedoras de café, bolos, batatas, doces, pamonhas, tapiocas não faltando para esquentar a velha cachaça.

No trem se ouvia músicas de rádios portáteis ou gravadores.

Dormia-se, almoçava-se e enfim muito se conversava.

Toda viagem era uma rápida expedição a cada cidade, que por já possuir linha férrea era ponto de parada e vista.

Depois de riscar feito uma centopéia mecânica num constante andar barulhento, tanta terra e cidades, entrava em Fortaleza, no amarelado sol das cinco.

Começávamos do trem a divisar longe os arranha-céus. Primeiro o enorme exército de carnaúbas de ambos os lados e finalmente, já com o anoitecer, chegava-se a Estação Ferroviária.

Pedaços de lembranças, narrativas ricas de uma época que não volta mais.

Assim foi o tempo do trem em Ipueiras, tempo este que deixou saudades.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Frase do dia
"Acho que meu patrimônio diminuiu fazendo política. Diminuiu, mas não quero dizer quanto. Eu não tive nenhum interesse, nunca tive nenhum interesse em obter facilidades com a política. Interesse zero. E ai daquele que fizer proposta para ter vantagem de governo."

Joaquim Roriz, candidato a governar o Distrito Federal pela quinta vez

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Saudades de Zeca Frausino - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


1

Era vinte três de abril,
Quando tudo aconteceu.
A cidade de Ipueiras
O rei do forró perdeu.
Antes do raiar do sol
Em Sobral ele Morreu.

2

No ano de dois mil e dez
Seu Zeca desencarnou,
Era sábado dia de feira,
Quando ele se enterrou,
A cidade de Ipueiras,
Enlutada então chorou.

3

Quando Seu Zeca partiu,
Partiu também a alegria,
Do povo que em seu forró
Dançava e se divertia
Ninguém nunca vai fazer
As festas como ele fazia.

4

A igreja ficou lotada
De fãs e admiradores.
Gente das redondezas
Lotavam os corredores
Em todo rosto se via
O lacrimejar e dores.

5

Quando eu ouvir sanfona,
No mês de julho gemer,
Vou me lembrar de Zeca,
E a saudade vai doer
E do forró pé-de-serra
Que só ele sabia fazer.

6

Zeca era muito alegre
Era muito brincalhão.
Era uma figura querida
Que encantou o sertão,
Era um homem festeiro,
E gostava de animação.

7

Quem não participou,
Dos churrascos que fazia.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
O País dos impostos - Por Melissa Stranieri / S. Paulo


Não há dúvida que em nosso país a carga tributária é muito alta, porém poucos entendem seu real motivo.

Entender o nosso sistema tributário não é tarefa simples, mas, por outro lado, não é preciso ter formação técnica para conhecer o peso dos tributos. O assunto faz parte da rotina do cidadão brasileiro. Todos sentem no bolso a mão pesada do Estado.

Algumas pesquisas realizadas recentemente mostram que o Brasil é um dos países onde mais se pagam impostos e gasta-se tempo com as obrigações tributárias: mais de duas mil horas por ano.

No livro “O País dos Impostos”, lançado pela Editora Saraiva, este tema é explanado amplamente e aponta alguns motivos para esta alta carga tributaria, tal como a existência de inúmeros tributos, e o processo de recolhimento moroso e burocrático, o que gera mais gastos para as pessoas físicas e jurídicas e acarreta maiores gastos “líquidos” e “brutos”.

Em linguagem absolutamente informal, o autor Dávio Antonio Prado Zarzana escreveu a obra que, em suas palavras, é “fruto do inconformismo com o cenário da tributação no Brasil”.

Sobre o autor:
Dávio Antonio Prado Zarzana é bacharel em Direito pela USP, bacharel em Economia e Contabilidade pela UNIMAR, Ex-professor de Planejamento Tributário do curso de pós-graduação da FGV, membro ativo da American Chamber of Commerce. Coordenador do Comitê de Planejamento Tributário e advogado.

Melissa Stranieri

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Frase do dia
"Eu não sei se é mérito dele ou se é meu, o dado concreto é que eu nunca ouvi falar no nome dele. Eu não sei se ele tem tanta virtude para ser escolhido a vice."

Lula, sobre Indio da Costa, o vice de José Serra

terça-feira, 6 de julho de 2010

Olá, Doutor ! - Por Lúcio Albuquerque - Rondônia
"Só faltou a Peneira"

Sabe, doutor, tem vez que eu fico pensando que nesse mundo que a gente vive falta até espaço para falar de coisas que, quando éramos crianças, ouvíamos dos mais velhos. É, talvez o senhor também sinta isso, mas é que com tanto desenho japonês, de muita violência e nada da área educativa, na TV, com o beneplácito de nossas autoridades (?!), acaba que as crianças nem querem saber do que nos encantava, não é mesmo?

Lá em casa, doutor, nossos netos ouvem essas conversas de antigamente, e mula-sem-cabeça-que-bota-fogo-pela-venta ou saci pererê também são personagens citados, até para desviar das conversas de ben-10, jaspions da vida e outras tralhas que enchem as cabeças da garotada, ensinando sempre a violência e o desprezo pelos valores éticos.

Tá bom, doutor, o que isso tem a ver? Pois é, é que neste domingo estavamos eu e dona Fátima, passeando com os dois netos mais velhos, e na avenida dos Migrantes (aquela que muitos, inclusive algumas autoridades, ainda dizem ser a avenida Costa e Silva, pois é, doutor, e do carro vimos um pé-de-vento enorme, poeiral brabo levantando, com lixo e tudo, na área do Flor do Maracuja.

Aí, doutor, decidimos passar vagarosamente pela área, só para mostrar o redemoinho, ou pé-de-vento, e falar do texto de Monteiro Lobato, se não me engano no livro "O Sítio do Pica-pau Amarelo" - ou foi em "Caçadas de Pedrinho"? - onde o autor ensinava, através de um personagem preto velho, "Tio" Barnabé, que quem provoca o redemoinho é ninguém menos do que o saci-pererê, com seu barrete vermelho, moleque atrevido, uma perna só, cachimbo sempre na boca.

E "Tio" Barnabé ensina ao Pedrinho que o saci está ali fazendo a bagunça e que para prendê-lo só tem um jeito: pegar uma peneira e pular bem no centro do pé-de-vento aprisionando o saci-pererê.

Falamos isso aos netos. Espero que eles tenham aprendido, mas vamos continuar revendo a lição.

Como, doutor, está querendo saber por que eu não prendi o saci? Pois é, doutor, no carro não tínhamos o material necessário para fazer como "Tio" Barnabpe ensinou.

Faltou a peneira.

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Frase do dia
"Não houve pressão. Eu poderia ter escolhido [um candidato] do PSDB ou do DEM, mas tinha um rapaz que eu particularmente gostava."

José Serra, sobre a escolha de Índio da Costa (DEM-RJ) para seu vice

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Brasil nasceu aqui! Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza



Dias atrás, cumpri promessa feita por mim a Rosa Furtado, que, no lançamento dos 50 anos da obra Formação Econômica do Brasil, por ela organizada, cobrara-me prometidas “velhas fitas já rotas” sobre as perspectivas para a região nordestina, palestra e debate de Celso Furtado, entre nós, nos anos 80, a nos unir desde as facções de esquerda aos então jovens empresários do CIC, em seu projeto de mudanças, voltado para o combate à pobreza, à luz dos versos de Luiz Gonzaga e Zé Dantas (médico): “... mas, doutor, uma esmola, para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.

Nordestinos, continuamos a alimentar saudades dos tempos em que a Sudene tinha seu superintendente a integrar o Conselho Monetário Nacional. Agora, são tempos em que as ideias de Celso e do governo de nossa federação parecem inspirar queixas como as de João Ubaldo Ribeiro, em sua crônica “Luiz Inácio não veio ver Celso”, quando este morreu: “... o fato é que ele não veio. Recitaram-se palavras de pesar, decretou-se luto oficial, escreveram-se necrológios e a herança de Celso Furtado perdurará, ao contrário do poder e da glória do mundo. Nosso irmão Luiz Inácio não veio ver nosso irmão Celso”.

Postas, as candidaturas à presidência de nossa república. E, com elas, a esperança de que as facções políticas enxerguem, em nossa federação, a natural “unidade na diversidade”, imanente no termo desde sua etimologia – de foedus, aliança, em latim) - sepultando equívocos como os dos “dois brasis” e o da confederação do equador. Que todos cantem sua terra, como Celso, ao declarar seu amor ao Nordeste e ao País, aqui, na UFC: “O Nordeste existe pelo seu peso histórico, no Brasil. Pela sua participação demográfica, no Brasil. Pelo fato de que o Brasil nasceu aqui. Ninguém nos dá lição de brasilidade!”

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).