quarta-feira, 31 de março de 2010

O Brasil ainda tem jeito - Por Renato Bonfim / Fortaleza



Estamos vivendo um momento de crise, de muita corrupção, crimes, assaltos, insegurança e de muita falta de vergonha, das autoridades que dirigem o Brasil. Achamos que este gigantesco país ainda tem jeito, desde que muitas providencias sejam tomadas com urgência e seriedade.

Teremos que fazer uma nova Constituição, cuja elaboração restasse somente ao encargo primacial de um grupo de juristas notáveis, representantes de classes empresariais, de aposentados, de professores, de políticos, de mulheres, de trabalhadores, do clero, de entidades de classe, enfim, de um grande grupo que representasse a população de modo geral.

A nova Constituição assim elaborada deveria conter como arcabouço os seguintes princípios: Proibição de reeleição em todos os níveis. Só poderia se candidatar quem tivesse um curso superior, para forçar alguns políticos a estudar. Diminuição do número de Deputados, Vereadores e Senadores. Acabar com o pagamento de passagens aéreas para deputados federais e senadores, além do auxilio moradia. Vedação de colocação de out-door de publicidade eleitoral. Proibição de programas previamente gravados pela TV, prevalecendo à programação ao vivo, com duração, apenas, de trinta minutos pelo prazo de trinta dias, antes das eleições.

A Câmara Federal, quando a sede do governo Federal era no Rio de Janeiro, os parlamentares pagavam suas passagens e hospedagem. Assim, só iriam se candidatar quem realmente quisesse servir ao povo brasileiro, e não em beneficio próprio. Haver, no mínimo, sete a dez partidos políticos. Voltar à fidelidade partidária. Quem mudar de partido ou deixar de cumprir a orientação partidária perderia seu mandato.

Alterar a maioridade penal para 15 anos, visto que, depois que foi aprovado o Estatuto do Menor, a violência aumentou muito, devido à impunidade do menor infrator. Construir, em cada Estado, duas penitenciarias agrícolas, de segurança máxima, longe da capital, sem televisão e sem telefone celular, para que os presos pudessem trabalhar e se manter com os rendimentos do seu próprio trabalho, reeducando-se para poderem voltar à vida social, devidamente corrigido.

Modificar a nossa JUSTIÇA, em todos os seus graus. Na abertura de qualquer processo, deveria haver, de principio, um prazo estimado para ser concluído, visto que as partes têm prazos e a Justiça não tem tempo determinado para julgar. Hoje em dia, temos processos que levam mais de 20 anos para a sua conclusão. Os prazos devem ser estabelecidos para todos as partes, advogados e também pelos Juízes e Desembargadores. No modelo atual o réu sempre é o prejudicado pela grande demora, devido ao grande volume de processos e os incontáveis recursos apelativos para estâncias superiores.

Se uma nova Constituição contiver todos estes e mais alguns importantes detalhes, rapidamente o Brasil será uma potencia mundial, porque temos todos os requisitos para crescer, com educação, trabalho, honestidade e sem corrupção.

Renato Bonfim Medeiros
Ele é campeão: Dourado muda imagem e fatura R$1,5 milhão - Por  Nina Ramos / Rio de Janeiro



Há quem diga que o final do “Big Brother Brasil 10” estava definido desde as primeiras semanas de jogo. Marcelo Dourado, 37 anos, já havia participado, foi eliminado como um dos maiores vilões da história do programa, foi escalado para voltar seis anos depois, e fechou o ciclo como um guerreiro e o mais novo milionário do país. Com 60% dos votos, o lutador foi nomeado o grande vitorioso do reality show da Globo nesta terça-feira (30).

Parecendo não acreditar, Dourado gritou bastante na saída da casa. Mas ao falar com o apresentador Pedro Bial, ele disse apenas: "Preciso voltar para a terra antes de falar". Também não é para menos. De rejeitado a campeão.

Fernanda conquistou o segundo lugar, com 29% dos votos, e em seguida veio Cadu, que recebeu 11% dos votos. O resultado coroa o gaúcho, que estava com a vida miserável: sem moral como lutador, sem dinheiro, morando em um apartamento simples, e sem perspectiva de um futuro tranqüilo. Até preso o campeão já foi, por uso de drogas.

Durante os mais de 70 dias de confinamento, Dourado encarou cinco “Paredões”. Talvez, se Joseane não tivesse presenteado o brother com o colar do Anjo na primeira semana, ele não estaria nem na segunda semana de jogo para mostrar seu amadurecimento. Voltando aos “Paredões”, o último foi disputado com Dicesar e Bial fez com que os dois, inimigos de jogo, protagonizassem um momento de “bandeira branca”, o que só fortaleceu Dourado – e emocionou a todos.

Mesmo sem saber das probabilidades de cada jogador dentro do jogo, Dourado tem o feeling aguçado e estava certo em pensar que Dicesar fosse sair. Foram com Dourado que o programa alcançou os recordes de participações de votos: contra Angélica, foram mais de 77 milhões de votos; no duelo com Cacau foram mais de 91 milhões de votos; e com Dicesar foram mais de 125 milhões.

E a grande final foi, segundo Bial, o recorde mundial de votos entre todos os "Big Brothers" do mundo: mais de 152 milhões. A transmissão da TV Globo teve quase duas horas e contou com show de Ivete Sangalo, que animou muito o público. Além dos familiares dos finalistas, os ex-participantes desta edição estiveram no Projac para acompanhar a finalíssima. Eles puderam assistir aos melhores momentos do programa. O trio finalista também teve esse privilégio.

Nina Ramos
Frase do dia
"Eu ia amanhã (hoje) para a Transnordestina, inaugurar a fábrica de dormentes, a maior do mundo, e a fábrica de brita. Sozinha, a usina de brita vai produzir mais brita que as 40 que têm em São Paulo. Não vamos porque não está pronta. Esse compromisso foi feito comigo em janeiro. E não está pronta."

Lula, no lançamento do PAC 2

terça-feira, 30 de março de 2010

Charge do dia


Amarildo - A Gazeta (ES)
Dez frases inesquecíveis do mestre Armando Nogueira



Armando Nogueira, que morreu nesta segunda-feira vítima de câncer no cérebro, era um camisa 10 como poucos na arte de escrever. Suas crônicas sobre futebol misturavam o aguçado olhar crítico de quem viu muitos dos melhores jogadores do mundo - começou a cobrir Copas do Mundo no Mundial de 1954 - com a poesia que lhe era peculiar. Alguns de seus textos guardam frases antológicas que servem até hoje de inspiração para jornalistas e são a grande cereja do bolo para seus fiéis leitores.

O Rei e a bola

"Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola."


Mané e o drible
"Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio."


Perfeição

“A tabelinha de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus.”


Habilidade

"No futebol, matar a bola é um ato de amor. Se a bola não quica, mau-caráter indica."


Humor

"Anúncio: troco dois pés em bom estado de conservação por um par de asas bem voadas."


Crítica

"Os cartolas pecam por ação, omissão ou comissão"


Ídolos

"Heróis são reféns da glória. Vivem sufocados pela tirania da alta performance"


Enciclopédia

"Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos".


Zico

"A bola é uma flor que nasce nos pés de Zico, com cheiro de gol."


O gol

“Gol de letra é injúria; gol contra é incesto; gol de bico é estupro."
Semana Santa - Por Mauricio Athayde / Brasília



O QUE OBSERVAR AO COMPRAR PESCADO

As vendas de pescado deverão se intensificar nos próximos dias devido às comemorações da Semana Santa. Para orientar os consumidores neste período, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está divulgando em seu site na Internet uma série de dicas sobre o que observar na compra de pescado para se evitar produtos que não estejam em plenas condições de consumo.

As orientações para os peixes frescos e resfriados ressaltam a verificação da pele, que deve ser firme, bem aderida e úmida. Os olhos devem estar brilhantes e salientes e as escamas não podem se soltar com facilidade. As guelras devem possuir cor que vai do rosa ao vermelho intenso, serem brilhantes e sem viscosidade.

Os crustáceos devem ter cor própria da espécie e não apresentar coloração alaranjada ou negra na carapaça. Os mariscos frescos, conforme as orientações, devem ser vendidos vivos. Polvos e lulas devem possuir carne consistente e elástica e, em todos os casos, o odor deve ser característico e não repugnante.

O pescado congelado também é uma boa opção de compra por conservar todas as qualidades do produto. Verifique nos estabelecimentos, no entanto, se a temperatura onde o produto está armazenado esteja entre 15ºC ou menos. Quanto ao pescado seco, é necessário verificar se não há mofo, manchas escuras ou amolecimento e odor desagradável.

Os enlatados também são uma boa opção de compra, mas é preciso verificar se a embalagem não apresenta nenhuma deformação. O rápido cozimento desses alimentos, por serem processados sob altas temperaturas, permite, muitas vezes que os nutrientes sejam conservados sem adição de produtos químicos, mantendo assim a maioria das qualidades nutricionais do produto.

MINISTÉRIO DA PESCA E AGRICULTURA
ASSESSORIA DE IMPRENSA

Mauricio Athayde é jornalista
UFC presente na construção do Ce - Por Henry de Holanda Campos / Fortaleza
Mais de 1.500 notícias foram inseridas no portal da Universidade Federal do Ceará (UFC) desde 23 de outubro de 2008, início da atual gestão. Elas descrevem realizações, eventos, obras diversas e conquistas dessa instituição que, aos 55 anos, se inclui entre as maiores e melhores universidades brasileiras, sejam quais forem os indicadores utilizados. Concebida sob o lema do "Universal pelo regional", a UFC materializa, através do trabalho continuado pelos sucessores do inesquecível Martins Filho, o exemplo de uma instituição cuja história é continuamente escrita.

Essa afirmativa é referenciada por dados irrefutáveis, como a instalação de três campi no Interior, com 20 cursos de graduação. Uma centena de cursos são ofertados a 28 mil alunos, representando crescimento de 29,7 % no período 2007-2009, aí incluidos os semipresenciais, em 28 municípios. Na pós-graduação, com oito novos cursos de doutorado e 17 de mestrado, o incremento foi de 38,5% no mesmo período.

O fortalecimento da pesquisa traduz-se no seu orçamento, atualmente de mais de R$ 50 milhões, e na representação de 78,5% dos grupos de excelência em pesquisa no Ceará, onde a UFC chega a ser responsável, em algumas áreas, por mais de 90% do conhecimento produzido. Só em 2009, mais de R$ 22 milhões foram investidos em obras e mais de R$ 16 milhões em equipamentos.

A interlocução com a
sociedade intensifica-se através de 700 ações extensionistas, que chegam a todo o Estado e a mais de meio milhão de cearenses. Criam-se e revitalizam-se espaços para as artes e a cultura. Uma forte parceria com o projeto de desenvolvimento do Ceará baliza o crescimento institucional. A renovação de quase um terço do quadro docente acompanha-se de novas práticas de gestão. A UFC se apresenta à sociedade como um livro aberto, desde as primeiras páginas enredado na história do Ceará e indissociável de seu desenvolvimento, o que a torna um dos nossos maiores patrimônios.

Henry de Holanda Campos é Vice - reitor da UFC

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Circo chegou ! - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


A cidade se alegrava,
Era grande a agitação.
Molecada se assanhava,
Cheia de satisfação.
Faziam um estardalhaço
Correndo atrás do palhaço
Começava a animação.

Era o circo que chegava,
Mudando toda rotina,
Do meu pequeno interior
Nas terras alencarinas.
Lembro cheia de saudades
Dos circos da minha cidade
Nos meus tempos de menina.

No finalzinho da tarde,
O Palhaço nas ruas saia,
Trepado em pernas de pau,
Não sei como não caía.
Atrás dele a criançada
Ia toda alvoroçada
E ao palhaço respondia:

“-Hoje tem espetáculo?"
-Tem, sim senhor!
- Às sete horas da noite?
-Tem, sim senhor!
-Hoje tem marmelada?
-Tem, sim senhor
-As sete horas da noite?
-”Tem, sim senhor”

Assim de rua em rua
Girava pela cidade.
Trazendo ao interior,
Agitação e felicidade.
Reunindo a população,
Carente de animação
Carente de novidades.

O coro da meninada,
Chegava a ecoar
E o palhaço caprichava,
No seu jeito de cantar.
-Eu vou ali e volto já,
- Vou comer maracujá
É tão gostoso lembrar!

Entre uma cantiga e outra
Ele perguntava com fé:
-E o palhaço o que é?
-É ladrão de mulher!
Eram tantas as alegrias
Que o povo feliz sorria.
De uma bobagem qualquer.

-Olha a moça na Janela
-Olha a cara dela!
Se repetia o palhaço
Em sua música singela
Buscando a simpatia
Das gentes que assistia,
Seu canto na passarela

_Quem gritar mais alto
Ingresso pro circo tem!
-O que é que a velha tem?
-Carrapato no sedém!”
“-E arrocha negrada!
”E a molecada gritava
Fazendo graça também.

Não sei se minha saudade,
Também bate com a sua.
Não posso ver um palhaço
No circo ou mesmo na rua.
Que cantarolo baixinho
Com saudade e com carinho
O canto que se perpetua:

“O raio, o sol, suspende a lua
Olha o palhaço no meio da rua...!”

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
Frase do dia
"Notícia é o que a gente quer esconder; o resto é propaganda."

Lula, que gostava de notícia antes de virar presidente

sábado, 27 de março de 2010

Frase do dia
"Cabe às pesquisas acompanhar cada momento e aos analistas adotar prudência nas projeções. Não é uma eleição que permite prognósticos."

Mauro Paulo, Diretor Geral do Datafolha, sobre a eleição presidencial deste ano

sexta-feira, 26 de março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Orfãos da idade - Por Bérgson Frota / Fortaleza



No ritmo alucinante de vida que se vive hoje nas grandes cidades, onde o contato humano se dá quase sempre numa superficialidade não tão necessária mas já característica, assiste-se silenciosamente o drama dos idosos oriundos do interior.

Trazidos pelos filhos, sofrem no novo ambiente com a insegurança e as parcas opções de lazer. Daí perderem eles importantes pontos de identidade e referência com que se guiaram na maior parte de suas vidas.

O primeiro é a moradia, em geral apartamentos. Um estilo de vida que os faz sentir saudosos da importante convivência com os vizinhos que tinham.

O elevador transforma-se num espaço em que muitos se vêm diariamente e passam a “conhecer-se”, e deste modo frio de relacionamento, não generalizando, acabam identificados por fim pelos números de suas novas residências.

Longe da amizade mais próxima se fitam silenciosos, até findarem-se os “eternos” segundos que os levam à portaria ou ao seu andar quando se está de regresso.

A rotina que antes se fazia ao percorrer as pracinhas, ir às missas e conversar com amigos transforma-se em viagens constante a médicos e esporádicas visitas dos filhos aos domingos, estes quando aparecem, mas mesmo a presença constante destes, não impede com que os pais já idosos se tornem o que poderíamos chamar de “órfãos da idade”.

Dependentes de cuidados, muitos calam diante das contrariedades que lhes são impostas, envergonham-se de pedir o que para eles seria o lícito, mas já de forma inconsciente se consideram aos filhos um estorvo, quando assim não deveria ser.

Não se trata de acusar os filhos de insensíveis, mas alertá-los que muitas vezes em tirá-los do seu recanto interiorano, onde ficaram os velhos amigos e histórias para serem lembradas e nestas lembranças buscadas e revividas criam neles um desamparo psíquico quando não uma grande falta de perspectiva.

É necessário nestas decisões familiares muito pensar e dar espaço aos pais para manifestarem-se, pois em muitos casos a frieza da vida de um grande centro urbano é mais sentida e mais cruel para o idoso do que a temida solidão interiorana que se busca evitar.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.
700 milhões vivem sem nenhum saneamento - Por Priscila Pagliuso / Rio de Janeiro


Boa parte da população mundial, cerca de 700 milhões de pessoas, permanecem sem nenhum tipo de saneamento básico e 2,5 bilhões delas vivem sem instalações sanitárias adequadas, advertiu nesta quarta-feira (24/3), o contabilista Dennis Mwanza, do Water and Sanitation Program (WSP), programa de água e saneamento do Banco Mundial.

Embora proporcionalmente a quantidade de pessoas sem acesso a esses serviços venha diminuindo consideravelmente nas últimas décadas, a carência continua, em números absolutos, acompanhando um crescimento populacional de 779 milhões de pessoas desde 1990, segundo informou Mwanza no evento de rede “Unindo a divisão: aprimorando o fornecimento de água e o saneamento para os pobres urbanos”, durante a tarde desta quarta-feira no Fórum Urbano Mundial 5 (FUM5), que acontece no Rio de Janeiro.

A região com os piores números do planeta é o sudeste asiático, embora os países da área tenham reduzido em 17 pontos percentuais a proporção de pessoas que ainda precisam defecar e urinar ao ar livre, sem nenhuma separação sanitária, em um período de 16 anos. Em 1990, o índice naquela região era de 65% da população; ele caiu para 48% – pouco menos da metade da população – até 2006, data da mais recente estimativa do WSP. Na média mundial, a queda foi de 24% para 18%.

Mwanza recebeu convidados para descrever programas de saneamento em favelas e áreas carentes em diferentes locais. O primeiro a falar foi o indonésio Nugroho Tri Utomo, que explicou as ações para reduzir o esgoto a céu aberto em seu país, que faz parte justamente da região mais afetada pela carência de saneamento no mundo.

Segundo Utomo, a população local já se acostumara aos baixos padrões de higiene, fazendo parte de um ciclo vicioso em que não cobrava mais das autoridades por melhores condições e, ao mesmo tempo, não pagava taxas que pudessem bancar uma melhoria no sistema.

“A população pobre, se tiver a opção e sentir que vale a pena pagar para ficar mais segura de doenças causadas por falta de esgoto, ela paga”, afirmou o indonésio, ressaltando que um largo trabalho de comunicação foi feito para convencer as pessoas a participarem, adquirindo latrinas, do processo de construção de sistemas de saneamento que começou em seis cidades escolhidas como modelo, já chegou a 24 municípios e pretende se expandir a 307 até 2014.

Além da falta de sistemas de saneamento, a população da Indonésia, maior que a do Brasil – 242 milhões segundo o censo mais recente, de 2005 – ainda sofre com constantes enchentes, espalhando sujeira dos esgotos ao ar livre, especialmente nas áreas mais pobres.

Sistema improvisado Chefe da equipe do WSP para a América Latina, Glenn Pearce-Oroz citou o curioso exemplo de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde 58% da população têm acesso ao saneamento completo, mas o restante precisa apelar a cerca de 40 companhias pequenas que removem os excrementos de fossas caseiras com caminhões.

“O lado bom dessas empresas é que elas preenchem uma lacuna. No entanto, geralmente não têm equipamento técnico adequado nem no transporte nem no depósito”, frisou.

As inadequações começam, na verdade, nas próprias residências, 80% com falhas técnicas em suas fossas, segundo pesquisa do WSF. Os problemas continuam nos caminhões das companhias de remoção, 90% dos quais não levam nenhum aviso de que espécie de material que estão transportando e chegam aos depósitos, 65% em lagos de oxidação, mas 35% em terrenos baldios e áreas de cultivo – destas, Pearce-Oroz ainda ponderou que muitos agricultores pedem os excrementos para usar como adubo orgânico.

“As fossas domésticas e companhias de remoção devem continuar preenchendo essa lacuna por algum tempo, pois o saneamento demora a ser universalizado, mas elas têm que melhorar seus padrões técnicos”, avaliou.

Também na América Latina, Marco Zegarra, do governo estadual da La Libertad, no Peru, destacou a dificuldade de se planejar um programa de saneamento em áreas pobres num país de administração altamente centralizada.

“Um terço da população vive na capital Lima, que responde por 80% dos investimentos do país. Somente em 2001, as autoridades locais passaram a ter mais autonomia, mas ainda precisam trabalhar em conjunto com o governo central, pois não têm verba própria suficiente”, afirmou.

Também foi abordado um sistema que vem tentando se desenvolver em Burkina Faso, na África, com fossas comunitárias nas áreas carentes rurais. Metade da população do país ainda precisa fazer as necessidades ao ar livre, principalmente nessas regiões.

Priscila Pagliuso

quarta-feira, 24 de março de 2010

Prêmio Jabuti - Por Camila Del Nero / S. Paulo



Estão abertas as inscrições para o principal prêmio literário do País, o Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A láurea chega à 52ª edição, abrangendo 21 categorias. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers.

As inscrições se encerram no dia 31 de maio. Mais informações pelo site www.premiojabuti.org.br

Os três primeiros colocados em cada uma das categorias concorrem aos prêmios de Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção. Podem concorrer ao Prêmio Jabuti 2010 apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009.

“Jabutecas”

Nas incrições do Prêmio Jabuti os credenciados enviam 5 exemplares de livros para avaliação dos jurados. Parte desse livros, após o julgamento, são doados para bibliotecas, funcionando como um importante instrumento de incentivo à leitura. Como é grande a demanda de inscritos para premição (ano passado, por exemplo, houve recorde de obras inscritas: 2.574 obras), a doação é sempre muito expressiva.

Este ano, os livros que concorreram ao Prêmio Jabuti 2009 foram doados à recém-inaugurada biblioteca do Parque da Juventude, na Zona Norte de São Paulo (no espaço da antiga penitenciária Carandiru). A coleção de livros do Prêmio Jabuti tem o nome carinhoso de “Jabuteca”.

Camila Del Nero

Frase do dia
"O Serra disse que o PSDB não vai lhe pagar salário nem suas despesas na pré-campanha. A pergunta que não quer calar é: o Serra vai viver de quê? Ele é rico? Que eu saiba, não é. Quem vai pagar seu salário?"

José Eduardo Dutra, presidente do PT, que pagará a Dilma cerca de R$ 18 mil mensais enquanto ela for candidata

terça-feira, 23 de março de 2010

Espelho, espelho meu . . . - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza



Às portas do Banco do Brasil, no espaço da reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), dou com colegas professores. No papo, a distância crescente da administração superior dessa instituição para com a sociedade, não mais vista "pólo cultural do Benfica". No papo, queixa a se estender à Universidade Estadual do Ceará (Uece), da qual sou professor. Falo-lhes sobre carta recente de Paulo Elpídio, ex-reitor da UFC nos anos 80, a se queixar de dois eventos onde lamentava a ausência da UFC - numa feira editorial no Rio, a ausência das "Edições UFC" e, em Paris, o mesmo a envolver editoras brasileiras, sem a UFC. Falo-lhes da recente posse da professora Roseane Medeiros, da Unifor (da qual fui professor), a primeira mulher à frente do Centro Industrial do Ceará (CIC) onde não vi representação alguma de nossas universidades.

Ali, voltei aos tempos de pró-reitor de Extensão da UFC, quando para aqui, em convênio com O POVO, trouxemos Celso Furtado para, nos "Encontros culturais", nos falar as perspectivas para o Nordeste. Dali, Celso, depois, voltaria, a convite do CIC, traçando com os então jovens
empresários as sendas do "movimento das mudanças".

Na posse de Roseane, não senti a presença da UFC a liderar a caudal de seus festivais (nacionais e internacionais) de cinema, encontros a indagar o "Para onde vai a universidade brasileira"... Ali no CIC vi, porém,
diretores de instituições privadas de ensino superior, a quem, um dia, Jorge Parente, ao presidir a Federação das Indústrias do Estado do Ceará, nesta daria posse, num futurista insight, como "indústria sem chaminé". Passo pela Unifor. Um painel evoca-me a história de Branca de Neve. Nela, a indagação "espelho, espelho meu", na narcísea sugestão da estrada por ela buscada: "Unifor, a incomparável, em ensino, pesquisa e extensão". Que as demais a sigam!

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Rainha do cangaço - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro



Maria Déa Nasceu
No dia oito de março,
Não era igual às outras,
E um dia sem embaraço,
Juntou-se a Lampião,
E foi viver no cangaço.
.
Virou Maria Bonita,
Parceira de Lampião
Deixou a vida pacata
Para viver sua paixão
Entregou a Virgulino
Sem medo seu coração.
.
Saiu pelas caatingas
Fazendo vadiação.
Era mulher corajosa,
Usava arma na mão.
Foi rainha do cangaço,
Seu rei era lampião.
.
Em meio à violência,
Teve fim aquele amor.
Lampião foi alvejado
Num combate de horror,
Tantos tiros pipocaram
Que o lampião apagou.
.
Maria vendo a desgraça,
Correu para socorrer.
Mas também foi baleada
E acabou por morrer,
Nos braços de lampião
Seu eterno bem-querer.
.
Virgulino e seu bando
Tiveram um triste final
Após a morte, degolados
Num macabro ritual
E o fim de Maria Bonita,
Não deixou de ser igual.
.
Salve Maria Bonita,
E sua cumplicidade.
Mulher de atitude
Buscando felicidade.
Amou e foi amada,
Apesar da brutalidade.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
Foto do dia

Justiça para Isabella - Foto: Eliária Andrade (Agência O Globo)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Frase do dia
"Agora, se ele (Serra) quer se desvencilhar do governo Fernando Henrique porque não tem orgulho, é problema dele."

Dilma Rousseff

sábado, 20 de março de 2010

Outono começa com calor de verão na maior parte do Brasil - Por Deliane Assis / S.Paulo



Frente fria causa temporais isolados entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O outono começa neste sábado, mas o fim de semana segue com características do verão, com sol, calor e pancadas de chuva na maior parte do país. Veja a previsão detalhada para cada Região.

Sul

A frente fria avança um pouco mais neste sábado e provoca chuva em boa parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro, leste e sul do Paraná. Segundo os meteorologistas da Somar há previsão de rajadas de vento de 70km/h e temporais no oeste gaúcho, com acumulados que podem passar da metade da média de março. Apenas no centro e norte gaúcho e no meio oeste de Santa Catarina as temperaturas não sobem muito. No domingo a frente fria se afasta para alto-mar, mas áreas de instabilidade causam pancadas isoladas de chuva sobre os três Estados da Região, com risco de chuva forte no litoral de Santa Catarina, inclusive em Florianópolis.

Sudeste

Neste sábado as chuvas diminuem consideravelmente sobre o Sudeste. As poucas pancadas de chuva atingem o leste de São Paulo, interior e norte do Espírito Santo e o sul, sudoeste e nordeste de Minas Gerais. No domingo o tempo permanece seco em boa parte de São Paulo e litoral do Rio de Janeiro. As chuvas isoladas de fim de tarde ocorrem no Espírito Santo e boa parte de Minas Gerais. O calor segue predominando em todo o Sudeste.

Centro-Oeste

Depois de uma manhã com sol e calor, as chuvas isoladas de fim de tarde deste sábado atingem o Mato Grosso, Distrito Federal, boa parte de Goiás e o norte de Mato Grosso do Sul. No domingo, ainda não há previsão de grandes acumulados, apenas precipitações isoladas no Distrito Federal, no centro e norte de Goiás e de Mato Grosso. O fim de semana segue quente em toda a Região e os termômetros atingem os 37°C em Cuiabá e 31°C em Brasília.

Nordeste

A previsão indica chuvas em boa parte da Região neste sábado, mas o acumulado será baixo na maior parte dos Estados. As precipitações mais intensas e isoladas atingem o litoral oeste e o leste do Maranhão, o oeste e sul do Piauí, oeste de Pernambuco e o norte, nordeste e sul da Bahia. No domingo prosseguem as chuvas isoladas na Região, com temporais localizados no leste, sul e litoral do Maranhão, leste e sul do Piauí e a região central, leste e oeste da Bahia e litoral do Ceará. Faz muito calor em boa parte da Região, com exceção da região próxima de Juazeiro e Petrolina.

Norte

Apenas entre Roraima e o norte do Pará não há previsão de chuvas neste sábado. Os temporais atingem entre o sudoeste do Amazonas e o oeste do Acre, com acumulados de mais de 60mm em algumas localidades, correspondendo a mais de 20% da média de março. No domingo, as chuvas atingem novamente boa parte da Região, com exceção de Roraima, interior do Amapá e partes do norte do Amazonas e Pará. Os temporais ficam restritos ao litoral do Amapá, sul do Pará e do Amazonas. Mesmo com os temporais o fim de semana será muito quente em toda a Região.

Deliane Assis é jornalista

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Frase do dia
"O que parecia impossível aconteceu: os EUA tendo divergência com Israel. Quem sabe essa divergência era a coisa mágica que faltava para se chegar a um acordo?"

Lula, que viaja pelo Oriente Médio carregando dentro de si o vírus da paz

quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma cadeira cativa para Gerardo Melo Mourão - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro



Parece que foi ontem... Mas já se foram três anos.
Em nove de março de 2007, Ipueiras ficava órfã de seu mais polêmico e ilustre filho: Gerardo Mello Mourão.

“Gerardo foi: Jornalista, poeta e escritor. Era membro da Academia Brasileira de Filosofia, da Academia Brasileira de Hogiologia e do Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura do Brasil. Era um dos escritores mais respeitados no exterior”

Infelizmente, Gerardo, ainda não foi devidamente reconhecido em Ipueiras, cidade que ele carregou com carinho, na cabeça, no coração e em seus escritos.
Foi grande falando de sua aldeia, mas sua aldeia não crescera o suficiente para reconhecer a magnitude deste ícone ipueirense.

Eu não conheci Gerardo de ouvir falar. Freqüentei sua casa e conversávamos, não como o mestre e a sua aprendiz, falávamos como dois retirantes nordestinos querendo palestrar.
Eu ficava encantada com sua grande cultura e sua ainda maior, simplicidade.

Tive a grata satisfação em receber Gerardo Mello Mourão, num evento cultural realizado em minha chácara na cidade de Ipueiras.
Entre amigos, parentes e políticos, o poeta saboreava comidas típicas como: baião-de-dois, paçoca de pilão, intercalados por uma cachacinha da terra. Era clara sua satisfação.

Na hora da saída, após os agradecimentos, Gerardo chamou-me reservadamente e disse-me: “Dalinha, estou indo e carregando a cadeira que sentei” E assim o fez.

Logo que voltei ao Rio de Janeiro, ele telefonou-me: “Dalinha, Venha visitar-me e ver sua cadeira”.
Fui. Qual não foi minha surpresa ao ser reapresentada a minha pobre cadeira, matuta, feita de pau e couro. Estava toda envernizada, enfeitadas com tachas, ocupando um lugar de respeito em sua sala de visitas.

Hoje queria registrar minhas saudades e o prazer indizível que foi participar de um naco da vida de Gerardo Mello Mourão que certamente terá cadeira cativa em meu coração.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

terça-feira, 16 de março de 2010

Frase do dia
"Tenho um vírus da paz desde que eu estava no útero da minha mãe. Não me lembro de ter me envolvido em nenhuma briga."

Lula, em Israel

segunda-feira, 15 de março de 2010

Minha professora - por Bérgson Frota - Fortaleza


Certa noite, na faculdade de Filosofia, depois da aula de metodologia, desci para o terraço do Centro de Humanidades (UECE), sentei-me embaixo de uma grande árvore e passei a lembrar de alguém muito especial, Alice Alves, minha professora de português em Ipueiras.

Sentia que algo na aula que acabara de assistir me lembrava sua imagem e não tardei a descobrir.

A professora Alice ou dona Alice como a chamávamos era rigorosa e competente, em ensinar e no que ensinava, mas também humana e compreensível.

No período em que com ela estudei, confesso que fui domado por sua marcante personalidade e conhecimento.

Conjugar verbos, Deus, que esforço quando ela só nos dava o nome do tempo. Vezes sem conta pedia-lhe que me dissesse só a primeira pessoa do singular e o resto eu declinaria sem erro. Ela sorria e dizia --- Assim seria muito fácil Bérgson.

O que dizer da análise sintática, achava eu erroneamente um “inferno”, no entanto peço-lhe hoje desculpa, mas só ao ter noções de latim na faculdade é que vim a perceber a importância do que naquela época achava a coisa mais desnecessária a aprender em português.

É dona Alice, minha querida mestra, nós alunos levamos consigo o que aprendemos e também guardamos com saudade as lembranças dos caros professores, todos responsáveis por nossa trilha que continuou e ainda continua.

Nem sempre podemos olhar para trás e agradecer a todos, mas naquele colégio, Otacílio Mota, comecei a receber as caras e preciosas instruções da educação metodológica.

Estamos hoje professora longe só fisicamente, mas perto em sentimento.

Queria agradecer-lhe em especial neste texto sua compreensão, dedicação e acima de tudo, seu compromisso em passar com responsabilidade e maestria um pouco do muito de seu saber.

Um atencioso e grato obrigado.


Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

quinta-feira, 11 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Frase do dia
"Nós, mulheres, também sabemos de uma outra coisa que está nas nossas mãos, que é o futuro do nosso país. Nós temos que construir. Não vamos deixar que as coisas deem um passo e voltem atrás."

Dilma Rousseff durante a inauguração, ontem, de um hospital no Rio

sexta-feira, 5 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Frase do dia
"Não adianta empurrar. Empurrado eu não vou."

Aécio Neves, ao responder mais uma vez se será ou não vice de Serra

terça-feira, 2 de março de 2010

Súplica de um rio - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Quando nasci já faz tanto tempo, que nem lembro mais. Tudo às minhas márgens era verde. Cheias de matas altas e árvores troncosas que arriavam os braços para molhar-se na minha água barrenta e rápida. Enquanto seus outros galhos mais altos balançavam-se ao sabor do vento constante.

Descia eu orgulhoso refletindo a luz do sol ou da lua quando esta aparecia. Serpenteando naquela terra só minha, fazendo várias coroas e redemoinhos, levando troncos.

Tudo era meu, tudo era eu.

Quando caía a chuva, e milhões de pingos desciam no meu leito, eu levantava meu nível e entrava no canavial fazendo ser uma parte verde de meu leito. Deixando quando saía uma lodosa terra.

Então vieram os homens, e lá na parte mais alta, construíram uma ponte que de tanto tentar, demorei mas acabei por levar.

Deram-me como punição duas novas pontes, altas, fortes e de muita base.
Mostraram sua força tirando terra e mais terra do meu leito. Cavando inúmeras cacimbas que mais pareciam crateras.

Jogaram nas minhas margens lixo, desviaram para mim esgotos, e finalmente de tanto me açorearem mudei, e com isso modifiquei todo o terreno próximo.

Perdi as árvores companheiras de margem e o pouco da vegetação nativa quer havia sobrado.
Já seco e desesperado eu, um rio, peço cá meu último pedido.

Permitam-me uma fonte perene de água, criem nas minhas nascentes açudes que me garantam água o ano todo, deixem que ela corra livre novamente pelo meu caminho, essa foi a única coisa que sempre desejei.

De um rio que agoniza.

Assina Jatobá,

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Frase do dia
"A pressão para Aécio ser vice demonstra a fragilidade da candidatura de Serra."

José Eduardo Dutra, presidente do PT