quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sertaneja, sim senhor! - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Sabia que era arisco
Aquele fogoso alazão.
Resolvi correr o risco,
Sem medo de ir ao chão.
Peguei chicote e espora
Montei no bicho na hora
Sem medo ou indecisão.
*
Ele quis titubear,
Mas cutuquei do meu jeito.
Pequei firme nas rédeas,
Pois me achei no direito.
E sob o meu comando
Obedecendo meu mando,
Ele foi quase perfeito...
*
Inda quis se rebelar,
Mas de nada adiantou.
De seus movimentos bruscos
Minha mão se encarregou.
Foi feliz na maratona,
Mostrei quem era a dona.
E ele se conformou.
*
Do que compro e pago caro,
Retorno eu sempre quero.
A manha, birra e coice,
De fato eu não tolero.
Do cavalo eu não caio
Só tenho medo de raio,
No resto eu acelero.
*
Bicho que eu não domino,
Confesso não dou guarida,
O meu sangue nordestino
É que me faz aguerrida.
Eu só não sou cangaceira,
Por ser metida a faceira,
Porém sou bem atrevida.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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