segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Parada gay lota a orla de copacabana - Agência O Globo


O mau tempo não espantou o público da 15º Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas Gays Bissexuais e Travestis) no domingo em Copacabana, que se consolida como um evento do calendário da cidade.

Segundo os organizadores, cerca de 800 mil pessoas foram para as ruas. Já na estimativa da Polícia Militar, o número foi menor, algo em torno de 250 mil.

Mas se houve divergência sobre o número de participantes, todos estavam de acordo em relação à animação. Treze trios elétricos atravessaram a orla do Posto 6 ao 2. Uma bandeira gigante do

Orgulho LGBT foi estendida ao longo do percurso, colorindo a festa.

Durante a celebração, os organizadores do evento distribuíam camisinhas e panfletos tratando de questões sérias como doenças sexualmente transmissíveis.

Manifestantes de outros estados vieram para o Rio especialmente para comemorar a data. A curitibana Maitê Schneider participava, pela terceira vez seguida, da parada carioca. Ela usou uma fantasia com frases contra a intolerância sexual:

- O Rio é um estado que está mais avançado nesta questão contra o preconceito. A cidade que vai sediar os Jogos Olímpicos pode ser a primeira do Brasil a acabar com a intolerância.

O fisioterapeuta Fábio Del Prado, de São Paulo, participou pela primeira vez, e disse que esperava mais.

- O mau tempo fez com que muita gente deixasse de vir. Mesmo assim, não desanimo, vim de longe - afirmou.

A mesma opinião tem o presidente do grupo Arco-Íris e um dos organizadores do evento, Júlio Moreira.

- Se fosse um domingo de sol, chegaríamos a um público de um milhão - disse Júlio.

Segundo ele, o objetivo do evento foi, mas uma vez, mobilizar não só o público LGBT, mas a sociedade em geral. O preconceito, observou Júlio, é um mal que afeta a todos - tanto na forma de bullying, sofrido por alunos homossexuais, como também na desestruturação de famílias que precisam lidar com gays.

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