terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rádio Universitária ontem e hoje - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza



Confesso-lhes a emoção ao depor em vídeo, na Rádio Universitária, sobre seus primeiros momentos, quando, assessor de planejamento do reitor Paulo Elpídio, dávamos corpo aos anseios “de canais mais amplos na comunicação entre o mundo acadêmico e o povo”, expresso em seminário geral. Nascia aí a rádio, com estímulo do Ministro Eduardo Portella e da Rádio Jornal do Brasil.

Legava-nos sinal fraco o Dentel. Acalmava-nos, ao trio conceptor da emissora, já no ar, em caráter experimental, Rodger Rogério: “Esquenta não” convidando-nos, a Clóvis Catunda e a mim, para um filme científico.

Era a história de ponte que se derrubara com o simples soprar de uma brisa, na mesma frequência. Nos estúdios da emissora em experiência, adentra o professor Liberal de Castro, a expressar revolta contra as críticas à Universidade Federal do Ceará (UFC).

É que os intelectuais, em pesquisa recém feita, queriam um busto ao boticário Ferreira, mas o povão queria uma fonte. “Eureka, acordei. A água pode ser essa brisa”. E, de Alencar, ocorria-me: “Iracema saiu do banho, o aljôfar da água ainda a roreja como a doce mangaba que corou em manhã de chuva”.

Na Rádio, em experimentação, a água passamos a jogá-la em burborinhos a se confundir por meio de poemas, letras de música, em tudo. Ao final, o bordão: “Rádio Universitária, valorizando e repensando o Nordeste”. Guilherme Neto nos traz papo com Edson Queiroz, que descobria ter a água mais valor que o gás...

Hoje, “grafifeiro” da Rádio Universitária, na expressão de Paulo Elpídio, sinto o desejo de todos os cearenses no sentido de que a UFC estenda-se para além do Polo Cultural do Benfica, em todo o Ceará, levando mais longe o ensino, a pesquisa e a extensão. A educação, estendendo-se como aljôfar da água a rorejar-nos...

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
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