segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãe, minha heroína - Por Bérgson Frota / Fortaleza



Hoje, vendo-te numa foto que o tempo congelou, vi que estavas placidamente sorridente e bela, como sempre te achei.

Que coisa boa é a fotografia.

Podemos rememorar o dia e o semblante de quem amamos sem nos preocuparmos com os anos. Até mesmo adivinhar os sonhos que aquele rosto no momento secretamente ocultava.
Não, não gosto dos que muito apreciam relembrar ou fitar seus pais em fotos cuja a luz e alegria parecem tê-los abandonados e não um sorriso, mas uma tristeza ali se estampa.

A velhice é santa e nobre, mas nem todos a idolatram.

Na foto, minha mãe. Ente tão querido, hoje viúva, reflete para nós, os filhos, uma força e alegria que nunca imaginávamos ter.

Em todas as áreas, talvez expressando a força concedida por Deus ao feminino, ela demonstra para conosco uma fortaleza que a faz uma heroína.

O dia é dela e de todas as mães, das nossas santas mulheres, cujo o amor geraram e criaram seus frutos.

O mundo sempre teve amores, alegrias e dores. A mãe, em sua figura milenar, sempre uniu estas três qualidades e certamente as consubstanciou no chamado “amor materno”.
Saúdo neste dia a todas as mães : casadas, solteiras, viúvas, jovens e maduras, pobres e ricas. Como se houvesse num sentido mais profundo a condição indefinida de “mãe pobre”.

Ser mãe é guardar consigo um grande tesouro.

Benditas e solicitas, desde àquelas que com esforço criam e sustentam os filhos, àquelas cujos filhos já grandes e deficientes chamam-nas na urgência, como se chamassem a um ser de descrição humana tão grande, cujos limites do amor não têm fronteiras.

Saúdo a todas as mães, repito, e em especial a Ruth Frota, mãe querida, fonte de grande amor, estima, coragem e exemplo.

Que neste dia, o dia em que festejamos as mães, todas possam ser lembradas e tocadas no seu íntimo, como presenças terrenas do Deus que se fez mais próximo para expressar na terra, o mais puro e elevado amor às suas criaturas.

A todas as mães um feliz e abençoado dia.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.
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