sábado, 3 de abril de 2010

Detecção precoce do câncer de mama aumenta a possibilidade de cura da paciente - Por Cibele Pereira / S. Paulo



No dia 8 de abril acontece o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, uma oportunidade para relembrar a importância da prevenção da doença a partir da realização de exames regulares. Segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres no mundo, o câncer de mama representa aproximadamente 22% dos casos novos registrados a cada ano. No Brasil, de acordo com estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram diagnosticados 49 mil novos casos de câncer de mamar nos últimos dois anos.

O câncer de mama é uma doença tratável, especialmente quando diagnosticado precocemente. No Brasil, a maior incidência deste tumor ocorre por volta dos 59 anos, o que não descarta casos em pacientes jovens (com menos de 30 anos) e em idosas (com mais de 80 anos). O câncer de mama se inicia como um nódulo geralmente indolor, que cresce com o tempo e pode se espalhar para áreas próximas à mama, como músculos e pele. Com a realização de exames de rastreamento, como o autoexame mensal e o acompanhamento médico anual, aumenta-se a chance do tumor ser detectado precocemente, o que amplia a possibilidade de cura e permite o uso de tratamentos menos agressivos. “Quando detectado em sua fase inicial, o tratamento para câncer de mama tende a ter mais êxito, desta forma é essencial que a mulher faça um acompanhamento médico regular, especialmente se notar a presença de um nódulo”, afirma o Dr. Carlos Barrios, professor da Faculdade de Medicina da PUC-RS e diretor do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre.

Opções de tratamento

Quando diagnosticado em fase inicial, o tratamento do câncer de mama consiste em uma cirurgia para a extração do tumor, sendo que a retirada de uma parte ou a totalidade da mama dependerá da extensão do câncer. Após a cirurgia, uma série de elementos do tumor e da paciente são analisados, o que pode levar à recomendação de um tratamento com radioterapia e administração de medicamentos como hormonioterapia ou quimioterapia. Cada paciente recebe a modalidade de tratamento mais indicada para o seu caso, sendo possível a combinação de terapêuticas para a cura ou estabilização da doença. “Cada caso precisa ser analisado individualmente, por isso, é importante que a paciente converse claramente com o seu médico em relação ao seu diagnóstico, perspectivas de tratamento e as chances de resposta para cada alternativa apresentada” comenta o Dr. Carlos Barrios.

Quando o câncer não está mais restrito à mama (metástase), as opções de tratamento são semelhantes às realizadas em casos iniciais, embora seja menos frequente a recomendação de uma cirurgia em um tumor que atingiu outros órgãos ou tecidos do corpo.

Cibele Pereira
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