terça-feira, 23 de março de 2010

Rainha do cangaço - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro




Maria Déa Nasceu
No dia oito de março,
Não era igual às outras,
E um dia sem embaraço,
Juntou-se a Lampião,
E foi viver no cangaço.
.
Virou Maria Bonita,
Parceira de Lampião
Deixou a vida pacata
Para viver sua paixão
Entregou a Virgulino
Sem medo seu coração.
.
Saiu pelas caatingas
Fazendo vadiação.
Era mulher corajosa,
Usava arma na mão.
Foi rainha do cangaço,
Seu rei era lampião.
.
Em meio à violência,
Teve fim aquele amor.
Lampião foi alvejado
Num combate de horror,
Tantos tiros pipocaram
Que o lampião apagou.
.
Maria vendo a desgraça,
Correu para socorrer.
Mas também foi baleada
E acabou por morrer,
Nos braços de lampião
Seu eterno bem-querer.
.
Virgulino e seu bando
Tiveram um triste final
Após a morte, degolados
Num macabro ritual
E o fim de Maria Bonita,
Não deixou de ser igual.
.
Salve Maria Bonita,
E sua cumplicidade.
Mulher de atitude
Buscando felicidade.
Amou e foi amada,
Apesar da brutalidade.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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