segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O nordeste amanhã - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza

Pela web, sondam-me sobre "chapa puro sangue" da social democracia para as eleições a presidente. E o sentimento a me acudir é o da nordestinidade, maior cá entre nós, diz-nos Roberto Freire. Isso me faz voltar aos anos 80 quando para cá trouxemos Celso Furtada a nos falar, na UFC, das perspectivas para a região, e após retorno para lastrear os "ideais do CIC" em seu "projeto das mudanças".

Palestra à mão, alguns tópicos rápidos a me chamar a atenção: "Um dos motivos da criação da Sudene foi dotar a região de um instrumento que lhe permitisse participar eficazmente dos centros formuladores da política econômica e financeira do País. Essa, a razão por que o seu superintendente era membro de pleno direito, em meu tempo, daquilo que hoje se chama o Conselho Monetário Nacional".

Sobre as secas: "Nada é mais importante para o desenvolvimento do Nordeste do que o aumento da resistência da região aos efeitos das secas (...), parte da realidade nordestina, como as neves perenes são parte do mundo dos esquimós".

Sobre o desenvolvimento: "O que caracteriza o desenvolvimento é o projeto social subjacente. Quando o projeto social dá prioridade dá efetiva melhoria das condições de vida da maioria da população, o crescimento se metamorfoseia em desenvolvimento".

Da conclusão da palestra, pinçamos: "À Sudene deveriam ser restituídas suas prerrogativas originais de órgão que assessora o Presidente da República e o Congresso Nacional no mais alto nível" (...) deixaremos de ser vistos com complacência e (...) cumprir nossa missão na obra histórica de reconstrução que temos pela frente.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
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