quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Minha casinha amarela - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Foto: Dalinha Catunda

Amigo, você está vendo,
Esta casinha amarela?
Muitos anos eu passei
Feliz, morando nela.
Minha mãe já está velhinha
Mas vive na mesma casinha
E meu pai vive com ela.

Foi ali que dona Neuza,
Criou os oito filhos dela.
Assoprando seu fogão,
Atiçando as panelas.
Apesar das dificuldades,
Era bem maior a felicidade
Do que as ditas mazelas.

Meu pai Expedito Catunda,
Seveeeero cuidava das crias.
Só mulheres, eram três,
E todas três eram Maria
Rosina, Dalinha e Déia,
E quando entravam na peia,
A vizinhança inteira ouvia.

Os Homens eram cinco,
E eu achava tão bonito,
A casa cheia de irmãos:
Eduardo, Cesar e Dito,
E ainda tinha no time,
Tony Aragão e Nelito.

Confesso sinto saudades,
Da casa, hoje amarela.
É minha casa da infância.
Mocidade eu passei nela.
Hoje sou somente visita
E o pranto turva-me a vista,
Ao ver minha casa singela.

Minha casinha singela,
Não sai do meu coração.
È uma casinha Amarela
Encravada lá no sertão.
Na cidade de Ipueiras
Tá minha morada primeira
Meu recanto de Emoção.

Amigo, você esta vendo
Esta mulher no portão?
De braços abertos pra vida,
É a poeta Neuza Aragão!
Esta casinha é tão bela,
Porque na frente tem ela,
Feito um anjo guardião.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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