quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Corujinha - Caburé e a baladeira - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


No interior ainda é comum ver crianças com suas baladeiras atirando em aves e animais.

A baladeira é uma arma artesanal, conhecida também como estilingue, atiradeira. Ela é feita com uma pequena forquilha, onde se amarram tiras de borracha a cada lado. Essas tiras, por sua vez, são amarradas a um pequeno pedaço de couro furado dos dois lados.

O que para as crianças do interior é apenas um atraente brinquedo, na verdade, é fatal para nossas aves que muitas vezes são mortas apenas pelo prazer da diversão.

Passeando pelas veredas de meu sitio, deparei-me com um lindo par de olhos tristes, porém lindamente reluzentes que pareciam pedir-me socorro.

Agachei-me e segurei nas mãos uma linda corujinha-caburé, que não ofereceu resistência. É lógico que em outra situação seria diferente, pois esse tipo de ave é bastante agressiva.

Percebi que a linda corujinha-caburé, dona de belos olhos amarelos, estava ferida. Levei para o alpendre e com a ajuda de Edgar, um bom menino que adora preservar a natureza, cuidamos da corujinha que em pouco tempo voltou ao seu habitat.

A corujinha-caburé se destaca por seus vôos e cantos específicos. Tanto age tanto na calada da noite como no decorrer do dia. Alimenta-se de outras aves, insetos, lagartos e pererecas contribuindo para equilíbrio ecológico.

Enquanto crianças carentes de orientação caçam por mero prazer, a corujinha-caburé caça apenas para alimenta-se.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
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