quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Foto do dia


Foto: Kleber Catunda- Calçadão do Açude (Ipueiras-Ce)


Esse ano não me pergunte “com que roupa eu vou?”.Não obedecerei às cores sugeridas, não farei simpatias visando um ano melhor.

Iemanjá que me perdoe, mas, flores não levarei. O banho de mar da sexta feira, sem medo esquecerei. Me entregarei ao acaso e nele apostarei.

Não quero entrar o ano, devedora de promessas que nunca cumprirei. Vou deixar a vida me guiar e nela navegarei. Quero entrar de peito aberto, pisando firme no chão, acatando o que me reserva novos tempos que virão.

Se vier dor chorarei e com o pranto lavarei minha alma. Se vier alegrias sorrirei, gargalharei animada. Provarei com a mesma nobreza do mel e do fel, a mim destinados.

Eu quero as surpresas da vida, não castelos desenhados, que qualquer vento desfaz. Não quero a esperança que não morre, mas certamente caduca entristecendo nossas almas.

Não quero viver com o olhar perdido em sonhos que não se realizam jamais. Quero viver realidades que pareçam sonhos vividos e muito mais satisfazNa verdade não vislumbrarei o famoso Ano Novo. Viverei o Ano Que Entra! continuação do passado, com suas alegrias, suas tristezas e intensamente vivido, jamais imaginado.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
Frase do dia
"O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável."

Dilma Rousseff

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Anomia ou falta de vontade política - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia
Um dos fatores principais para a proliferação do crime em muitos locais das cidades dos mais diversos portes, pode ser resumido em três palavras: "Ausência de Estado". O fato acontece com maior impacto no que se está vendo no Rio de Janeiro, mas é claramente observado também em Porto Velho, onde um processo de anomia vem ocorrendo há muito tempo, com grande destaque atualmente no trânsito onde, sem qualquer dúvida, a conta pode ser debitadana falta de vontade política dos gestores e dos representnates públicos - fator ampliado pela disputa de ego entre governo e prefeitura.

Para melhor entendimento do leitor, aí vai um conceito de Anomia:
Segundo Michaelis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, o polissílabo anomia (a.no.mi.a) é um substantivo feminino que representa "1 Ausência de lei ou regra; anarquia. 2 Estado da sociedade no qual os padrões normativos de conduta e crença têm enfraquecido ou desaparecido. 3 Condição semelhante em um indivíduo, comumente caracterizada por desorientação pessoal, ansiedade e isolamento social".

Nesse campo, quem leva a píor, como sempre, aliás, é quem paga a conta, o contribuinte.
Vamos por partes: segundo a informação que me foi passada inclusive de fontes oficiais, é que o contribuinte paga um contingente de policiais-militares que não podem aplicar multa ou ficalizar o trânsito tudo porque falta um convênio entre prefeitura e governo. É comum observar um carro da PM, parado, os policiais do lado de fora e o trânsito todo complicado, mas eles não buscam oferecer solução - que pode ser o simples fato de assumir a orientação do tráfego debaixo de um semáforo quando a luz vai embora.

A idéia que se passa em Porto Velho é que essa é uma cidade sem lei, sem normas, onde vale tudo, menos o Poder Público cumprir com sua obrigação, obrigação que, diga-se, é prevista na legislação, uma espécie de letra morta. Entidades como a OAB, o Sindicato dos Jornalistas, a própria Igreja, já deveriam estar pressionando para ver cumprida a Lei.

Temos milhares de pessoas dirigindo motocicletas, uma parcela considerável com a camisa citando "moto-táxi". Parece que os motoqueiros, de forma geral, desconhecem a legislação. Ultrapassam pela direita, mesmo que você vá com seu carro na faixa da direita; fazem "s" mesmo com o trânsito pesado e, moto-taxistas ainda vão mais longe: na ânsia de pegar um passageiro, atravessam pela frente dos carros, e salve-se quem puder!

Ciclista dirigindo na contra-mão; pessoas andando no meio da rua, como se fosse a sala de visita de suas casas; inexistência de faixas de pedestres; motoristas que desrespeitam regras mínimas de segurança; órgãos públicos, igrejas e empresas que fecham trechos de ruas como se fossem propriedades particulares - enquanto quem estaciona na área para isso preparada no calçadão do Sesc leva multa.

A lista de irregularidades é grande, mas enquanto perdurar o estado de anomia, enquanto o poder público continuar inerte, enquanto a sociedade preferir saber quem morreu em mais um crime de trânsito do que protestar e pressionar os responsáveis pelo caos, o quadro vai continuar como está, lamentavelmente"

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.
Mãos Paternas - Por Bérgson Frota / Fortaleza


No começo ainda distante vêm-me a lembrança :

E lá estava ele, a chamar-me, estirando o braço e dando-me a mão para que juntos, de calção de banho fôssemos ver a cheia na ponte do rio que naquela manhã chuvosa inudava parte da cidade, e eu medroso apertei-a como um porto seguro e criando coragem fui.

Depois suas mãos guiavam-me na já antiga máquina de datilografia, corrigia-me, mostrava-me os acentos, como marcar e separar parágrafos, por fim a colocar a fita bicolor vermelha e preta, coisa que não demorei a aprender.

Corria o tempo e nos quinze anos, seu aperto de mão a parabenizar-me, e um relógio que sonhava ganhar.

Suas mãos a conformar-me batendo nas costas de forma branda ensinando paciência quando eu muito precisava.

Suas mãos levantadas ao alto, agitadas a orgulhar-me, quando discursava nos palanques eleitorais, festivos ou para alguém homenagear.

Suas mãos generosas no que sempre precisei, a cuidar para que nada me faltasse.

Suas mãos agora necessitadas das minhas no seu já frágil e incerto andar.

Suas mãos meu Pai, inertes e frias deitadas a descansar para sempre, e só no meu coração sentia sem poder chorar, frias, sem movimento. Não as toquei, olhava doído na alma sua partida, e vezes sem conta naquela noite triste e mais longa até agora na minha vida, muito mais que seu rosto eu as fitei.

Mãos tão queridas, instrumentos abençoados do seu coração.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Frase do dia
"Quando o PT nasceu, muita gente dizia: não vai dar certo. Deu certo. Hoje atacam o PT, e não o Lula. Quando Lula não era presidente, atacavam o Lula, e não o PT."

José Genoino, deputado federal pelo PT de São Paulo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal Sertanejo - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro



Quantos natais se passaram
Quantos deles ainda virão?
Alguns eu passei no Rio,
Outros tantos no meu chão.
Mas pra falar bem a verdade
Eu sinto bastante saudades
Dos velhos natais do sertão.
.
Em minha Santa inocência,
Acreditava em Papai Noel.
Que na véspera do Natal
Cumpria seu doce papel.
Distribuindo presente
E a criançada contente
Fazia o maior escarcéu.
.
Eram humildes presentes,
Isso não tenho como negar.
Às vezes uma lembrancinha
Para em branco não passar.
Mas era grande a alegria,
Naquela grande família,
Em seu singelo celebrar.
.
Sapatos e roupas novas,
A família inteira ganhava.
Na passagem do novo ano,
Era que a gente estreava.
Era na cambraia bordada,
E com nossa saia rodada
Que o Ano Novo começava,
.
No galinheiro um peru gordo
Aguardava sempre a ocasião.
Era o banquete das famílias
Que assavam galinha e capão.
Comida tinha com fartura
Pois assim era nossa cultura
Naquela Santa celebração.
.
A ceia, a missa do galo,
A visitação da lapinha.
Antes da missa o passeio,
Dando giros na pracinha.
Hoje celebro na verdade,
O velho Natal da saudade,
Que um dia viveu Dalinha.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará
Frase do dia
"Todo mundo quer feira, mas não na porta de casa. Todo mundo quer ponto de ônibus, mas não na porta de casa. (...) Pobre é bom para ver em filme."

Lula
Crônica Natalina - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Naquele natal a criança maltrapilha voltava pra casa.

As ruas cheias de crianças com os pais, fazia despontar naquele coração órfão um pouco de inveja.

Sua vida era catar papéis e ajudar com isso a avó e dois irmãos menores.

Das lojas que passava vinham de longe hinos natalinos e de fora o som das buzinas com carros de luzes altas faziam-no lembrar o casebre escondido no morro e quase na total escuridão.
Na sua caminhada de volta passou por uma bela árvore de enfeite montada numa nas inúmeras praças da cidade, a árvore era cheia de presentes e vários turistas tiravam fotos daquela bela armação que parecia tão verdadeira.

O menino nunca foi disso, mas de tão encantado, num átimo, usando uma pequena faca cortou quatro embrulho que faziam vez de presentes, queria dar pelo menos em ilusão um presente a si , aos irmão e a avó.

Tanto maltratados naquele natal estes enfeites que ao tirar e colocar no carrinho sequer foi incomodado.

Chegando em casa foi aquela correria, por ilusão os irmãos corrreram para os embrulhos, só a avó, como se suspeitasse ficou no seu canto quieta.

A vida revela em suas inúmeras páginas milagres a se perder. Pois como encanto dos três pacotes abertos tinham caros presentes, no quarto, àquele que seria o da avó, um grande bolo.
No céu lá distante piscava uma tímida estrela igual as outras, mas sua terna luz se vista melhor pudesse ser, descia direto do céu às telhas quebradas e gastas da casa do menino pobre, fazendo a alegria reinar no pobre lar naquela noite especial.

Bérgson Frota, escritor, contista e cronista, é formado em Direito (UNIFOR), Filosofia-Licenciatura (UECE) e Especialista em Metodologia do Ensino Médio e Fundamental (UVA), tem colaborado com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, desenvolvendo um trabalho por ele descrito de resgate da memória cultural e produzindo artigos de relevância atual.
Lembranças dos Velhos Natais - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Nasci e me criei no Ceará e lá, vivi por muito tempo singelos e criativos natais.Tínhamos a ceia, com galinhas assadas, peru, bolos e iguarias típicas do sertão.

Nossa árvore de natal era feita de garrancho, recoberta com papel crepom, e com tiras de algodão por sobre os galhos. Os enfeites eram caixas de fósforo recobertas com cédulas prateadas de cigarro e com papel de presente. Caixas maiores também eram cobertas e colocadas ao pé da árvore fingindo ser presente. A árvore era enfiada numa lata de querosene de 20 e devidamente recoberta e preparada para a ocasião. E não poderia faltar uma estrela prateada, com calda no alto da árvore. O importante: toda família participava da confecção da árvore.


O que mais me atraia eram as visitas ao presépio da igreja matriz que era montado e aberto a população. Imenso! Lindo! Não me cansava de adorar. Encantava-me com os animais em volta do Deus menino. Ainda hoje chamo de lapinha meu inesquecível presépio.


Na missa do galo eu me sentia no céu. Eram mágico os rituais. Os cânticos de natal, os castiçais e suas velas, o turibulo com incensos espalhando uma fumaça cheirosa dentro da igreja e clima angelical me remetia realmente ao céu. Era divino e eu ficava em estado de graça mesmo.

Os presentes eram detalhes. Bonecas de pano para as meninas e carrinhos de madeiras para os meninos. Mas a nossa felicidade era tão grande que não cabia dentro de nós. Explodiam nas calçadas onde meninos e meninas se amontoavam para viver o nascimento da alegria.

Identifico- com esse Natal. O natal de minha Ipueiras, do meu Ceará Não com essa imitação de Natal europeu com neves e luxos que vejo nos shoppings das grandes cidades onde o papai Noel abafa a imagem de Jesus Cristo o principal personagem.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Corrupção, crime hediondo - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza


Desde a Grécia antiga, política é a arte de bem governar. Com Nicolau Maquiavel, em seus conselhos ao Príncipe, tal arte passou a se eivar de astúcia e má fé até, a se chocar com a moral. E do que se cognominou, entre nós, de lei do Gérson - o levar vantagem em tudo. Chocaram-nos as cenas dos dólares na cueca envolvendo petistas. E, agora, os flagrantes das câmeras: cédulas nos bolsos e meias de políticos do Distrito Federal.

Num revide a conter essa onda, o presidente Lula enviou ao Congresso projeto de lei que caracteriza como hediondos os crimes de corrupção passiva, ativa, peculato e a concussão (exigência por funcionário de vantagens para si).A corrupção não se restringe aos políticos. Em corrente, ela se estende pela sociedade, envolvendo empresários e setores outros no ``toma-lá-dá-cá``.

Nesse contexto, a educação tem papel importante. É que o País, as regiões e o Ceará (este a anunciar milhares deles por vir) terão de ampliar empregos, que exigirão qualificação. Emprego hoje deixa de ser mera mão-de-obra, lastreado por ``capital humano`` e preparado pela educação. Sem ele, teríamos de importá-lo de fora, alimentando os desempregados com programas como o bolsa-família.

Este, agora, terá de voltar ao inicial bolsa-escola - o trabalho a trilhar, para os capazes, o bíblico preceito do ``comerás o pão com o suor do teu rosto`` e do ``sem uma arte e um ofício não se é filho de Deus``, lição que dom Aureliano Mattos legou a Ariosto Holanda em criança e hoje pai dos Centecs.

Hoje, com o aquecimento global, os países tentam dar-se mãos, cabeças, coração e capital para salvar o Planeta, dirigindo ciência e tecnologia para esse propósito. Remover o crime hediondo da corrupção e investir na educação como capital humano é o caminho, que esperamos!

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).
Frase do dia
"Arruda foi meu secretário e hoje é o maior bandido da cidade."

Joaquim Roriz, quatro vezes governador de Brasília, candidato à sucessão de José Roberto Arruda, a quem apoiou na eleição de 2006

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Noite de autógrafos de “Gente não é Salame!”  - Por Carolina Bispo


Após o bem-sucedido lançamento em São Paulo e em Franca, o livro “Gente não é Salame!”, de Marcelo Silva, superintendente do Magazine Luiza, terá uma noite de autógrafos exclusiva em Recife. O evento acontece nesta terça-feira (22), às 19h, na Saraiva MegaStore Recife.

Novidade nas livrarias de todo o Brasil, o livro lançado pela Clio Editora revela os segredos de um estilo de gestão em que a prosperidade é compartilhada, e na qual prevalece o respeito, a atenção e carinho pelas pessoas.

Na obra, o executivo abre o jogo e mostra como fazer a diferença na montagem de grupos de trabalho coesos, motivados e em constante desenvolvimento e convida o leitor a refletir sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida.

Protagonista de uma formidável saga familiar, Marcelo narra a história de sua infância com a família em Per­nambuco e como isso moldou suas atitudes da vida adulta, sua dedicação e esforço para destacar-se profissionalmente.

A publicação relata como suas ideias transformadoras resultaram na obtenção de excelentes resultados, tanto no comando da rede Casas Pernambucanas no período de 2002 a 2009, como em cargos importantes na empresa de auditoria Arthur Andersen e no grupo Bompreço, onde trabalhou por mais de 20 anos e realizou notáveis trabalhos com foco nos pontos estratégicos do segmento de varejo.

O livro, de linguagem clara, objetiva e cativante, desvenda os segredos desse fantástico case empresarial e mostra como é possível conciliar a busca por excelentes resultados com a felicidade e a realização da equipe de colaboradores.

O sucesso do trabalho de Marcelo Silva não é baseado em nenhum método revolucionário de administração. Ele aposta num modelo de gestão onde as “pessoas” vêm em primeiro lugar. “Para alcançar resultados financeiros desejados somente funcionários felizes, comprometidos e motivados darão o máximo de sua contribuição”, reforça o autor.

De perfil criativo, inovador e pragmático, o executivo apresenta em “Gente não é Salame!”, uma compreensão e respeito à equipe, onde a liderança passa ser uma consequência natural especialmente em uma empresa que almeja cada vez mais êxito em um mun­do tão competitivo.

“Que este trabalho possa ajudar, um tantinho que seja, a criar uma sociedade diferente, mais justa, em que a prosperida­de seja efetivamente compartilhada e na qual prevaleça, acima de tudo, o respeito, a atenção e o carinho pelas pessoas”, finaliza Marcelo Silva.

Carolina Bispo é jornalista

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fora ! - Por Tereza Mourão / Brasília



Quinta-Feira, dia 17 de dezembro

Mobilização contra o setor Noroeste, Cana do Reino e outros pólos de especulação no DF!
9 Hs - Licitação de lotes do Setor Noroeste na Terracap

Caminhada em Taguatinga10 Hs - Concentração Praça do Bicalho em direção ao BURITINGA

Exposição de filmes - "Dias de Greve", 2009, Adirley Queirós
19 Hs - Coletivo Motirô, Mercado Sul, Taguatinga

Sexta-Feira, dia 18 de dezembro

Assembléia Popular para discutir os rumos do movimento, agenda e análise de conjuntura
13 Hs - Praça Zumbi dos Palmares - CONIC

Domingo, dia 20 de dezembro

Carnaval Fora de Época na Vila Estrutural - Fora Arruda e toda a Máfia
manhã, horário a confirmar na Assembleia Popular de quarta-feira

PARTICIPEM DAS MOBILIZAÇÕES! Juntos somos capazes de derrubar este e qualquer outro governo que não sirva aos interesses históricos da população!
"Não sou otário, nem infeliz, fora Arruda, Paulo Octávio e Roriz!"

Tereza Mourão

Frase do dia
"Se São Paulo e Minas Gerais fecharem com a oposição, será que o Nordeste segura a Dilma?"

Geddel Vieira Lima (PMDB) ministro da Integração Nacional e candidato ao governo da Bahia

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

1º Concurso Cachaça de Minas - Fernanda Mira / S. Paulo



O 1º Concurso Cachaça de Minas realizado nesta quarta-feira, 9/12, em Belo Horizonte, premiou o desempenho de 14 marcas mineiras da bebida. Realizado pela Federação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca), com apoio do Governo do Estado, Sebra-MG e Betotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) sob a coordenação da Universidade Federal São João Del Rey (UFSJ), a premiação foi dividida em três categorias: “Nova/descansada”, “Armazenada/envelhecida” e “Premium”.

As vencedoras do 1º ao quinto lugar de cada modalidade recebem a medalha de mérito da qualidade com a qual poderão identificar as embalagens durante um ano, período de validade do concurso.



Confira as vencedoras:

Cachaça branca/Nova
Diva - Divinópolis
Lucas Batista - Itabirito
Monte Alvão - Itatiaiuçu
Jacuba – Coronel Xavier Chaves
Mandacaru – João Pinheiro

Cachaça envelhecida/Armazenada
Pirapora - Pirapora
Branquinha de Minas – Claro dos Poções
Engenho doce – Passa Quatro
Prazer de Minas - Esmeraldas
Bueno Brandão – Bueno Brandão

Cachaça Premium
Áurea Custódio – Ribeirão das Neves
Topázio – Entre Rios de Minas
Prazer de Minas- Esmeraldas
Rainha das Gerais - Curvelo

O 1º Concurso de Cachaça de Minas foi o primeiro no país a ser realizado com bases técnico-científicas no país. Aberto a todas as cachaças de alambique registradas em Minas Gerais, 66 marcas de 52 empresas concorreram no universo de 280 comercializadas regularmente no estado.

“Nosso principal objetivo foi movimentar a cadeia produtiva. Todos os participantes vão receber os resultados das análises técnicas realizadas pelas instituições participantes: Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC) e Fundação Ezequiel Dias (FUNED) que poderão ser utilizados nos ajustes dos aspectos que não receberam as melhores pontuações”, afirma o presidente da Fenaca Murilo Albernaz.

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça do país. O estado tem nove mil alambiques, produzindo 260 milhões de litros da bebida, 500 marcas registradas – 280 delas atuantes no mercado.

Minas exporta hoje menos de 1% de sua produção. A Fenaca reune 14 associações estaduais, com quatro mil filiados. Tem como principais objetivos promover o aprimoramento constante da qualidade da cachaça e definir estratégias de comercialização nos mercados interno e externo. Concursos semelhantes ao agora promovido em Belo Horizonte serão realizados pela Fenaca, a partir do próximo ano em estados com destacada produção de cachaça de alambique. O 2º concurso está marcado, em 2010, no Paraná.

Fernanda Mira

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Reciclagem de vidros automotivos - Por Rosângela Longhi / S.Paulo
Acaba de ser encaminhado ao Senado Federal o Projeto de Lei nº 477/2009 que prevê a obrigatoriedade das empresas que vendem e instalam vidros automotivos em todo o Brasil a darem a destinação final dos resíduos. O encaminhamento feito pelo senador Gerson Camata (PMDB/ES) partiu da iniciativa do Instituto Autoglass Socioambiental de Educação, um braço social da Autoglass, empresa de capital 100% nacional, especializada na gestão de serviços de vidros automotivos.

Para justificar a solicitação, Camata se baseou em pesquisa feita pelo Instituto Autoglass, que revelou que do total de 1,5 milhão de para-brisas quebrados no Brasil anualmente, apenas 5% são reciclados, em função do complexo método utilizado, diferenciando-se dos vidros comuns, devido a composição com material plástico, necessitando de tecnologia específica.

O Instituto Autoglass já alcançou uma importante conquista, no Espírito Santo, sua sede, ao aprovar, por meio da Lei Estadual nº 9.013 de 10 de novembro de 2008, a obrigatoriedade da reciclagem de vidros automotivos no Estado. "Como não existe estimativa de tempo para a decomposição do vidro, caso seja jogado na natureza, os danos causados ao meio ambiente são imensuráveis", alerta Kleber Carreira, diretor do Instituto Autoglass. Além disso, Kleber informa que os vidros automotivos necessitam de tecnologia específica para a sua reciclagem, visto que é preciso separar o vidro do plástico durante o processo.

Ao avaliar como essencial que a obrigatoriedade deste projeto seja estendido para todo o País, o senador Gerson Camata fez o encaminhamento para o âmbito federal com algumas exigências, entre elas que as empresas ligadas ao setor terão o prazo de 120 dias para se adaptar ao cumprimento da Lei, a partir da data de aprovação do projeto. Também consta que a União, os

Estados, o Distrito Federal e municípios, no âmbito de suas competências, poderão editar normas com o objetivo de conceder incentivos fiscais, financeiros ou creditícios, respeitadas as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, para as indústrias e entidades dedicadas à reutilização e ao tratamento de vidros automotivos.

Rosângela Longhi é assessora de imprensa
Frase do dia
"Que venham três, que venham dez [processos] porque eu vou responder a todos."

Eurides Brito, líder do governo Arruda na Câmara Legislativa do DF, estrela de um vídeo onde aparece guardando dinheiro suspeito na bolsa

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nova Lei do Inquilinato - Por Cibele Cintra / S. Paulo
O Projeto de Lei nº 71 de 2007 (atual 140/2009) visa alterar, dentre outras disposições, o artigo 62 da atual Lei do Inquilinato. O locatário inadimplente passará a ter, caso o PL seja sancionado pelo Presidente Lula, apenas uma chance a cada 24 meses para purgar a mora e assim evitar a rescisão do contrato, diminuindo, drasticamente, a possibilidade de manutenção do contrato através da quitação judicial da dívida locatícia.

“Essa modificação reduz, sensivelmente, a possibilidade de o locatário se valer da purgação da mora e assim afastar a rescisão do pacto locatício. Pela lei atual, o locatário pode lançar mão desse recurso duas vezes a cada período de 12 meses. Com a aprovação do Projeto de Lei, ele só poderá utilizar esse instrumento uma vez a cada 24 meses”, afirma Daniel Alcântara Nastri Cerveira, advogado do Cerveira, Dornellas e Advogados Associados.

Segundo o advogado, essa nova regra prejudicará os locatários. “Para os inquilinos comerciais a situação é ainda mais desastrosa, visto que o que ficará em risco será o fundo de comércio formado no local respectivo", afirma.

Cibele Cintra

sábado, 12 de dezembro de 2009

Parabéns Terezinha - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Querida amiga Tereza
Neste dia de alegria,
Desejo que a felicidade
Chegue a sua moradia.
Que Deus sempre proteja
Você, amigos e família.

Muita saúde e muita paz
Pra você, aniversariante!
Que se engaja sem medo
Na luta por seus semelhantes.
Que seja sempre vitoriosa!
E consiga seguir adiante.

São os votos desta amiga,
Que reconhece sua lealdade.
E sabe que você veste,
O manto da caridade.
Mais uma vez eu desejo
Que seja feliz de verdade.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Discurso - Por Lúcio Cavalcante de Albuquerque / Rondônia


J. Bosco - O Liberal


No episódio do governador do Distrito Federal, nada de mais. Escândalos sobre escândalos neste país não é novidade. Assim como não é novidade o duplo discurso do senhor Luiz Inácio.

Num dia as gravações nada representam. No outro, a coisa é realmente grave. Novidade, na realidade, será se dessa vez os envolvidos realmente sejam julgados e condenados.

DATAS DE RONDÔNA

(De 6 a 13 de dezembro)

Dia 6 – 1981 – Fundado o Lions Clube de Rolim de Moura (João Batista Lopes, Rolim de Moura, seus pioneiros e desbravadores)

Dia 6 – 1995 – O Tribunal Superior Eleitoral cassa o mandato do deputado estadual José Cunha, com base política em Presidente Médici (Lúcio Albuquerque, A Marca da Nossa História (20 anos da ALE-RO)

8.12.1985 – Lançada pedra fundamental da igreja Assembléia de Deus, em Vilhena (Vilhena conta sua História, Pedro Brasil)

9 – 1984 – O empresário Valdir Raup é eleito primeiro prefeito de Rolim de Moura. Em Cerejeiras foi eleito o comerciante Adelino Neiva (Francisco Matias – Pioneiros – Ocupação Humana e Trajetória Política de Rondônia)

10 – 1979 – Lei Federal 6.750 cria a Comarca de Ji-Paraná, a primeira da BR-364 em Rondônia (João Vilhena, Retalhos da História de Ji-Paraná)

12 – 1913 – O ex-presidente norte-americano Theodor Roosevelt e o coronel Cândido Rondon iniciam a Expedição Roosevelt pelas selvas da Amazônia (Candice Millard, O Rio da Dúvida)

12 – 1915 – Circula o jornal O Município, primeiro em língua portuguesa impresso na cidade de Porto Velho (Antonio Cantanhede, Achegas para a História de Porto Velho)

12 – 1962 – Wadih Darwich Zacharias toma posse como governador do Território (Tereza Chamma, Calendário de Guajará-Mirim)

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

Frase do dia
"Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra."

Lula

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dona da Noite - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Final de tarde,
Sol se sumindo...
Esmaeeeece, coclhiiiiiila...
É a noite! Vem vindo...

Um véu negro tinge o infinito,
Mas não tarda aparecer,
Estrelas piscando em bando
No céu a resplandecer.

O lume intermitente,
Lá no alto é louvação,
A rainha que desponta
Prateando a escuridão.

Cheia de encanto e magia,
Com seu manto prateado,
Surge trazendo São Jorge
Em seu cavalo alado.

A senhora dona da noite
Ocupa seu trono agora.
E reinará soberana
Até o raiar da aurora

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Frase do dia
"A imprensa já fez muito mal ao mundo, mas a Constituição não manda que ela seja boa, manda que ela seja livre."

Elio Gaspari, em artigo publicado, hoje, em O Globo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Minas Gerais escolhe suas melhores cachaças - Por Fernanda Mira / S.Paulo


Com produção de 260 milhões de litros por ano, Minas Gerais é responsável por 60% da cachaça de alambique produzida no país. Todo essa liderança e potencial econômico estão em evidência. Os alambiques mineiros, representados por 52 empresas e 66 marcas, participam do 1º Concurso Cachaça de Minas, concorrendo ao título de melhor cachaça mineira. A iniciativa é da Federação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca) e as marcas vencedoras serão anunciadas na próxima quarta-feira, dia 9 de dezembro, em Belo Horizonte.

Serão premiadas com a medalha de mérito da qualidade as vencedoras nas categorias “Nova/descansada”, “Armazenada/envelhecida” e “Premium”. As cinco melhores cachaças de cada categoria poderão identificar suas garrafas com a medalha durante um ano, período de validade do concurso. “Nosso objetivo é impulsionar a cadeia produtiva dessa cachaça de qualidade, elaborada a partir de conhecimentos técnico-científicos, e divulgar as características do produto aos apreciadores”, informa o presidente da Fenaca, Murilo Albernaz.

Coordenado pela Universidade Federal São João Del Rey, de Minas, é o primeiro concurso realizado no Brasil tendo como parâmetro a Lei Geral das Bebidas Alcoólicas e a Lei da Cachaça de Minas. A Fundação Ezequiel Dias (instituto estadual de pesquisa em saúde) irá avaliar se as embalagens estão de acordo com exigências da legislação. Apenas cachaças registradas no Ministério da Agricultura poderão participar.

A Comissão julgadora é formada pela Universidade Federal do Paraná, responsável pela avaliação de cheiro e sabor da bebida; pela Fundação do Centro Tecnológico de Minas Gerais, que irá analisar o aspecto físico-químico; pela Universidade do Estado de Minas Gerais, que escolherá o rótulo e garrafa mais bonitos. Por fim, as cachaças concorrentes serão degustadas por um grupo de apreciadores, que também terão direito a voto.

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça do país. O estado tem nove mil alambiques, produzindo 260 milhões de litros da bebida, 500 marcas registradas – 280 delas atuantes no mercado. Minas exporta hoje menos de 1% de sua produção. A Fenaca reúne 14 associações estaduais, com quatro filiados. Tem como principais objetivos promover o aprimoramento constante da qualidade da cachaça e definir estratégias de comercialização nos mercados interno e externo. Concursos semelhantes ao agora promovido em Belo Horizonte serão realizados pela Fenaca, a partir do próximo ano, em todos os estados brasileiros com destacada produção de cachaça de alambique. O 2º concurso acontecerá no Paraná.

Serviço:
1º Concurso de Cachaça de Minas 2009 – Medalha Mérito da Qualidade
Data: 9/12
Local: Auditório 5, da UNI-BH – Av. Professor Mário Werneck, 1685, Estoril, Belo Horizonte
Horário: 19h00

Fernanda Mira

sábado, 5 de dezembro de 2009

Foto do dia

Foto: Carlos Moreira - Igreja Matriz / Ipueiras

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

4º Prêmio Professores do Brasil - Por Silvia Neves / São Paulo



“Seja a mudança que você quer ver no mundo”. A frase de Gandhi mostra a profundidade da decisão de ser pró-ativo e superar barreiras e, como as mudanças que ocorrem de dentro para fora têm uma capacidade de multiplicação enorme. É o que se pode notar claramente entre os projetos desenvolvidos por mais de mil educadores inscritos na quarta edição do Prêmio Professores do Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) conta com a parceria do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), e ainda Fundação Bunge, Fundação SM, Instituto Pró-Livro e Instituto Votorantim. Todos focados na valorização do educador brasileiro.

O Prêmio, instituído em 2005, tem como objetivo reconhecer o mérito de professores das redes públicas de ensino, pela contribuição dada para a melhoria da qualidade da educação básica. Consiste na seleção e premiação das melhores experiências pedagógicas desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores que comprovadamente, tenham tido êxito no enfrentamento de desafios, considerando as diretrizes propostas no Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação.

Esta quarta edição traz boas surpresas. São 35 premiados entre professores de educação infantil, ensino fundamental e médio, de 20 Estados de todas as regiões brasileiras. Alguns com menos de cinco anos de carreira e outros com mais de 20, mas todos com o desejo comum de fazer a diferença na vida de seus alunos.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 03 de dezembro. Visando a troca de experiências entre os educadores, no dia 04 ocorrerá a apresentação dos projetos ganhadores, durante o Seminário Professores do Brasil. Os professores e diretores ou representantes das escolas premiadas nesta edição do Prêmio têm participação assegurada no Seminário, que acontecerá em Brasília, com passagens e hospedagem custeadas pelos organizadores do Prêmio.

Independentemente de sua região e categoria, os autores das experiências selecionadas pela Comissão Julgadora Nacional receberão a importância de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), além de troféu e certificados. As escolas onde foram desenvolvidas as experiências selecionadas serão premiadas com equipamentos multimídia, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

Os resultados e uma síntese dos projetos serão disponibilizados, após o Seminário, nos sites:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Festival de panetone em Brasília -  Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Dezembro já chegou,
Trazendo junto Natal.
Vou fazer a minha festa
E é no Distrito Federal.
Vou pegar minha família,
Vou direto pra Brasília
Não perco este festival..

A vida aqui anda cara
Está “um Deus nos acuda”
Em Brasília pelo menos
Tem o bondoso Arruda.
Que arrecada dinheiro,
Para o pobre brasileiro
Ter um Natal de fartura.
.
Nunca vi tanto dinheiro!
Mas mostrou a televisão.
Em cuecas, meias e bolsos
Foi farta a distribuição.
E os demais envolvidos
Ficaram tão comovidos
Que fizeram até oração.
.
O milagre da multiplicação
Pode até não acontecer.
Panetone virando pizza
Garanto vocês vão ver.
Pois são sempre absolvidos
Os políticos envolvidos
Em falcatruas no poder.
.
As eleições estão chegando,
Seja um honesto cidadão!
Vender e trocar seu voto
É incentivar a corrupção.
Vá à urna com consciência,
Para tirar dessa indecência,
Nosso Brasil, nossa nação.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Preconceito é tema do Dia Mundial de Combate à AIDS 2009 - Por Carina Flosi / S. Paulo


Os portadores do HIV enfrentam diariamente um mal tão devastador quanto o próprio vírus no organismo: o estigma de serem soropositivos. Comemorado hoje, 1º de dezembro, o Dia Mundial de Combate à AIDS deste ano chega com uma vitória para mais de meio milhão de doentes no Brasil: a aprovação do Projeto de Lei 6124/05, que torna crime discriminar pessoas com o vírus da AIDS.

O parecer favorável do relator, o deputado federal Regis de Oliveira (PSC-SP), foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, no último dia 19. Se transformado em lei, o projeto, que tramita no Congresso há quatro anos, beneficiará os cerca de 630 mil infectados pelo vírus no Brasil. O texto segue agora para a votação no plenário da Câmara. Se aprovado irá para sanção ou veto presidencial.
Preconceito é crime

Poderá ser punida e presa a pessoa que impedir, recusar ou cancelar a inscrição de uma criança portadora do vírus em uma creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado. Será também crime negar emprego, segregar no ambiente de trabalho, divulgar a condição de um portador e exonerar ou demiti-lo de seu cargo. Caberá também prisão a quem recusar ou retardar o atendimento de saúde para um infectado.

Para o deputado, a lei impedirá que os infectados pelo HIV sejam proibidos de exercer qualquer atividade social, física ou profissional. “Após quase uma década da primeira tentativa de Lei, a Câmara dos Deputados está, enfim, perto de criar uma legislação que pune qualquer ato de distinção, exclusão ou restrição aos portadores do vírus HIV”, explica Regis de Oliveira. Na avaliação do relator, a proposição, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), conta com o apoio da maioria dos parlamentares.

A falta de legislação federal sobre o tema levou os Estados a editarem leis para punir e coibir constantes atos de discriminação, como o caso julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual uma funcionária de autarquia contratada pelo regime celetista foi demitida após descobrir, durante exames de pré-natal, que era portadora do vírus do HIV. “É importante que a sociedade saiba identificar as diversas formas de discriminação para poder eliminá-las, ajudando a respeitar, cumprir e proteger os direitos humanos. A discriminação ameaça o direito de esses cidadãos viverem dignamente, fazendo com que, muitas vezes, eles tornem-se vítimas de danos psicológicos irreversíveis”, conclui.

O que o Projeto de Lei 6124/05 prevê:

Pena: de um a quatro anos.
O que será considerado crime:
- Promover qualquer ato de distinção,
- Promover exclusão ou restrição
- Dificultar a inscrição ou impedir a permanência de alunos portadores do HIV em escolas e creches
- Promover a discriminação dos soropositivos em ambientes de trabalho
- Exonerar ou demitir um portador do vírus de seu cargo ou função
- Discriminar um portador em seu ambiente profissional
- Divulgar a condição de um portador do HIV ou de doente de AIDS com o intuito de ofender-lhe a dignidade ou sem sua autorização
- Recusar ou retardar o atendimento de saúde ao paciente

Carina Flosi, da Entrelinhas Comunicação