sexta-feira, 21 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Meu Pai, Expedito Catunda - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Pai essa sua grande força,
Que não sei de onde vem,
Essa sua notável lucidez
É comovente também.
É com grande alegria,
Que vejo essa teimosia,
De quem tantos anos têm.

Faz pouco caso do tempo,
E por ele vai passando.
Com sua longevidade,
A todos vai encantando.
Sem ligar para mazelas,
Ainda acha a vida bela,
E assim vai caminhando.

Hoje uma bengala
Ajuda a guiar seus passos.
Nas ruas por onde passa
Recebe carinho e abraços.
Ainda sorrir para vida
Essa figura tão querida,
Que já encurta seus passos.

Eu só queria pedir,
A cada um de meus irmãos.
Que pense bem nos seus atos,
E prestem muita atenção.
Ponham a mão na consciência
E procedam com muita decência
Para depois não pedir perdão.

Espedito Catunda de Pinho,
É meu pai, minha fortaleza.
Quantas vezes ele já caiu
Mas nele não vi fraqueza.
Sempre se levanta mais forte
Ele sempre será meu norte,
Disso tenho toda certeza.

Dalinha Catunda


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jeremias Catunda, meu pai - Por Bergson Frota / Fortaleza


Os anos se passaram e meu pai, hoje já encanecido adentra as calmas águas das oitenta primaveras.

Durante todo o tempo em que exerceu de forma ativa, dedicada e plena seu papel, sempre soube da real importância que tinha, tem e sempre terá a paternidade.

Nobre tarefa que não se resume em gerar e sustentar um filho.

Mas criá-lo, incutindo nele valores espirituais e morais, mostrando a real primazia dos dois primeiros em relações aos valores materiais, e isto bem o fez.

Nestes anos sua presença constante pela observação soube reconhecer os valores latentes nos filhos e os incentivou a exteriorizá-los para torná-los assim senhores de si.

Sabendo e tendo a responsabilidade de que nos criava para o mundo e nesta consciência agiu de forma equilibrada e responsável.

Quantas vezes meu pai tu não chorastes em silêncio no medo desassossegante de falhar, de não cumprir corretamente sua missão.

E o choro silencioso pelo destino dos filhos por si só já era uma prece ? Sem palavras, mas prece, pois não negava uma sublime rogativa.

Quantas vezes pai pra ensinar não te tornastes duro, quando o coração mandava relaxar e ceder pela alegria temporária porém enquanto a dureza do instante garantiriam horas e anos de alegria. E assim sabendo, firme manteve-se.

Pelo exemplo junto à fiel companheira meu pai muito fez pelos filhos.
Neste caminho muitos percalços, dificuldades superadas, sacrifícios e dores.

Hoje, em silêncio meu pai vê os filhos distantes, mas não deixa de ser feliz, o sentimento de missão cumprida o faz ainda melhor ao lembrar-se de tudo que percorreu e venceu na difícil tarefa da paternidade.

Pai a grandeza e humanidade de teus atos são estímulos imorredouros do dom sagrado do Criador, ao mesmo tempo Pai presente ao mesmo tempo terno Amor.

Meu querido Pai faleceu às 11 horas de 02.08.09

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha