terça-feira, 28 de julho de 2009

Charge do dia


Amarildo - A Gazeta (ES)
Frase do dia
"Se houve crime para mim, houve para todo mundo."

José Sarney (PMDB-AP), a propósito da nomeação para o Senado de parentes e protegidos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Projeto Social - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Crescer, aos nordestinos, é imperativo e desafio – adverte-nos Sérgio Machado, presidente da Transpetro, nos anos 80 do Movimento Pró-Mudanças, e da geração dos jovens empresários. Chave para o crescer, a unidade das lideranças. .

Há pouco, o CIC (Centro Industrial do Ceará), ao qual se integravam, nos anos 80, os então jovens empresários, celebrou seus 90 anos. E, Robinson Passos de Castro e Silva presidente, lançou-nos o Observatório da Educação, a envolver todos os agentes de tal processo, em ampla reflexão, aos educadores.

O lançamento de tal programa contou com as principais lideranças de nossa sociedade, os debates intermediados por Cláudio de Moura Castro, na Fiec.

O Ceará, assim, integra o rol das 14 cidades brasileiras onde o Observatório Social se ensaia. É a tentativa de reatar-nos o fluxo das cheias a sepultar cacimbas e leito seco dos rios, numa cíclica (re)união pelo Ceará, dos tempos de Virgílio Távora, do Pró-Mudanças de Tasso Jereissati e os de agora.

Anos atrás, entre intelectuais e lideranças produtivas, havíamos superado o tempo das “indústrias de chaminés”. E, sensível a isso é que Jorge Parente dera assento na Fiec aos de educação. Presidente do Conselho de Educação do Ceará, dou testemunho de Wânia Dummar a coordenar programa de responsabilidade social a nossas instituições de educação superior. Um ensaio, sem dúvida, simbólico, intróito porém dos novos tempos. Tempos previstos por Celso Furtado: “O que caracteriza o desenvolvimento é o projeto social subjacente.

O crescimento econômico, tal qual o conhecemos, funda-se na preservação dos privilégios das elites, que satisfazem seu afã de modernização. Quando o projeto social dá prioridade à efetiva melhoria das condições de vida da maioria da população, o crescimento se metamorfoseia em desenvolvimento”.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Frase do dia
"Sarney completa o milésimo escândalo e dedica às criancinhas."

Casseta & Planeta

terça-feira, 14 de julho de 2009

A praça central de Ipueiras - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Toda cidade tem seu “marco zero”, o local exato de onde a cidade nasceu e cresceu.
Quando Ipueiras completou 50 anos de municipalidade, em 1933, o então prefeito da época Sr.

Luiz Moreira de Carvalho para comemorar a data resolveu construir uma praça. Diferente de outras cidades do interior, Ipueiras não cresceu em torno da Igreja Matriz, talvez devido a pouca ostentosidade do templo, que mais parecia uma capela. Portanto o local escolhido foi justamente o maior espaço aberto na época já quase todo cercado por casas.

Limpou-se e aplainou-se o terreno, pois não era plano e tinha algumas caranaúbas.
A praça começou a ser feita, derrubaram-se árvores nativas e plantaram pés-de-figos que serviriam para ornamentar a obra.

No centro um obelisco foi construído, de cor branca e com duas listras azul celeste, separando as passagens de cada fase. Ao pé do mesmo uma placa de bronze indicava que o monumento fora construído em comemoração ao cinqüentenário do município.

Esta praça como foi construída, permaneceu inalterada até meados da década de 40, quando o obelisco foi demolido e decidiu-se então por ser um período posterior à Segunda Guerra, homenagear o grande presidente Getúlio Vargas.

No lugar do obelisco foi erguido um busto ao chefe da Nação.
Algumas características foram mantidas, entre elas uns bancos clássicos da praça primeira, bem como o desenho da calçada de passeio.

Quanto ao obelisco, este ficou somente em fotos raras, relegada ao acesso de poucos.
Então novas mudanças vieram.

Na década de 70, fez-se duas novas praças. A primeira logo demolida, pois era sem graça e tinha poucas árvores, pouco demorou a segunda, com jardins altos e no centro uma fonte, no meio, em cima de duas paredes paralelas feito colunas, o busto de Getúlio Vargas. Assim ficando até a metade da década de 80, quando novamente sofreu a terceira modificação.

A praça que ainda tinha o nome do ex-presidente, sobreviveu ao início do século XXI, mas sofreu uma mudança drástica, o monumento ao ex-presidente foi transferido para um dos lados da mesma e no centro foi construído um quiosque de alvenaria, ainda existente.

Quanto ao busto do presidente, este acabou por ser retirado da praça, e finalmente desapareceu.
Dois ou três anos depois, a praça passou a chamar-se Maria Lima, nome pelo qual é oficialmente conhecida.
Esta praça guarda para a cidade de Ipueiras uma fonte rica de dados, foi nela que fatos importantes, alegres e determinantes para a história da cidade ocorreram.

Mesmo já tendo sofrido muitas mudanças, hoje, embora com outro nome, ainda lá está, no coração da cidade. É a praça principal, a praça que para os da terra, não importa o nome oficial que se dê, será sempre a eterna e mutável Praça Central de Ipueiras.

Publicado no jornal O Povo, de Fortaleza em 11.07.2009

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Escritores - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia
A Academia de Letras de Rondônia realiza dia 25, durante a manhã, na Unir-Centro, o Encontro de Escritores, aberto à participação de todos escritores que tenham obras sobre rondônia.

Contatos pelo e-mail zeliafonseca@brturbo.com.br, onde também se terá acesso à ficha de inscrição.

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Desconfiança - Por Bérgson Frota / Fortaleza
Vejo olhos atentos pelo espelho transparente, concentrados num sinal.

Primeiro o silêncio, uma parada e a porta abre-se para depois fechar-se rapidamente.

Quero espaço, passo a procurar e finalmente encontro um a satisfazer-me.

O silêncio quebra-se quando sou interrogado :

--- Para onde ? É a pergunta.

Fico quieto por segundos que parecem sacos de minutos, caixas de horas, mas finalmente cedo e respondo.

Ofendido pela pergunta facilmente a parecer intrusa, digo por ter que revelar, e pela desconfiança que penso ser mútua.

A janela troca de paisagens, e questiono-me pela obrigação que tive, tenho e sempre terei de responder àquela pergunta.

Gotas d’água descem ziguezagueando meu rosto enquanto lá fora a chuva cai fortemente.

Aos poucos vou secando pelo ar frio que invade o ambiente e sendo balançado por buracos e mais buracos a preencherem a trilha.

No painel em frente vejo então números que se sucedem sempre num crescente valor.

Grita-me novamente a idéia da resposta e da desconfiança, o silêncio é quebrado pelos sons de motores a funcionar e pingos de chuva, baixos mais audíveis.

Olho em volta, pela janela a paisagem me é familiar.

A porta abre-se novamente, e saio.

Tiro do bolso uma nota e pago. Rápido abro o guarda-chuva pronto a desconfiadamente atravessar uma rua que mais parece um rio.

Longe avisto o táxi que me trouxe a distanciar-se cuidadosamente.

Publicado no jornal O Povo, de Fortaleza em 04.07.2009

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Excelente idéia - Por Lúcio Albuquerque - Rondônia
Políticos obrigados a matricular seus filhos em escolas públicas.

Pode ser que, assim, os políticos, que tanto falam em educação, em investimentos na educação, em respeito ao professor, decidam realmente cumpriro que apregoam sempre que há eleição à vista.

O projeto de lei é do senador Cristõvão Buarque, e já se encontra tramitando no Senado.

Agora, falando francamente, você acha que o Senador vai aprovar?Mas, até que pode: basta que cada um de nós comecemos a pressionar senadores e deputados, fazendo com que vire uma onda e, aí, a pressão acabe aprovando a lei.

O duro, no entanto, vai ser cumprir a dita cuja.

Inté mais ver!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Doutor do Cordel - Por Dalinha Catunda - Rio de Janeiro


A cidade maravilhosa, acolhedora como sempre, recebeu no sábado passado, 20 de junho, a figura interessantíssima, do médico cearense Sávio Pinheiro.

Dr. Sávio presta um grande serviço a população cearense, orientando seus pacientes através da literatura de cordel. E assim, vai deixando a medicina mais popular e bem mais perto do povão.

O intuito Maior desta viagem foi seu ingresso na ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel que recebeu de braços aberto o médico cordelista.

Grande parte do quadro acadêmico da ABLC compareceu ao evento, entre as figuras de peso do cordel, quero destacar a presença do acadêmico Klévisson Viana, poeta, cartunista e editor, que abriu a solenidade reforçando a importância do Ceará no Cordel

Além da posse do Dr. Sávio Pinheiro, que hoje ocupa a cadeira 35 e tem como patrono, Manoel Pereira Sobrinho, teremos até o final do Ano a posse de José Maria de Fortaleza, Guaipuan Vieira, e do baiano Bule-Bule.

Eu como cordelista fico feliz em fazer parte do rol de cearenses que atuam no cordel e de certa forma levam o nome do Ceará além dos seus limites.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A História do Palacete do Plácido - Por Bérgson Frota / Fortaleza


No início do século XX, Plácido de Carvalho era um bem sucedido comerciante e industrial em Fortaleza, isso nas duas primeiras décadas do século até a metade da década de trinta.

Em 1916, viajando pela Europa veio a conhecer em Paris, Maria Pierina Rossi, uma italiana de Milão, que apesar de apaixonada recusava-se a vir morar no Brasil. Ele porém, também muito apaixonado, prometeu construir para ela em Fortaleza, uma cópia de um belo palácio que ambos viram em Veneza. Com a promessa, ela concordou, chegando a Fortaleza no ano seguinte.

Logo começaram os preparativos para a obra.

Para construção o bairro escolhido foi o Outeiro, já conhecido como Aldeota. Quanto ao construtor, há dúvidas, muitos apontam o feito ao irmão de Pierina, Natali Rossi, este sim foi o arquiteto do Excelsior Hotel. Mas o Palácio do Plácido foi certamente obra do Sr. João Sabóia Barbosa, artista plástico e excelente engenheiro eletricista diplomado em Liverpool, Inglaterra.

O palácio foi erguido entre as ruas Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno, tendo como cruzamento das duas a Av. Santos Dumont. Foram usados mármores e vitrais importados, bem como raras madeiras brasileiras. Exibindo estilo rico e eclético, a decoração encantava e chamava atenção. Era cercado de jardins com roseiras e plantas nativas, e possuía duas bem trabalhadas fontes.

Depois de dois anos de meticulosos esforços a obra finalmente foi inaugurada em 1921.
Em torno do Palácio do Plácido como passou a chamar-se ou para os mais excêntricos Palacete Plácido de Carvalho, foram construídos pequenos chalés, a servirem de moradia aos serviçais da imponente construção.

Após a morte do esposo, em 1934, Pierina que já morava desde 1933 no Excelsior Hotel, casou-se com o arquiteto húngaro Emílio Hinko, amigo de Plácido, que a pedido dela desenhou e construiu em 1938, em torno do palácio seis palacetes, para que servissem de aluguel. Todos ainda existentes.

O palácio então foi alugado, e lá passou a funcionar o Serviço de Malária, departamento federal que equivale a Sucam.

Em 1957 morre Maria Pierina, e na década seguinte Zaíra, filha e única herdeira, vende o palácio a um grupo comercial local, que no início dos anos 70 faz a demolição do mesmo para a construção de um supermercado, no entanto o terreno ficou abandonado. Em decorrência de dívidas para com o Poder Público, fez-se a quitação da mesma passando o terreno para o Governo do Estado que lá construiu e hoje está o Centro de Artesanato Luíza Távora.

Quanto ao Palácio do Plácido, este ficou no passado, num velho postal e em gasta e antigas fotos, também na lembrança dos que um dia o viram ou nele entraram, contemplando a beleza de sua torre, de suas janelas e belas escadas a quase dobrar-se, dos seus jardins e suas fontes. Um pedaço do passado agora transferido para livros ou fotos raras. A cumprida promessa de um homem apaixonado que o tempo impiedosamente levou.

Publicado no jornal O Povo, de Fortaleza em 27.06.2009

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha