terça-feira, 30 de junho de 2009

Frase do dia
"Tem senador que acobertou esse corrupto [Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado] e deve ter usufruído da corrupção promovida por ele."

Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Foto do dia

Foto: Carlos Moreira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Responsabilidade Social na Fiec - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Brasília, final do século XX. Uma reunião me marcou.

Em discussão, as múltiplas inteligências: a verbal, a matemática, a espacial, as psicomotoras em suas angulações intra e interpessoais, a surgir nos mais hodiernos aspectos da transcendência...
Um todo, numa caminhada da vida e do mundo, por via de esperados ensaios e erros.

Um deles, curioso e grotesco, marcou-me nessa citada reunião em Brasília: sentado a meu lado, um colega professor universitário dava-se conta de possuir toda a cadeia de inteligências destacada...

Absorto, meu olhar, no entanto, recaia sobre a feição mais construtiva: a de uma educação com ângulos dialéticos num jogo de busca a integrar-se num todo mais amplo, num universo articulado e social.

Nisso, me chaga em visita Marcília Chagas Barreto, a me falar de convite por ela aceito, na atual administração da Uece: o de, sob a coordenação do professor Jackson Sampaio, coordenar a pesquisa e a pós-graduação na área da educação, nestas perspectivas por mim sonhadas.

Olhos no horizonte e no chão, a civitas e o mundo, o agora e o amanhã num jogo dialético: o sonho antigo da velha Roma a recompor a urbis et orbis, a tensão universal/regional, na seguinte pauta: a) estender esse caminho possível à Uece; b) dar feição formal além de real a presença das instituições de educação superior como “indústrias sem chaminés” (ou indústria cultural) em amplo programa em todo estado e rede municipal do Ceará, desde Jorge Parente que ali as empossou até os sonhos daqueles que a buscam construí-la.

É a nossa esperança!

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

terça-feira, 23 de junho de 2009

São João na Roça - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


As fogueira ta chegando,
Eu to me preparando,
Pro mode dançar mas tu.

Vai ser um desmantelo
Nós dois naquele terreiro,
Na base do anarriê.
Na base do anavantu.

Já comprei teu chapéu de palha,
Tu camisa estampada.
Tua calça tá remendada,
Como manda a tradição.

Encomendei um corte de chita,
Dois laço encarnado de fita,
Quero ser a matuta mais bonita,
Nessa festa de São João.

Vai ser grande a alegria,
Nós dois dançando quadria,
Junto com nossa famia,
Que num arreda pé do sertão.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Frase do dia
"Tudo o que o presidente vem fazendo, e por isso eu apoio seu governo, eu faria. A diferença é apenas na questão de como fazer, no estilo."

Senador Fernando Collor (PTB-AL), a respeito do governo Lula

terça-feira, 16 de junho de 2009

Menores - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia
Quando eu era garoto, era comum na entrada de eventos artísticos, o Juizado de Menores estar presente, inclusive na porta de cinemas.

Garoto nas ruas à noite era querer ir parar no Juizado.

Hoje, o que mais se vê é menor andando pelas ruas a qualquer hora.

E o Juizado (eu espero estar errado, mas tenho dúvidas) só aparece em shows e festas públicas (nada contra).

Minha pergunta é: por que não fazem como antigamente?

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Frase do dia
"Antes de pensar em fazer uma CPI da Petrobras, o Senado deveria se preocupar em arrumar a própria casa. "

Do secretário de Justiça da Bahia, Nelson Pelegrino (PT)

domingo, 14 de junho de 2009

Santo Antonio ou São Gonçalo - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro

Meu querido Santo Antônio,

Vou lhe dar outra oportunidade

De me arranjar um marido.

E estou falando a verdade!

Ou vou apelar a outro Santo,

Que me faça essa caridade.


Há tempos que lhe recorro,

Sem ver nenhum resultado.

Pelo jeito o senhor anda

Desatento ou bem relaxado.

Quem sabe com tantos pedidos,

Foi deixando o meu de lado.


Acho que o senhor é mesmo,

Um santinho do pau ôco.

Eu peço, suplico, imploro

E o senhor de mim faz pouco.

Não atende o meu pedido

E eu continuo neste sufoco.


Só que agora eu descobri,

Que você tem concorrente.

Um santo casamenteiro,

Que é bem menos exigente,

Que se chama São Gonçalo,

E é muito mais eficiente.


Dizem que ele anda casando

Mulher de qualquer maneira:

Casa donzela e as desquitada,

As viúvas e até mãe solteira,

As que já passaram da idade,

E as que perderam as estribeiras.


Por isto, meu Santo Antônio,

O senhor preste muita atenção:

Me arrume um bom casamento,

Ou mudo mesmo de devoção.

Vou atrás é de São Gonçalo

Já cansei dessa embromação


Não há solteira que agüente,

Essa sua fatigante lentidão

São Gonçalo desempenha,

Muito melhor essa função,

E além de não ser exigente

É mais rápido na solução.


Sei que o Santo é só um detalhe.

O que importa é o matrimônio.

Me arranjo com São Gonçalo,

Se vacilar meu Santo Antonio

Para gastar vela com os dois,

Não economizo patrimônio.


Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará

sexta-feira, 12 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Saga dos Arigós - Por Bérgson Frota / Fortaleza
Entre os anos de 1942 a 1945, no Ceará a seca continuava a fazer emigrantes que sem opção para sobreviver abandonavam seu torrão natal, muitos em sua maioria para sempre.

Os sertanejos cearenses sofriam a fome nutrindo a esperança de um favorável inverno, ou eram atraídos para o sonho de ‘enriquecimento” fácil na Amazônia, uma outra frente de batalha que se dava longe dos palcos sangrentos da Europa denominado de Guerra da Borracha

Calcula-se que em todo Nordeste 55 mil pessoas foram para a Amazônia, metade vindo a falecer devido aos precários meios de transporte, falta de assistência médica, alimentação escassa e finalmente lutas na grande floresta dos seringais.

O Serviço de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA) ,fazia forte campanha publicitária. A Amazônia era o “paraíso” para o homem nordestino, seu destino e triunfo na sagrada missão nacional de engrandecimento da Pátria.

A borracha traria para os aliados a vitória frente ao nazi-facismo que ameaçava o mundo.

No SEMTA, depois de superficial exame médico, o trabalhador recebia um chapéu, alpargatas, blusa branca e calça azul, uma caneca, um talher, um prato, rede e cigarros, com salário de meio dólar por dia. Logo eram embarcados para a Amazônia.

Passaram a ser chamados de “arigós”, tal apelido vinha da pequena ave de arribação nordestina, que por característica vaga de lagoa a outra buscando alimento.

O número de cearenses que partiram é calculada em 15 mil, que junto aos outros iam em vagões de trem, carroceria de caminhões e na terceira classe de navios. Em sua maioria os arigós levavam toda a família.

Três meses de viagem, com caminhões a virar e navios naufragarem.

A rota seguia de navio em direção ao Maranhão, Belém, Manaus e Rio Branco. Desta última eram divididos para pequenas cidades, concentrando-se portanto em grande número no atual Estado do Acre.

Para os arigós logo o sonho se desmanchava e o “paraíso” esperado começou a ser chamado de “inferno verde”.

O trabalho era duro e a disciplina exigida também. Em dupla trabalhavam os seringueiros enfrentando além da chuva constante as moléstias como a malária, febre-amarela, beribéri, a completar o quadro dantesco, onças, jacaré e cobras gigantes estavam sempre a espreita dos incautos.

O trabalho arrastava-se de 4 horas da manhã às 7 da noite. Era uma escravidão não oficializada. Outro meio nefasto que contribuía ainda mais para esfacelar as esperanças dos arigós era o tão odiado “sistema de aviamento”, onde comida, roupas, ferramenta e remédios eram vendidos a preços exorbitantes sendo estas lojas de provimentos mantidas pelos próprios patrões.

Numa caderneta o empregado do patrão anotava os débitos dos funcionários, trabalhando de forma minunciosa a fazer com que o empregado solicitante nunca saldasse o devido, cobrando até cinco vezes mais o valor da mercadoria. Enquanto que o valor da produção individual dos mesmos sempre vinha em inferioridade ao débito feito.

Terminada a II Grande Guerra, os americanos já obtinha borracha do oriente e não tardou inventarem a borracha sintética.

Os arigós foram abandonados a própria sorte e destes um número mínimo voltou para casa.

Assim encerrou-se na época “A Batalha da Borracha”, dos quase 60 mil soldados desta “guerra” na verde Amazônia, metade, em proporção quase 30 mil pessoas deixaram seus sonhos e últimos alentos de vida nas úmidas e sempre verdes terras do Norte.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Frase do dia
"Terceiro mandato é golpismo. É algo que afronta os preceitos constitucionais. O terceiro mandato é, na prática, declarar que a democracia brasileira é frágil, porque um dos princípios mais importantes da ordem democrática é a alternância do poder"

Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria

terça-feira, 9 de junho de 2009

Abandono - Por Lúcio Albuquerque / Rondônia
O patrimônio público em Porto Velho é relegado, sempre, a último plano – e não a segundo, como é comum se dizer. Sábado à tarde um grupo de historiadores e pesquisadores, dentre os quais os professores Abnael Machado de Lima e Antonio Cândido, visitou o lixaral em que se transformou o Cemitério da Candelária.

Para quem não sabe, aquele cemitério, construído para abrigar os corpos dos construtores da ferrovia Madeira-Mamoré e, a seguir, usado para sepultar pessoas diversas entre 1910 e 1920, e que seria hoje um patrimônio histórico, localizado no km 2,5 da ferrovia, o local está abandonado.

Na frente, duas placas, uma com frase com que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional cita fazer uma homenagem aos que construíram a ferrovia. A outra, menor, atrás, cita que ali foi realizada obra no valor de 84 mil reais.

A obra citada, bem recente, é, na realidade, uma calçada com cimento que está se dissolvendo. O trajeto não tem um objetivo e a largura da dita calçada não permite duas pessoas caminharem lado a lado. E a citada acabou prejudicando os próprios moradores da região, já que os construtores das duas placas colocaram pedras imensas impedindo a manobra de veículos em frente.

Mas o Cemitério da Candelária, que ganhou até livro pelo médico e escritor Viriato Moura, não é caso isolado do desprezo com que o patrimônio público é considerado em Porto Velho. Nem vou comentar a Madeira-Mamoré. As obras de reforma se arrastam tanto que já se pensa em fazer festa de aniversário de algumas delas, como a do mercado central, a do Canal dos Tanques ou a da praça Rondon.

Um fato que chama atenção é não se saber quem está servindo de consultor quando fazem essas obras. Pelo que tenho escutado, ninguém que conheça a história local está sendo ouvido, e espero, francamente, estar errado nessa afirmação, mas é o que escuto.

É só andar pela avenida Sete de Setembro que se tem idéia do abandono a que a cultura vem sendo relegada. Em uma parcela considerável das cidades brasileiras, e em todas as capitais, a recomposição do patrimônio arquitetônico dos prédios é projeto definido e em fase de aplicação. Aqui, é só ver o que cada comerciante faz na fachada de qualquer loja na Sete de Setembro, desvirtuando o original e, com o beneplácito do Poder Público, sepultando a cultura e a História.

Nesse ponto, entidades como a Academia de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico, o Conselho Regional de cito do Poder Pna fachada de qualquer loja na Sete de Setembrosiçanques oua da praça Rondon.ado de Lima e Antonio CEngenharia, a Imprensa, a Unir (através de seu curso de História), para citar apenas algumas, estão sendo omissas.

Num município aonde temos uma Fundação Cultural, uma secretaria municipal ligada à cultura, uma secretaria municipal da Educação, não seria demais esperar que, pelo menos, esses órgãos estejam mais presentes à questão da História.

Mas, pelo visto, isso é o que não acontece.

Inté outro dia, se Deus quiser!

José Lúcio Cavalcante de Albuquerque. Ex-editor dos jornais Tribuna, Alto Madeira, e com passagens em outras publicações como o Estadão do Norte, Lúcio Albuquerque, egresso da imprensa amazonense, tem projeção nacional, desde a década de 80, quando foi correspondente do Estadão de São Paulo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Por falta de convicção - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro
Essa é mais uma de minhas proezas adolescentes.

Eu morava no interior e nesse tempo ainda não possuía um vocabulário abrangente. Mas a pouca idade e o pouco estudo permitiam-me o pouco saber.

Eu nunca me encantei com os meninos de minha idade. Achava-os bobos, inexperientes, sem papo, sem graça e coisa e tal...

Um belo dia aconteceu o inusitado, o que poderia ser meu primeiro namoro, com uma pessoa mais velha, foi deveras minha primeira decepção.

Morava em minha rua uma professora que vira-volta era visitada pelos parentes.

Certa tarde vislumbrei uma visita diferente ocupando uma cadeira na calçada da dita professora.
Era um rapaz bem parecido, bem vestido e para uma quase menina que não tinha ainda parâmetros para comparar, era um príncipe das caatingas, em figura de gente.

Pois bem, eu muito enxerida, comecei a andar pra lá e pra cá na calçada. Ainda recordo quando uma amiga gritou:

-Vai afundar a calçada!

Não demorou muito o belo exemplar abordou-me. Conversa vai... Conversa vem... Ele perguntou se eu gostaria de namorá-lo.

Eu radiante e rapidamente respondi que sim. Até aí, ia tudo muito bem! Eu me sentia nas alturas.

Foi quando ele fez na seqüência mais uma indagação:

-Você tem Convicção?

E eu assustada respondi:- Não menino tu é doido?

Agora me pergunte o que eu imaginei, naquela hora, que fosse convicção?

-Você sabe? Nem eu!

O que sei é que por falta de convicção, perdi o que seria meu primeiro namorado mais velho do que eu.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tributo a Camaral Rodrigues Moreira - Por Bérgson Frota / Fortaleza


Foto : Acervo Grandes Personalidades Ipueirenses – Bérgson Frota


Lembrar a figura de um bom pai, um político e um grande carnavalesco que apesar de não ter nascido em Ipueiras, muito fez por seu progresso no transcorrer do século XX, bem como para a sua história, é uma obrigação a todos aqueles que têm na terra do Cristo Pantocrator suas reais raízes.

Camaral Rodrigues Moreira era filho de Valdevino Rodrigues Moreira e Ana Leite Moreira, nascendo em Ubajara-Ce a 11 de abril de 1900.

Em 1925 casou-se com Maria Moura Moreira e dessa união nasceram onze filhos :

Maria Bambina, Vanda, Anna (conhecida como Anete), Eudora, Ilca, Lialete, Darci Maria, José, Salete, Maria Lia e Edgar.

Homem de grande caráter, tinha na política e no carnaval as suas maiores paixões.

Na sua longa trajetória foi vereador, tabelião, delegado e diretor do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

O carnaval em Ipueiras sempre se marcou com sua alegre presença, sendo um folião que se recusava para brincar a bebida a que tantos jovens na época já recorriam.

Sua alegria era genuína e contagiava a todos.

Costumava ir ao sítio Lamarão a pé, e a caminhada lhe dava ânimo e saúde. Fato talvez que muito tenha influenciado sua longevidade.

Como folião sua figura ficou romantizada em Ipueiras, conta-se que depois do carnaval, nas manhãs de quarta-feira de cinzas, acompanhava a banda até a Praça Getúlio Vargas, só parando ao último toque desta.

Faleceu no dia 26 de janeiro de 1994, aos 93 anos deixando saudades e um lugar sempre vazio nos salões mominos da cidade.

Como sinal de sentido luto a Rádio Vale do Jatobá silenciou duas semanas e o povo sentiu neste gesto a manifestação do profundo respeito e carinho à memória do maior dos foliões que teve a terra ipueirense.

Bérgson Frota é professor visitante da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e professor de Grego Clássico no Seminário da Prainha

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Brinde ao plural - Por Marcondes Rosa de Sousa / Fortaleza
Dura frase, a de um colega, marcou-me o Dia do Professor, um ano atrás: “Hoje, ganhei, de meus alunos, uma gravata: meu desejo é enfocar-me com ela”. Esta ano, a atmosfera foi de festa, abraços, estórias, a história se pondo a limpo.

Em um jantar, vi-me a prestar e a receber homenagens. E, num grupo, eis que reevocamos caminhada conjunta desde os anos 60. Uma colega fala-nos de lutas e êxito, e do trágico sobre sua vida. No rosto, porém, o sorriso.

No peito, discreto broche: “PT”. E a confidência/convite: um vinho já guardado para a vitória de Lula. De nós, acercam-se Rosa (a da Fonseca) e Maria Luísa (a Fontenele). Sorrisos e abraços, em meio ao convite para os “60 anos da Maria”.

A esta, cobro -lhe livro, “ela narradora/personagem”, os fatos políticos sob o ângulo de seu sentimento e visão. E ela: “Já tenho o título”. Falo-lhes de outro, sonho meu, a reconstituir-nos a paisagem política desde os turvos anos 70 aos democráticos, a partir dos “aniversários” de nossos filhos, plagiando a amiga Violeta Arraes ao se referir à esquerda no exílio: “Conheço-lhes as grandezas e as vilezas todas”.

O grupo patrulha-me a opção por Serra e o PSDB. Falo-lhes desses como personagens da mesma história e das vezes muitas que, de uma banda do rio e de outra, fui operário na construção de pontes. Por fim, confesso o lado “adolescente contido no peito”, quem sabe expresso pelo tributo que pago a Leo (filho caçula, roqueiro no Rio) e a Rosa da Fonseca (na ponta esquerda).

Troféu “Coruja Apesc” às mãos, falo à televisão das marcas que deixei nos alunos e das que, da vida, trago no peito dilacerado. Todas a me ensinar a lição das dissonâncias a construir acordes.

Final da festa e os votos de que o vinho guardado seja erguido, em qualquer hipótese, a um Brasil de convivência sem ódio e plural.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.

Marcondes Rosa de Sousa é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Frase do dia
"O Brasil vai cair na real no ano que vem."

José Serra (PSDB), governador de São Paulo

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quer ser meu namorado? - Por Dalinha Catunda / Rio de Janeiro


Venha abraçar-me novamente,
Mande-me flores de presente,
Que lhe aguardo no portão.
Faça-me versos e seresta
Quando me vir faça festa
Que lhe dou meu coração.

Seja o velho namorado,
Que eu tive no passado
Segurando minha mão.
Cantarole nossa cantiga
Não importa se é antiga
Provoque em mim emoção.

Ciúmes não tenha tanto
Para evitar o meu pranto,
E seus pedidos de perdão.
Conserve sua gentileza,
Que prometo com certeza
Ser sua eterna paixão.

Dalinha Catunda é escritora e natural de Ipueiras, Ceará.